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Friday, September 20, 2013

Tratar O Problema Central dos Traumas da Infância

Video:


Créditos: Liz Mullinar
              Heal For Life


Para assistir o video com legendas em português clicar, após o video iniciar, no segundo ícone à direita, primeiro em "on" para que as legendas comecem e depois escolher a língua.

Monday, December 17, 2012

Ginástica Cerebral

A ginástica cerebral é um método científico desenvolvido a partir de 160 pelo Dr Paul Dennison, Ph em educação pela Universidade da Califórnia. Em 40 anos de pesquisa, juntamente com toda uma equipe de especialistas, médicos, neurologistas, psicólogos  e professores, desenvolveu 32 exercícios que estimulam o cérebro. 

Ela integra os estudos da educação cinestésica (a ciência do movimento) com a pesquisa cerebral aplicada. O objetivo da técnica é ativar os dois lados do cérebro ao mesmo tempo: o direito ( criativo), o esquerdo (lógico), para aumentar a área de utilização, e assim melhorar a memória, aprendizado, concentração, criatividade, além de eliminar o stress. 

Os exercícios são muito simples e fáceis; qualquer pessoa de qualquer idade pode fazê-los, pois não apresentam  riscos nem contra indicações.

O instrutor da técnica no Brasil é o engenheiro químico, escritor, palestrante, Carlos Maurício Prado.


Créditos: Ginástica Cerebral 

Wednesday, October 24, 2012

Enigmas Do Cérebro : Meditação É Usada Em Tratamentos Médicos

Pesquisas comprovam que o cérebro de quem medita regularmente, diferente de quem não tem este hábito, é mais eficiente em algumas tarefas e mais preservado.

Video:



Friday, March 23, 2012

O Berimbau Pede Paz

Meu berimbau pede paz
Sem violência, sem guerra
Meu berimbau pede paz
Para todos os povos da terra


Video:


Fonte: Lobisomemabada YouTube Channel

Tuesday, March 6, 2012

Entrevista com Jose Angelo Gaiarsa



Irreverente e pioneiro!  Autor de mais de 35 livros, formado em medicina e especializado em psiquiatria foi introdutor das técnicas corporais em psicoterapia no Brasil.

Video: Parte 1



Video: Parte 2



Outros videos com Gaiarsa:
Conversa Ações
Educação Infantil por Gaiarsa

Tuesday, February 14, 2012

Cientistas Descobrem Mecanismo Que Ajuda A Entender Alzheimer

Cientistas argentinos descobriram um mecanismo que fornece novos dados sobre o funcionamento da comunicação entre neurônios, o que pode a judar a compreender doenças como o Mal de Alzheimer.

Trata-se de um mecanismo fundamental para a formação, fortalecimento e funcionamentos das sinapses, ou seja, os pontos de comunicação entre os neurônios, explicou a Agência de Ciência e Técnica do Instituto Leloir, onde  a pesquisa foi desenvolvida.

A equipe identificou neste processo de comunicação pacotes de ARN mensageiro (responsável pela transferência de informação do DNA) temporariamente inativos, denominados de "focos de silenciamento de mensageiros" , explicou Graciela Boccaccio, chefe do Laboratório de Biologia Celular do Instituto Leloir.

Com a formação desses pacotes, o ARN mensageiro não pode cumprir sua função, que permite consolidar a comunicação entre neurônios para memória e aprendizagem.




Os cientistas também identificaram neste processo a proteina Smaug 1, que, quando bloqueada, produz um defeito sináptico grave e os neurônios não se desenvolvem completamente , de acordo com o estudo.

"Esses defeitos são muito similares aos observados em várias doenças neurodegenerativas", disse Boccaccio.

Para a pesquisadora, o estudo dá uma luz sobre como funciona o sinapse e pode ajudar a criar novos caminhos para entender doenças como o Mal de Alzheimer e a esclerose.

Durante o trabalho, publicado na revista "The Jornal of Cell Biology", os cientistas analisaram, neurônios do hipocampo, região do cérebro associada aos aspectos cognitivos.

Sunday, January 29, 2012

Mentes Cada Vez Mais Doentes

A julgar pelo número de pessoas que têm suas vidas afetadas por transtornos mentais – cerca de 400 milhões em todo o mundo – e pelas projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), o futuro não será leve para o nosso cérebro: uma em cada cinco pessoas, em algum momento da vida, terá uma alteração psiquiátrica que necessite de acompanhamento especializado. 


O crescimento do número de pessoas diagnosticadas com depressão e outros transtornos mentais, como ansiedade e pânico, acontece por uma combinação de fatores: de alterações biológicas à herança genética, passando pelo estilo de vida excessivamente atarefado, pela queda de preconceitos diante das doenças mentais e pelas técnicas mais avançadas de diagnóstico. 

“É simplista dizer que a causa é [somente] biológica, psicológica ou social. Esses termos não levam em conta a interação entre esses mundos. Acredita-se que exista uma propensão biológica que, aliada a fatores estressantes e precipitadores [situações de trauma], pode levar ao desenvolvimento de doenças mentais”, explica o assessor do Mi­­nistério da Saúde e da OMS Neu­ry José Botega, professor do departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Uni­versidade Estadual de Cam­­pinas (Unicamp).


Dados mostram que 18,4% dos brasileiros têm pelo menos um episódio  depressivo durante a vida, o que coloca o país na terceira colocação  no ranking de mais deprimido do mundo (ver infográfico) – em primeiro lugar vem a França (21%) e, em segundo, os Estados Unidos (19,2%). Apesar dos números alarmantes, os profissionais da saúde explicam que interpretá-los como um sinal de epidemia de doenças mentais é incorreto. 

"De  fato cresce o número de certos  problemas mentais, como   depressão e dependência química. Mas, além do  aumento da  incidência,  as pessoas estão mais conscientes sobre esse tipo de situação eprocuram atendimento", avalia Botega.

O professor explica  que não  sofremos apenas dos males do corpo ou de "doenças físicas", mas  também somos  acometidos  pelos males da mente  que, apesar de  serem menos palpáveis,  demadam cuidados  médicos. "Dizer com  certo desprezo 'você não tem nada, isso é coisa da sua cabeça', só faz aumentar o sofrimento de uma pessoa que tem um problema para o qual a medicina não tem remédio fácil", alerta o professor da Unicamp.


Detecção tem seus prós e contras
Nos consultórios, duas listas de de classificação de doenças, o Código Internacional de Doenças (CID-10) e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais (DSM-IV), na sigla em inglês) permitem aos psiquiatras avaliar os sintomas de seus pacientes. Apesar de serem úteis para o diagnóstico de transtornos mentais, porém, os manuais não estão livres de críticas. "Ambos tentam encaixar os pacientes em categiorias, em vez de trabalhar os problemas de forma individual. Eles não levam em consideração o todo, a história das pessoas", analisa o psiquiatra e presidente da Sociedade Para­­naense de Psiquiatria (SPP)André Rotta Burkiewicz.
O americano DSM, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria, é alvo de críticas porque a cada edição, ao revisar os critérios de transtornos mentais, coloca novos comportamentos nessa categoria. A quinta edição do DSM, a ser lançada em 2013, poderá incluir o luto – considerado um período de tristeza normal que dura cerca de dois a três meses – como uma situação característica da depressão. Isso levaria milhares de pessoas a serem diagnosticadas com a doença. Em sua primeira edição, em 1952, o DSM listava 106 doenças, contra 297 da última publicação, feita em 1994.
“A padronização ajudou a melhorar o processo de atendimento, pois antigamente as pessoas sofriam de depressão a vida toda e não recebiam o tratamento adequado, mas ela também pode levar a um excesso de diagnósticos”, pondera o supervisor do Ambulatório de Psiquiatria da Infância e Ado­lescência do Hospital de Clí­nicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Gustavo Ma­­noel Schier Dória.
“É um erro confundir tristezas normais da vida, como reações após perdas ou frustrações, com a depressão. O diagnóstico deve ser feito com cuidado, com avaliação da história clínica, registro dos principais sinais e sintomas e sua persistência ao longo do tempo, além do impacto do quadro na rotina da pessoa”, exemplifica o professor Neury José Botega, do departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Uni­­ver­­sidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Monday, December 5, 2011

Como A Meditação Pode Tratar Distúrbios Psiquiátricos



Em um novo estudo, exames de ressonância magnética mostram que meditadores podem ser capazes de 'desligar' áreas do cérebro associadas ao autismo e a esquizofrenia. 


Problema: A meditção pode auxiliar a lidar com o cancer, a conter a vontade de fumar e prevenir a psoríase. Além disto, sua capacidade de ajudar as pessoas a manter o foco tem sido associada com aumento da felicidade. Pode o entendimento do que acontece no cérebro, quando nós nos sentamos e focamos, nos levar também a pistas de como tratar distúrbios psiquiátricos?


Metodologia: Pesquisadores de Yale dirigidos pelo professor assistente de psiquiatria Judson A. Brewer utilizaram exames de ressonância magnética para escanear meditadores experientes e novatos enquanto eles praticavam diferentes técnicas de meditação.

Resultados: Meditadores experientes tiveram diminuição da atividade na rede neural em modo padrão do cérebro - áreas que estão associadas a distúrbios como ansiedade, déficit de atenção, hiperatividade e doença de Alzheimer. Quando esta rede estava ativa, regiões do cérebro associadas com a automonitoramento e controle cognitivo também estavam ativadas em meditadores experientes, mas não em novatos. Isto sugere que os meditadores treinados podem ser capazes de simultaneamente monitorar  e suprimir o surgimento de pensamentos sobre o 'eu' e a vontade de sonhar acordado. Em formas patológicas, esses estados são ligados a doenças como autismo e esquizofrenia.


Conclusão: Meditadores experientes parecem ser capazes de 'desligar' áreas do cérebro associadas com devaneios e distúrbios psiquiátricos - tais como autismo e esquizofrenia.

Implicações: Meditadores experientes podem ter desenvolvido uma rede em modo padrão menos autocentrada a qual potencialmente poderia ser explorada em aplicações clínicas. "A preocupação com os pensamentos sobre si é uma marca registrada de muitas formas de doença mental , e a a meditação parece afetar esta condição", disse Brewer em um comunicado. "Isso nos da algumas pistas boas de como os mecanismos neurais nesta situação poderiam estar trabalhando clinicamente."

Fonte: O estudo completo, "A Experiência da Meditação Está Associada a Diferenças de Atividade e Conectividade na Rede em Modo Padrão" (tradução literal), foi publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences, November 23, 2011.





Obs: DMN – Default Mode Network – Rede em Modo Padrão ou Rede neural em estado padrão. A DMN e conhecida como uma rede de regiões do cérebro que são ativadas conjuntamente quando o indivíduo não está focado no mundo exterior  e o cérebro está em repouso vigilante ( ou em Alerta durante o repouso) . Pensava-se que o cérebro simplesmente “desligava”. Sabe-se, hoje, através de estudos de ressonância funcional que este “repouso” e um processo ativo com participação de estruturas cerebrais específicas. 

Video Meditação: Observing



Mosen on Vimeo

Tuesday, July 26, 2011

Quebre o Silêncio Pelos Suicidas Sobreviventes

Mesmo quando nossas vidas parecem boas do lado de fora, trancado do lado de dentro pode estar um mundo silencioso de sofrimento, levando alguns a decisão de acabar com suas vidas. No TEDYou, JD Schramm nos pede para quebrar o silêncio em torno do suicídio e das tentativas de suicídio, e para criar recursos mais do que necessários para ajudar as pessoas que recuperam suas vidas depois de escaparem da morte.


O que as aparências mostravam era que tudo estava dando certo para o Johm. Ele tinha acabado de assimar o contrato para vender seu apartamento em Nova York com um lucro de seis dígitos, e ele só tinha sido proprietário por cinco anos. A faculdade onde ele havia feito seu mestrado tinha acabado de oferecer-lhe uma vaga de professor, o que significava não somente um salário mas também benefícios pela primeira vez em anos. Mas, mesmo com tudo parecendo super bem para o John, ele estava lutando contra o vício e a depressão profunda.

Video:


Fonte: Ted

Sunday, May 22, 2011

Martin Seligman Fala Sobre a Psicologia Positiva

Uma palestrra envolvente e esclarecedora com o professor Seligman. Ele fala sobre psicologia, como uma area de estudo e como funciona face a face entre cada paciente e cada profissional. Conforme ela ultrapassa o foco em doenca, o que pode a psicologia moderna fazer por nos?


Video:




Legendado em português.


Fonte: Ted


Mais sobre o assunto: 

Questionários com materiais pra medir aspectos da felicidade: Authentic Happiness

Sunday, May 15, 2011

Reforma Psiquiátrica Completa Dez Anos em Meio a Critica

No mês passado, a lei que estabeleceu a reforma psiquiátrica no Brasil completou dez anos. A regra mudou a estrutura do atendimento em saúde mental e também abriu uma cisão entre os especialistas da área. 

De um lado, entidades como a Associação Brasileira de Psiquiatria criticam a redução do número de leitos em hospitais psiquiátricos e o que chamam de visão ideológica dos transtornos mentais. Do outro, o Ministério da Saúde e o movimento de Luta Antimanicomial, cujo dia é comemorado na quarta-feira, se levantam contra o tratamento nos hospitais, tido como desumano e ineficaz. 

Com a reforma, o atendimento foi transferido dos hospitais psiquiátricos para a rede extra-hospitalar, em especial, os Caps (Centros de Atenção Psicossocial). Em 2002, havia mais de 52 mil leitos em hospitais psiquiátricos no país. Hoje, segundo o Ministério da Saúde, são menos de 33 mil, mais a rede de 1.650 Caps e 571 residências terapêuticas.


Para Antonio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, o saldo e negativo. "O doente foi despejado na rua."

Segundo ele, parte do problema foi transferido para as prisões. Silva estima que 12% da população carceraria tenha doença mental grave. 

Para o psiquiatra Roberto Tykanori, coordenador técnico de saúde mental do ministério, a reforma ampliou o atendimento. "Antes, o acesso se resumia aos hospitais. Agora, a pessoa é atendida no ambiente em que vive, e não em um local isolado, segregador, cheio de desconhecidos." 

Monday, October 12, 2009

A Humanidade É Bipolar, Entrevista Com Wolfgang Sperling

Segundo o psiquiatra alemão Wolfgang Sperlinga humanidade é bipolar.Para ele a recessao e a pandemia são só sintomas de uma doença coletiva global.


O vírus da gripe suína surgiu num momento auspicioso – para o vírus, é claro. O agente causador da pandemia iniciou seu assalto a humanidade em abril, no México. Seis meses antes, a quebra do banco americano Lehman Brothers aprofundou a maior crise econômica em 80 anos. Se o mundo não estivesse em recessão, talvez o surto de gripe não tivesse virado pandemia, diz o psiquiatra alemão Wolfgang Sperling, na revista Medical Hypothesis. Sperling culpa os novos meios de comunicação. A rapidez com que a imprensa noticiou a falência do Lehman e o surto no México gerou ondas globais de pânico, só comparáveis a alegria gerada pelos primeiros sinais de retomada. Esse fenômeno faz a população oscilar entre a euforia e a depressão. “Se a humanidade fosse um paciente, ela seria bipolar.”


Wolfgang Sperling, de 45 anos, e psiquiatra e professor na Clínica Psiquiátrica e de Psicoterapia da Universidade de Erlangen-Nurnberg, em Erlangen, na Alemanha.


Sperling pesquisa os efeitos epidemiologicos do alcoolismo e dos distúrbios de comportamento, como a síndrome do pânico, a desordem bipolar e a esquizofrenia.

E autor e coautor de 70 artigos em mais de 20 publicações científicas como Alcohol and Alcoholism, Medical Hypothesis e Neuropsychobiology.

Como o senhor vê a reação global a quebra do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008?

Wolfgang Sperling – O que houve foi um efeito dominó. A quebra do Lehman Brothers desencadeou uma reação em cadeia global de pânico nos mercados financeiros, levando a quebra de outros bancos, e assim por diante. Tudo se deu muito rápido. Em questão de minutos, a onda de pânico deu a volta ao mundo, atingindo praticamente todas as pessoas com conexão a internet. Quando se analisa aquela reação em cadeia global, percebe-se que as novas mídias tiveram papel crucial na crise. O Lehman Brothers foi apenas a primeira pedra. A culpa da crise e dos meios de comunicação.

O senhor diz que a pandemia é uma consequência da crise. Como assim?
Sperling – Eu enxergo a pandemia como um efeito indireto da crise global. O novo vírus influenza A(H1N1) surgiu no México, em abril. Apesar de não ser mais perigoso que o vírus da gripe comum, o H1N1 deu origem a uma pandemia. O que explica a eclosão da pandemia e a existência de uma conexão entre o surgimento do H1N1 e a crise mundial. Essa conexão são os meios de comunicação.


É uma hipótese muito ousada.
Sperling – Não, não é. Há precedentes. Esta não é a primeira vez que uma pandemia sucede a uma crise econômica. Quem se lembra da síndrome respiratória aguda grave (Sars, de suas iniciais em inglês), uma forma letal de resfriado que matou 800 pessoas na China e no Canadá, em 2003? A Sars foi a primeira pandemia do século XXI. Ela ocorreu após o estouro da bolha da internet, em 2000, e os ataques de 11 de setembro de 2001. Hoje, temos a gripe suína.

Mas qual e o papel dos meios de comunicação nessa história?
Sperling – Eu não conseguia entender como podiamos ter duas pandemias num espaço tão curto de tempo. A resposta veio quando analisei os aspectos econômicos e tecnológicos da questão. No mundo globalizado, as pessoas viajam de um continente para outro em menos de um dia. Elas estão conectadas 24 horas por dia. As condições estavam dadas para que os meios de comunicação pudessem incendiar o planeta com a notícia da quebra do Lehman. Fizeram o mesmo com o H1N1. Não importa o lugar, Alemanha, Brasil ou Fiji, todos sabem o que e a gripe suína. Há cem anos, ninguém saberia.


Ainda não está clara qual seria a conexão entre a crise e a pandemia.
Sperling – A primeira vez que uma crise mundial e uma pandemia ocorreram em sucessão não foi em 2009, com o H1N1, nem em 2003, com a Sars. Foi no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o pior conflito que a humanidade viveu até então. A Grande Guerra foi o primeiro evento global, que conectou todo o planeta. Em 1918, após quatro anos de conflito e 10 milhões de mortos, as pessoas estavam cansadas, famintas, sem esperança. Os milhões de soldados nas trincheiras da Europa tinham vindo de todos os cantos do mundo e não queriam mais lutar. Não viam sentido no conflito. Foi quando eclodiu a Gripe Espanhola de 1918. Ela deu a volta ao mundo em seis semanas, mas a população só soube disso muito depois. A diferença entre 1918 e 2009 e que hoje, graças as telecomunicações, nossa sociedade é transparente. Sabemos o que ocorre do outro lado do mundo em tempo real. A crise bancária foi um produto dessa sociedade transparente.


O crash da Bolsa de Nova York, em 1929, não antecedeu a uma pandemia.
Sperling – É, mas o crash de 1929 talvez tenha sido mais localizado. Não foi uma crise global que contaminou todos os mercados financeiros, pois eles não eram interligados como hoje. Em tempos de globalização, se um banco alemão tem problemas de caixa, isso pode refletir imediatamente em bancos no Brasil. Não foi assim em 1929. Por isso, aquela crise não pode ser comparada a de hoje.

Mas recessões e guerras são eventos independentes de uma pandemia.
Sperling – o, não são. Graças às telecomunicações, todo o mundo sabe tudo o que acontece o tempo todo. Esse bombardeio de informações cria sentimentos de euforia e de depressão. Na medicina, um paciente que alterna estados de euforia e depressão sofre de síndrome bipolar. Emoções semelhantes estão por trás dos movimentos de alta e baixa do mercado acionário. Não é novidade. Em 1996, Alan Greenspan, o então presidente do Federal Reserve (o banco central americano), alertava para o risco do que chamou de “exuberância irracional dos mercados”. Era o periodo de euforia da bolha da internet. Quando ela estourou, em 2000, a euforia deu lugar a depressão. É o que vemos hoje. O incrível é que o sentimento de depressão que se alastrou pelo mundo há um ano já esta sumindo. As Bolsas voltaram a subir – sem razão aparente alguma. É o mesmo processo. Ninguém pode detê-lo. O mesmo se da com a pandemia. Não se pode contê-la. Essa é a conexão entre dois eventos muito diferentes, um na esfera econômica, o outro na esfera da saúde. A humanidade sofre de síndrome bipolar global.

"A humanidade começa a manifestar claramente momentos

Síndrome bipolar global (SBG)?!?
Sperling – A síndrome bipolar e a alternância brusca entre dois sentimentos muito diferentes que causam ansiedade. De um lado, temos as emoções ligadas ao estado de depressão. De outro, aquelas ligadas ao estado de euforia, o que chamamos de manias. Para mim, a humanidade começa a manifestar claramente momentos de alternância emocional entre a euforia e a depressão.


A humanidade está doente?
Sperling – A psicose bipolar é uma forma de doença psiquiátrica. Se olharmos os acontecimentos dos últimos anos, veremos que a SBG e o fator definidor de tudo o que vem acontecendo no mundo – não só na órbita da economia. Esse fenomeno faz parte das transformações causadas na sociedade pelo advento dos novos meios de comunicação.


Quais são os sintomas da SBG?
Sperling – Os principais sintomas são uma ansiedade incontrolável e a dificuldade de reagir de modo adequado aos problemas. No limite, os sintomas se assemelham aos de um paciente com síndrome do pânico. Quem sofre de panico escolhe fugir dos problemas, deixar tudo para trás. Jamais enfrenta a situação que causa o pânico para buscar uma solução. Na SBG acontece o mesmo. Quando um banco quebra, todos saem correndo.

Então, a SBG seria a conexao entre a crise global e a pandemia?
Sperling – Sim, mas de forma indireta. O sentimento global de depressão age como um facilitador para o advento da pandemia. Há uma relação clara entre os humores da economia e a saúde pública. Vivemos numa sociedade de consumo, materialista. Todos sabemos como a falta de dinheiro pode fazer mal a saúde. Ela atrapalha nossos relacionamentos, causa tensão, ansiedade e insônia. Esta provado que o aumento dos níveis de estresse está relacionado a uma redução na capacidade de defesa do sistema imune. Logo, é razoável supor que uma crise economica mundial afete o sistema imune de centenas de milhões de pessoas. E é quando a humanidade está com a saúde fragilizada que eclodem as pandemias.


Há cura para a SBG?
Sperling – Precisamos criar alguma forma de terapia global. Por analogia, há vários meios para tratar um paciente com pânico. Usam-se remédios com a função de acalmá-lo. Não por acaso, acalmar os mercados e a prescrição usada pelas autoridades para deter o efeito manada nos momentos de pânico. O mesmo se aplica aos meios de comunicação. Acalmar a mídia significa dizer: “Nao reajam tão rapido, alardeando o mundo de que há uma nova crise. Esperem!”.

Isso é censura.
Sperling – Se quisermos interromper esse comportamento irracional coletivo, será preciso agir com despotismo. Esse e o problema que devemos enfrentar.

Fonte: Revista Epoca

Sunday, August 23, 2009

Diferença Anatômica No Cérebro Explica Alucinações Auditivas Esquizofrênicas

Uma diferença anatômica no cérebro, suscetível de surgir durante o terceiro trimestre da gravidez, explicaria por que certos pacientes esquizofrênicos ouvem vozes em sua cabeça e outras vozes provenientes do exterior, de acordo com um estudo divulgado.


A esquizofrenia afeta 1% da população mundial, segundo a Organizção Mundial da Saúde (OMS). As alucinações auditivas verbais, ou seja, a percepção de vozes, e um dos sintomas frequentes, ja que 70% dos pacientes esquizofrenicos padecem disso, segundo um trabalho conjunto de um laboratório da Comissão de Energia Atômica francesa e a Assistência Pública dos Hospitais de Paris.

Depois de demonstrar, há um ano, este fenômeno vinculado as anomalias anatômicas no conjunto das regiões do cérebro envolvidas na linguagem, uma equipe de pesquisadores do laboratório CEA-Inserm e de psiquiatras hospitalares quis compreender por que a percepção de vozes difere de um caso para outro, explicou Arnaud Cachia, do Serviço Hospitalar Frederic Joliot, associado ao CEA-Inserm, em Orsay.


Existem dois tipos de alucinações auditivas na esquizofrenia: o tipo em que os pacientes ouvem vozes em sua cabeça e o tipo em que essas vozes são exteriores.


Na comparação feita graças a imagens de ressonância magnética (IRM), a anatomia do cérebro das pessoas que não sofrem dessa doença e as dos dois grupos de pacientes esquizofrênicos (12 que ouvem apenas vozes externas e 15 que as ouvem as internas), os pesquisadores evidenciaram uma diferença na região envolvida na localização espacial do som (cortex temporoparietal do hemisfério direito do cérebro).


Os cientistas descobriram uma anomalia que diz respeito a união entre os dois sulcos do córtex: o sulco temporal superior e o sulco angular. Em comparação com indivíduos saudáveis, a união está deslocada para frente do cérebro dos pacientes que ouvem vozes externas e, ao contrário, na parte de trás do cérebro para os que ouvem vozes internas a sua cabeça, segundo o estudo, publicado pela revista "Schizophrenia Bulletin".


Esta diferença pode, segundo os autores do estudo, indicar a existência de "desvios na çãmaturacao do cérebro" durante o terceiro trimestre da gravidez, quando estes dois sulcos aparecem e depois se conectam.


"Se um fenômeno tão subjetivo e íntimo como a localização das vozes se traduz por uma diferença na anatomia do cérebro e um argumento adicional para deixar de estigmatizar os pacientes afetados por esta doença que ainda é pouco conhecida".

Fonte : France Presse via Ciência e Saúde Folha Online

Thursday, May 21, 2009

Exame Determina A Dose Correta De Medicamento Psiquiátrico

Um exame que mostra como e o comportamento de duas enzimas responsáveis pelo controle do metabolismo e a distribuição de medicamentos pelo organismo ajuda a determinar a dose certa de remédios para cada paciente. 


O exame, que já existe no exterior, foi elaborado no Brasil pelo Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e promete revolucionar a área, além de ser o primeiro passo para o caminho da medicina personalizada.

O diretor do laboratório, Wagner Gattaz, explicou que o indivíduo pode ter três reações ao medicamento prescrito pelo médico: que o remédio faça bem e o paciente melhore; que o medicamento não faça efeito; e que melhore, mas sofra efeitos colaterais. Segundo ele, essas diferenças são geneticamente determinadas pelas enzimas CYP2D6 e CYP2C19, mapeadas pelo exame.

O teste funciona com uma pequena amostra de sangue, mas e complexo, com vários passos, e é um procedimento de alta tecnologia. Como esse teste é feito aqui no nosso laboratório, conseguimos fazer um teste eficaz, exato, mas a um custo inferior ao que se comercializa no exterior. Ele permite classificar as pessoas entre aquelas que metabolizam normalmente os medicamentos, aquelas que metabolizam muito rápido e aquelas que metabolizam muito devagar.

Gattaz afirmou que com o resultado do exame e possível orientar o médico a respeito da dose necessária para cada paciente, a chamada medicina personalizada, dedicada a características de cada um.

Pessoas que metabolizam muito rápido vão precisar de uma dose maior e o contrário, aquelas que tem o metabolismo lento podem ter a dose reduzida para filtrar os efeitos colaterais, deixando apenas os efeitos terap~euticos desejáveis no tratamento.
O médico disse ainda que o teste já esta sendo oferecido aos pacientes do instituto, mas por ser caro, ainda não e coberto pelo Sistema Unico de Saúde (SUS).

Nossa esperança e de que em breve a utilidade desse teste seja reconhecida e que o SUS passe a cobrir seus custos. Isso permitira que a grande massa da populaçãao possa usufruir desse progresso.

Para o diretor do Departamento de Psiquiatria da Santa Casa de São Paulo, Sergio Tamai, a utilização do exame no Brasil e muito positiva e importante, porque em pessoas diferentes as dosagens podem variar em ate quatro vezes. Ele ressaltou que esse exame tem aplicação nao so na área psiquiátrica, mas em outras.

Importa o quanto a medicação fica circulando no sangue e atinge os órgãos. Isso porque a maior parte das drogas e medicações e eliminada pelo fígado em mais de 50% e a velocidade com que esses medicamentos sao metabolizados e determinada pelos genes. 

Além disso, podemos pensar nos efeitos colaterais. E positivo ainda nos casos de medicações nas quais o efeito terapêutico está muito próximo do efeito tóxico - afirmou.

O diretor adjunto da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (Abre), Jose Alberto Orsi, contou que toma três medicamentos diferentes depois de sete anos tentando descobrir qual seria o melhor remédio e a dose mais adequada.

Não fiz nenhum teste até hoje e saber que existe esse tipo de teste me deixa surpreso. Eu faria esse teste, sem duvida alguma. Apesar de ser caro, o custo que se tem de uma medicação não acertada supera muito qualquer valor de um exame.

Sunday, April 5, 2009

Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH )

Entrevista com a médica psiquiatra Dra Ana Beatriz Barbosa Silva sobre DDA (TDAH), hiperatividade, ao programa Almanaque - Globo News, exibido em 30/06/03. Tema do livro de sua autoria Mentes Inquietas.


Nem sempre concordo com a nomeclatura usada no video, mas em busca de mais esclarecimento sobre o assunto penso que é mais um video a se assistir.


Nas palavras da médica:

"Distraído, avoado, enrolado, esquecido, desorganizado, impulsivo, agitado, inquieto, vive a "mil por hora". Estes são alguns adjetivos mais comuns usados para descrever o comportamento de pessoas que, injustamente, são tidas como preguiçosas, irresponsáveis e rebeldes. Na realidade, elas possuem um funcionamento cerebral diferente denominado Transtorno do Déficit de Atenção (TDA), caracterizado por distração, impulsividade e hiperatividade. Escrito com clareza, espontaneidade e muito bom humor, Mentes Inquietas soa como uma conversa na sala de estar de nossas casas, trazendo um alento ao coração das pessoas que por muito tempo se sentiram como "peixes fora d'água". "

Video:



Fonte: Página da Dra Ana Beatriz Barbosa Silva no YouTube

Wednesday, November 26, 2008

Chefes Ruins Podem Prejudicar A Saúde Dos Funcionários



Chefes arbitrários e insensíveis não apenas elevam o estresse no ambiente de trabalho, mas podem tambem aumentar o risco de doenças cardíacas em seus funcionários, sugere a pesquisa sueca.


Uma equipe do Instituto Karolinska e da Universidade de Estocolmo encontrou uma forte ligação entre mau gerenciamento e risco de distúrbios cardíacos graves e até ataques do coração nos empregados.


Os pesquisadores monitoraram a saúde de mais de 3 mil funcionários do sexo masculino, com idades entre 19 e 70 anos, na região de Estocolmo, por um periodo de quase dez anos.

Foram registrados 74 casos fatais e não fatais de ataques cardíacos ou angina instável (dor ou desconforto no peito ou areas adjacentes causados por fluxo inadequado de sangue no coração).


Foi pedido aos participantes do estudo que avaliassem o estilo de liderança de seus gerentes em áreas como a clareza no estabelecimento de objetivos para seu pessoal e a habilidade de comunicar e dar um retorno ao funcionário da avaliação do desempenho pessoal.


Quanto mais competentes os funcionários consideravam seus gerentes, mais baixo seu risco de sofrer problemas cardíacos graves.


Os funcionários que consideravam seus chefes menos competentes apresentaram um risco 25% maior de problema cardíaco grave.

Longa duração

A pesquisa revelou ainda que quanto mais tempo um funcionário trabalhava em uma empresa sob um mau gerente, maior a ameaça à saúde. Os que trabalhavam por quatro anos ou mais nessas condições apresentaram um risco 64% maior de desenvolver doenças cardíacas.


Os especialistas acreditam que ao se sentirem pouco valorizados e sem apoio no trabalho, os funcionários sofrem de estresse que, com frequência alimenta comportamentos insalubres como a adoção do hábito de fumar que pode causar males cardíacos.


Os pesquisadores sugerem que as empresas devem tomar medidas para melhorar o desempenho dos gerentes levando em conta a avaliação que fazem dele os seus subordinados, para afastar a possibilidade de graves distúrbios cardíacos em seus funcionários.


O estudo foi divulgado no site Occupational and Environmental Medicine.

Fonte : BBC Brasil Ciência e Saúde

Tuesday, October 28, 2008

Suicídio Pode Estar Ligado A Mudanças No Cérebro




O cérebro das pessoas que cometem suícidio é quimicamente diferente daquelas que morrem por outras causas, segundo estudo canadense publicado na revista Biological Psychiatry.


Os cientistas analisaram o tecido do cérebro de 20 pessoas já mortas – entre elas dez que sofriam de depressão e cometeram suícidio – e concluíram que, entre aquelas que se mataram, havia um nivel dez vezes maior de um processo que afeta o comportamento, a metilação.

Os cientistas das Universidades de Western Ontário, Carleton e Ottawa, acreditam que fatores ambientais influenciam essas mudanças.
A descoberta pode abrir novos caminhos para pesquisas que estudem tratamentos para depressão e potencial suicídio.

DNA
Os cientistas concluíram que o DNA das pessoas que haviam se suicidado vinha sendo quimicamente modificado pelo processo que normalmente tem o papel de regular o desenvolvimento das celulas, chamado metilação.

A metilação “desliga” genes especificos em uma celula, para que outros genes possam determinar, por exemplo, que a celula se tornara uma celula da pele, e nao do coracao.
O índice de metilação no cérebro dos suicidas era quase dez vezes maior do que nos outros cérebros analisados, e o gene que estava sendo desligado era um receptor químico de mensagens, que tem papel importante na regulação do comportamento.
No estudo, os pesquisadores sugerem que esta “reprogramação” genética pode contribuir para a “natureza prostrada e recorrente dos principais distúrbios depressivos”.
Pesquisas anteriores já haviam sugerido que mudanças no processo de metilação podem ser causadas por uma combinação de fatores genéticos e ambientais chamados epigenéticos.

Modificações

O cientista Michael Poulter, que liderou a pesquisa, disse que “a idéia de que o genoma é tão maleável no cérebro é surpreendente, porque as células do cérebro não se dividem”.
“Você recebe seus neurônios no início da vida, então, a idéia de que ainda há mecanismos epigenéticos funcionando e bastante incomum.”
Segundo ele, as conclusões do estudo abrem espaço para pesquisas e possíveis novas terapias para depressão e tendências suicidas.
John Krystal, editor da Biological Psychiatry, disse que “essa e uma animadora nova evidência de que fatores genéticos e ambientais podem interagir para produzir mudanças específicas e duradouras nos circuitos do cérebro”.

“Além disso, essas modificações podem acabar moldando os rumos da vida de uma pessoa de forma importante, inclusive aumentando o risco de um distúrbio depressivo e, talvez, do suicídio.”


No video " It´s a Brain Thing " (em inglês), Dr. Henley analisa a causa do suicídio, os fatores de riscos e o que fazer caso você conheça alguém com tendência suicida.

Fonte: BBC Health


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