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Monday, January 14, 2013

Cuidado Com A Neuro Bobagem

Os cérebros são especiais no mercado moderno: as manchetes afirmam que os sanduiches ajudam a tomar decisões, enquanto um "neuro drink" pode reduzir o estresse. Só tem um problema, diz a neurocientista Molly Crockett: os benefícios desses "neuro melhoramentos" não são comprovados cientificamente. Em seu discurso direto ao ponto, Crockett explica os limites da interpretação de dados neurocientíficos, e porque precisamos ter cuidados com eles.

VIdeo:


Transcrição:

"Eu sou uma neurocientista e estudo tomadas de decisões. Eu realizo experimentos para testar como as substâncias químicas do cérebro influenciam as escolhas que fazemos.

Eu estou aqui para lhes contar o segredo para uma decisão bem sucedida: um sanduíche de queijo. É isso mesmo. De acordo com os cientistas, um sanduíche de queijo é a solução para todas as suas decisões difíceis.

Como eu sei disso? Eu sou a cientista que fez o estudo.

Alguns anos atrás, meus colegas e eu nos interessamos em como uma substância química do cérebro chamada serotonina poderia influenciar as decisões das pessoas em situações pessoais. Especificamente, nós queríamos saber como a serotonina iria afetar a maneira que as pessoas reagem quando são tratadas injustamente.

Então fizemos um experimento. Nós manipulamos os níveis de serotonina das pessoas dando a elas essa limonada com um gosto horrível que funciona eliminando o ingrediente básico para serotonina no cérebro. Que é o aminoácido triptofano. Então o que descobrimos foi que, quando o triptofano estava reduzido, as pessoas tendem a se vingar quando são tratadas injustamente.

Esse foi o estudo que fizemos, e eis aqui algumas das manchetes que surgiram depois.

("Um sanduíche de queijo é tudo o que você precisa para tomar decisões difíceis")

("Que amigo temos em queijos")

("Comer queijo e carne pode aumentar o auto-controle") Nesse ponto, vocês podem se perguntar: eu perdi alguma coisa?

("Comprovado! O chocolate não deixa você ficar ranzinza") Queijo? Chocolate? De onde veio isso? E eu pensei a mesma coisa quando isso apareceu, pois o estudo não tinha nada a ver com queijo ou chocolate. Nós demos as pessoas essa bebida de gosto horrível que afetou seus níveis de triptofano. Mas acontece que triptofano pode ser encontrado em queijo e chocolate. É claro, se a ciência diz que queijo e chocolate ajudam você a tomar decisões melhores, com certeza isso prende a atenção das pessoas. Então é isso que temos: a evolução de uma manchete.

Quando isso aconteceu, parte de mim pensou: Bom, qual é o problema? A imprensa simplificou algumas coisas, mas no final, é apenas uma reportagem. E eu acho que vários cientistas têm essa atitude. Mas o problema é que esse tipo de coisa acontece o tempo todo, e isso afeta não só as reportagens que você lê nos jornais mas também os produtos que você vê nas prateleiras. Quando as manchetes apareceram, o que aconteceu foi que os comerciantes começaram a me ligar. Perguntando se eu gostaria de dar respaldo científico a uma bebida que melhora o humor. Ou se eu poderia aparecer na TV para mostrar, diante de uma audiência ao vivo, que comidas reconfortantes fazem você se sentir melhor. Eu acho que essas pessoas tinham boas intenções, mas se eu tivesse aceitado suas ofertas, eu estaria indo além da ciência, e bons cientistas são cuidadosos em não fazer isso.

Mas de qualquer forma, as neurociências estão cada vez mais presentes no mercado. Eis um exemplo: neuro-drinques, uma linha de produtos, incluindo Neuro Bliss aqui, que de acordo com sua embalagem ajuda a diminuir o estresse, melhora o humor, aumenta a concentração, e promove uma postura positiva. Eu tenho que admitir, isso parece fantástico! (Risos) Eu poderia ter usado isso 10 minutos atrás. Quando isso apareceu na loja da minha rua, eu estava curiosa sobre os endossos científicos que apoiavam essas propagandas. Então fui ao website da companhia tentando encontrar alguns dos testes controlados de seus produtos. Mas não encontrei nenhum.

Com ou sem teste, essas propagandas estão nas embalagens junto com um desenho de um cérebro. E acontece que desenhos de cérebros têm propriedades especiais. Alguns pesquisadores pediram a centenas de pessoas para ler um artigo científico. Para metade das pessoas, o artigo incluía uma imagem cerebral, e para outra metade, era o mesmo artigo mas sem a imagem cerebral. E no final -- vocês sabem onde isso vai chegar -- perguntaram as pessoas se elas concordavam com as conclusões do artigo. Então isso é o quanto as pessoas concordam com as conclusões sem a imagem. E isso é quanto concordam com o mesmo artigo que incluía a imagem cerebral. Então a mensagem para levar é a seguinte: Você quer vender isso? Ponha um cérebro nisso.

Agora vou fazer uma pausa e usar esse momento para dizer que a neurociência avançou muito nas últimas décadas, e nós estamos descobrindo coisas incríveis o tempo todo sobre o cérebro. Por exemplo, há algumas semanas, neurocientistas do MIT descobriram como parar hábitos em ratos apenas controlando a atividade neural numa parte específica de seu cérebro. Uma coisa muito legal. Mas a promessa da neurociência levou a algumas expectativas enormes e declarações absurdas e não comprovadas.

Então o que vou fazer é mostrar a vocês como checar algumas manobras clássicas e sinais óbvios, na verdade, para o que tem sido chamado de neuro-bobagem, neuro-besteira ou, como prefiro, neuro-absurdo.

Então a primeira declaração não comprovada é que você usa escaneamento cerebral para ler os pensamentos e emoções das pessoas. Eis aqui um estudo publicado por uma equipe de pesquisadores na seção de Opinião do New York Times. A manchete? "Você ama seu iPhone. Literalmente." Rapidamente, ele foi o artigo mais compartilhado do site.

Mas como eles descobriram isso? Eles colocaram 16 pessoas dentro de um scanner cerebral e mostraram a elas vídeos de iPhones tocando. Os scans cerebrais mostraram ativação dessa parte do cérebro chamada ínsula, uma região que eles dizem estar ligada ao amor e compaixão. Então concluíram que porque eles viram a ativação da ínsula, isso significava que os sujeitos amavam seus iPhones. Agora, só tem um problema com essa linha de raciocínio, e é que a ínsula faz muitas coisas. Certo, ela está envolvida em emoções positivas como amor e compaixão, mas também está envolvida com vários outros processos, como memória, linguagem, atenção, até mesmo raiva, repugnância e dor. Então com base na mesma lógica, eu poderia igualmente concluir que você odeia seu iPhone. O ponto aqui é, quando você vê a ativação da ínsula você não pode escolher a sua explicação favorita dessa lista, e é uma lista bem grande. Meus colegas Tal Yarkoni e Russ Poldrack mostraram que a ínsula é ativada em quase um terço de todos os estudos de neuroimagem já publicados. Então as chances são bem grandes de que sua ínsula vai se ativar agora mesmo, mas eu não vou me enganar pensando que isso significa que vocês me amam.

Por falar em amor e cérebro, há um pesquisador, conhecido por alguns como Dr. Love, que afirma que os cientistas encontraram a cola que junta a sociedade, a fonte do amor e da prosperidade. Dessa vez não é um sanduíche de queijo. Não, é um hormônio chamado ocitocina. Provavelmente vocês já ouviram falar. Então, o Dr. Love baseia seu argumento em estudos que mostram que quando você aumenta a ocitocina das pessoas, isso aumenta sua confiança, empatia e cooperação. Então ele chama ocitocina de "molécula da moral".

Agora esses estudos são cientificamente válidos, e eles foram replicados, mas isso não é a história toda. Outros estudos mostraram que a elevação de ocitocina aumenta a inveja. Aumenta a arrogância. A ocitocina pode enviesar as pessoas a favorecer seu próprio grupo às custas de outros grupos. E em alguns casos, a ocitocina pode até mesmo diminuir a cooperação. Então baseado nesses estudos, eu poderia dizer que a ocitocina é uma molécula imoral, e me chamar de Dra. Strangelove. (Risos)

Então vemos neuro-absurdos em todas as manchetes. E vemos nos supermercados, nas capas de livros. E nos laboratórios clínicos?

O imageamento por SPECT é uma tecnologia de escaneamento cerebral que usa um traçador radioativo para rastrear o fluxo de sangue no cérebro. Pela barganha de alguns milhares de dólares, há clínicas nos Estados Unidos que lhes fornecem um desses scans de SPECT e usam a imagem para ajudar a diagnosticar seus problemas. Esses scans, as clínicas dizem, podem ajudar a prevenir Mal de Alzheimer, solucionar problemas de vício e de dieta, superar conflitos matrimoniais, e tratar, é claro, uma variedade de distúrbios mentais desde depressão para ansiedade e TDAH. Isso parece ótimo. Muitas pessoas concordam. Algumas dessas clínicas estão lucrando dezenas de milhões de dólares por ano.

Só tem um problema. O amplo consenso na neurociência é que você não pode diagnosticar distúrbios mentais a partir de um único escaneamento cerebral. Mas essas clínicas trataram dezenas de milhares de pacientes até hoje, muitas delas crianças, e o imageamento por SPECT envolve injeção de radioativos, expondo as pessoas à radiação, que é potencialmente nociva.

Eu estou mais animada que a maioria das pessoas, como neurocientista, sobre o potencial da neurociência de tratar distúrbios mentais e até mesmo nos tornar melhores e mais espertos talvez. E se um dia pudermos dizer que queijo e chocolate nos ajudam a tomar melhores decisões, contem comigo. Mas não chegamos lá ainda. Nós não encontramos um botão de "comprar" no cérebro, nós não podemos dizer se alguém está mentindo ou amando apenas olhando seus scans cerebrais, e não podemos transformar pecadores em santos com hormônios. Talvez algum dia possamos, mas até lá, precisamos ter cuidado para não deixar que afirmações exageradas desviem recursos e atenção para a verdadeira ciência que é montar um quebra-cabeças muito maior.

Então é aqui que vocês entram. Se alguém tentar vender a vocês algo com um cérebro junto, não confiem apenas em suas palavras. Perguntem as questões complicadas. Peçam para ver as evidências. Perguntem a parte da história que não está sendo contada. As respostas não deveriam ser simples, porque o cérebro não é simples. Mas isso não nos impede de tentar entendê-lo, de qualquer forma.

Obrigada."

Créditos: Ted

Monday, December 17, 2012

Ginástica Cerebral

A ginástica cerebral é um método científico desenvolvido a partir de 160 pelo Dr Paul Dennison, Ph em educação pela Universidade da Califórnia. Em 40 anos de pesquisa, juntamente com toda uma equipe de especialistas, médicos, neurologistas, psicólogos  e professores, desenvolveu 32 exercícios que estimulam o cérebro. 

Ela integra os estudos da educação cinestésica (a ciência do movimento) com a pesquisa cerebral aplicada. O objetivo da técnica é ativar os dois lados do cérebro ao mesmo tempo: o direito ( criativo), o esquerdo (lógico), para aumentar a área de utilização, e assim melhorar a memória, aprendizado, concentração, criatividade, além de eliminar o stress. 

Os exercícios são muito simples e fáceis; qualquer pessoa de qualquer idade pode fazê-los, pois não apresentam  riscos nem contra indicações.

O instrutor da técnica no Brasil é o engenheiro químico, escritor, palestrante, Carlos Maurício Prado.


Créditos: Ginástica Cerebral 

Wednesday, October 24, 2012

Enigmas Do Cérebro : Meditação É Usada Em Tratamentos Médicos

Pesquisas comprovam que o cérebro de quem medita regularmente, diferente de quem não tem este hábito, é mais eficiente em algumas tarefas e mais preservado.

Video:



Monday, July 2, 2012

O Cérebro Tem Menos Neurônios Do Que Se Pensava

Conheça a anatonia do cérebro humano e entenda como os pesquisadores chegaram ao número de 86 bilhões de neurônios, em vez de 100 bilhões como se acreditava anos atrás.

Video 1:


Video 2: 10 dicas para turbinar o seu cérebro



1. Tome banho com os olhos fechados ou com a luz apagada
2. Faça tarefas com a mão que você usa menos
3. Quando for pro trabalho varie o trajeto que você faz
4. Ande de costas ou para os lados
5. Mude os objetos de lugar na mesa de trabalho
6. Quando você for comer em restaurante tente descobrir os ingredientes do prato
7. Quando você fizer refeições em casa use cômodos diferentes, quarto, sala ou cozinha.
8. Quando ler uma palavra pensar em outras 5 que comecem com a mesma letra. 
9. Ou pegar o dicionário e ler uma palavra nova a cada dia, depois tentar usar esta palavra nas conversas.
10. Memorize a lista de compras.


Créditos: FAPESP YouTube Channel
               Maicon YouTube Channel

Tuesday, February 14, 2012

Cientistas Descobrem Mecanismo Que Ajuda A Entender Alzheimer

Cientistas argentinos descobriram um mecanismo que fornece novos dados sobre o funcionamento da comunicação entre neurônios, o que pode a judar a compreender doenças como o Mal de Alzheimer.

Trata-se de um mecanismo fundamental para a formação, fortalecimento e funcionamentos das sinapses, ou seja, os pontos de comunicação entre os neurônios, explicou a Agência de Ciência e Técnica do Instituto Leloir, onde  a pesquisa foi desenvolvida.

A equipe identificou neste processo de comunicação pacotes de ARN mensageiro (responsável pela transferência de informação do DNA) temporariamente inativos, denominados de "focos de silenciamento de mensageiros" , explicou Graciela Boccaccio, chefe do Laboratório de Biologia Celular do Instituto Leloir.

Com a formação desses pacotes, o ARN mensageiro não pode cumprir sua função, que permite consolidar a comunicação entre neurônios para memória e aprendizagem.




Os cientistas também identificaram neste processo a proteina Smaug 1, que, quando bloqueada, produz um defeito sináptico grave e os neurônios não se desenvolvem completamente , de acordo com o estudo.

"Esses defeitos são muito similares aos observados em várias doenças neurodegenerativas", disse Boccaccio.

Para a pesquisadora, o estudo dá uma luz sobre como funciona o sinapse e pode ajudar a criar novos caminhos para entender doenças como o Mal de Alzheimer e a esclerose.

Durante o trabalho, publicado na revista "The Jornal of Cell Biology", os cientistas analisaram, neurônios do hipocampo, região do cérebro associada aos aspectos cognitivos.

Monday, December 5, 2011

Como A Meditação Pode Tratar Distúrbios Psiquiátricos



Em um novo estudo, exames de ressonância magnética mostram que meditadores podem ser capazes de 'desligar' áreas do cérebro associadas ao autismo e a esquizofrenia. 


Problema: A meditção pode auxiliar a lidar com o cancer, a conter a vontade de fumar e prevenir a psoríase. Além disto, sua capacidade de ajudar as pessoas a manter o foco tem sido associada com aumento da felicidade. Pode o entendimento do que acontece no cérebro, quando nós nos sentamos e focamos, nos levar também a pistas de como tratar distúrbios psiquiátricos?


Metodologia: Pesquisadores de Yale dirigidos pelo professor assistente de psiquiatria Judson A. Brewer utilizaram exames de ressonância magnética para escanear meditadores experientes e novatos enquanto eles praticavam diferentes técnicas de meditação.

Resultados: Meditadores experientes tiveram diminuição da atividade na rede neural em modo padrão do cérebro - áreas que estão associadas a distúrbios como ansiedade, déficit de atenção, hiperatividade e doença de Alzheimer. Quando esta rede estava ativa, regiões do cérebro associadas com a automonitoramento e controle cognitivo também estavam ativadas em meditadores experientes, mas não em novatos. Isto sugere que os meditadores treinados podem ser capazes de simultaneamente monitorar  e suprimir o surgimento de pensamentos sobre o 'eu' e a vontade de sonhar acordado. Em formas patológicas, esses estados são ligados a doenças como autismo e esquizofrenia.


Conclusão: Meditadores experientes parecem ser capazes de 'desligar' áreas do cérebro associadas com devaneios e distúrbios psiquiátricos - tais como autismo e esquizofrenia.

Implicações: Meditadores experientes podem ter desenvolvido uma rede em modo padrão menos autocentrada a qual potencialmente poderia ser explorada em aplicações clínicas. "A preocupação com os pensamentos sobre si é uma marca registrada de muitas formas de doença mental , e a a meditação parece afetar esta condição", disse Brewer em um comunicado. "Isso nos da algumas pistas boas de como os mecanismos neurais nesta situação poderiam estar trabalhando clinicamente."

Fonte: O estudo completo, "A Experiência da Meditação Está Associada a Diferenças de Atividade e Conectividade na Rede em Modo Padrão" (tradução literal), foi publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences, November 23, 2011.





Obs: DMN – Default Mode Network – Rede em Modo Padrão ou Rede neural em estado padrão. A DMN e conhecida como uma rede de regiões do cérebro que são ativadas conjuntamente quando o indivíduo não está focado no mundo exterior  e o cérebro está em repouso vigilante ( ou em Alerta durante o repouso) . Pensava-se que o cérebro simplesmente “desligava”. Sabe-se, hoje, através de estudos de ressonância funcional que este “repouso” e um processo ativo com participação de estruturas cerebrais específicas. 

Video Meditação: Observing



Mosen on Vimeo

Sunday, December 4, 2011

Por Que Somos Felizes?

Dan Gilbert, autor de " Stumbling on Happiness" (Tropeçando na Felicidade), contesta a idéia de que seremos infelizes se não tivermos o que queremos. Nosso 'sistema imunológico psicológico' permite que sejamos felizes mesmo quando as coisas não são como planejamos.


Video Filmado em 2004 é muito elucidativo.




Legendado em português


Fonte: TED
Daniel Gilbert

Wednesday, February 3, 2010

Os Neurônios Que Moldaram A Civilização

O neurocientista Vilayanur Ramachandran delineia as fascinantes funções dos neurônios-espelho. Descobertos recentemente, esses neurônios nos permitem aprender comportamentos sociais complexos, alguns dos quais constituiram os fundamentos da civilização humana como nós a conhecemos.




Fonte: Ted


Para assistir outro video com o Dr Ramachandran clique aqui

Wednesday, January 27, 2010

Estudo Sobre O Cérebro Amando

Por que nos desejamos tanto amor, até mesmo ao ponto de morrer por ele?


Para aprender sobre nossa necessidade real e física do amor, Helen Fisher e seu time de pesquisa fizeram ressonância magnética de pessoas loucamente apaixonadas , de pessoas que acabaram de levar um fora e de pessoas ainda apaixonadas apos 20 anos de casamento.


Video: (abrir o menu " view subtitles " para se ter as legendas em português.)



Fonte : Ted


Dr Helen Fisher

Monday, September 28, 2009

Mensagens Subliminares Negativas Funcionam

As pessoas podem perceber mensagens subliminares, em especial se a mensagem for negativa, de acordo com um estudo britânico.

Em três experimentos na University College de Londres, palavras disfarçadas foram brevemente mostradas aos participantes para que classificassem-nas como emocional ou neutral.

O estudo, publicado na revista Emoção, diz que sermos capazes de reagir a estímulos extremamente pequenos nos ajuda a evitar o perigo e pode ser proveitoso em marketing .

Mas os críticos dizem que não há provas de que isto funcionaria fora de um laboratório.

Professora Nilli Lavie, do University College London, mostrou aos 50 participantes uma serie de palavras em uma tela de computador.

Cada palavra apareceu na tela por apenas uma fração de segundo - tempo muito rápido para que os participantes pudessem ler a palavra conscientemente.

As palavras eram positivas (por exemplo, alegre, flores, paz), negativas (por exemplo, agonia, desespero, homicídio) ou neutras (por exemplo,caixa, orelha, chaleira).

Depois de cada palavra, os participantes tiveram de escolher se a palavra era neutra ou emocional (positiva ou negativa) e o modo de como eles estavam confiantes de suas decisões.

Os pesquisadores descobriram que os participantes responderam mais corretamente quando responderam a palavras negativas, mesmo quando se acreditava que eles estavam apenas adivinhando a resposta.

Eles foram capazes de classificar com precisao 66% das palavras negativas, em comparação a 50% das positivas.

"Vantagens Evolutivas"

Professor Lavie disse: "Nós mostramos que as pessoas podem perceber o valor emocional de mensagens subliminares e demonstramos conclusivamente que as pessoas estão muito mais sintonizados com palavras negativas.

"Claramente, há vantagens evolutivas ao responder rapidamente a informação emocional.

"Nós não podemos esperar que a nossa consciência comece a ter um efeito se vermos alguem correndo em nossa direção com uma faca ou se dirigirmos sob condições de chuva ou nevoeiro e vermos um sinal alertando 'perigo '.

A propaganda subliminar não é permitida na televisão no Reino Unido.

Mas o professora Lavie disse que seu trabalho poderia ser aplicado a campanhas de marketing: "As palavras negativas podem ter um impacto mais rápido -"Kill Your Speed " ( neutralize sua velocidade ) deve funcionar melhor do que " Slow Down " (diminua a velocidade )".

"As qualidades negativas de um concorrente podem agir em um nível subconsciente e produzir um efeito muito mais real do que gritar sobre seus próprios pontos de venda, e isto e mais controversal."

Mas o psicólogo de marketing, Paul Buckley, da Cardiff School of Management, disse que não havia provas de que as mensagens subliminares funcionassem no mundo real: "De um ponto de vista prático, isso provavelmente não reflete o que aconteceria na vida real.

"Certamente muitos países ao redor do mundo tem legislação para proibir que mensagens subliminares sejam utilizadas na televisão e ninguem ainda foi capaz de apontar qualquer situacao em particular em que uma mensagem subliminar funcionou."

O estudo foi financiado pelo Wellcome Trust.

Fonte : BBC Health

Monday, September 21, 2009

Pacientes Em Estado Vegetativo Podem Aprender

Pacientes com danos graves no cérebro que não parecem ter sinal de consciência ainda tem capacidade de aprender, segundo um estudo da Universidade de Cambridge.

Pesquisadores fizeram testes com 22 pessoas em estado vegetativo permanente. Os cientistas faziam soar um barulho antes de soprar nos olhos das pessoas.

Ao ouvir o barulho, algumas pessoas demonstravam que estavam antecipando o sopro, ao mexer com os músculos próximos aos olhos antes de terem seus olhos soprados.
A equipe espera, com ajuda do teste, descobrir quais pacientes tem maiores chances de se recuperar, segundo pesquisa publicada na revista científica Nature Neuroscience.

Consciência

O pesquisador Tristan Bekinschtein, da Universidade de Cambridge, disse que havia um consenso de que os pacientes so conseguiriam ligar um fenômeno ao outro – o barulho ao sopro – se estivessem conscientes dos fatos.

Mas o estudo, onde 70 sopros foram dados em 25 minutos, mostrou que este tipo de reação condicionada e possível até em pacientes que não estão conscientes, pelas medidas convencionais dos cientistas.

Eletrodos posicionados nos olhos detectaram o movimento dos músculos.

Uma experiência semelhante com pessoas sedadas com anestesia geral não obteve as mesmas respostas, sugerindo que os pacientes em estado vegetativo podem ter algum nível de consciência que não e medido por testes convencionais.

Para Bekinschtein, os pacientes que responderam aos estímulos sonoros antecipando o sopro tem maior probabilidade de se recuperar. Segundo ele, 80% dos pacientes que responderam ao barulho tiveram algum tipo de evolução no seu estado.

Os cientistas preparam agora um grande teste do tipo com pacientes nos Estados Unidos e na Bélgica.

"Estes eram experimentos pavlovianos clássicos e alguns pacientes, mas não todos, responderam", disse o cientista.

"Eles estavam claramente antecipando o estimulo que viria, então existe algum tipo de percepção. Do ponto de vista do paciente que esta supostamente inconsciente isso pode ter implicações profundas."

Monday, August 17, 2009

Bebê Usa Mesma Área Cerebral Para Realizar Ação E Aprendê-la

O olhar de espanto nos olhos de uma criança enquanto assiste a uma cena corriqueira sugere que muita atividade cerebral ocorre enquanto eles observam. Novas pesquisas confirmam que isso e mais intenso do que se imaginava. Em recentes pesquisas, cientistas mostraram que quando bebês de nove meses de idade assistem a uma pessoa pegando um objeto, a região responsável pela capacidade motora do seu cérebro fica ativada como se os bebês estivessem, eles mesmos, pegando o objeto.


Esta característica da atividade cerebral na primeira infância se da provavelmente devido a capacidade dos chamados 'neurônios espelho' que entram em funcionamento tanto quando se realiza uma ação quanto quando se observa outros realizarem uma ação semelhante. A presença de tais neurônios, porém, só foi identificada diretamente em macacos até hoje.


Até o primeiro ano de vida, os bebês utilizam a área do seu cérebro que está envolvida em suas próprias habilidades motoras para ajudá-los a perceber as ações de outras pessoas - disse Victoria Southgate, pesquisadora do Centro para o Desenvolvimento Cerebral e Cognitivo da Universidade de Londres, em entrevista ao site Livescience.


Southgate e seus colegas acompanharam a atividade cerebral de 15 crianças de nove meses de idade a fim de registrar essa atividade enquanto os pequenos estavam realizando ou assistindo a realização de uma atividade. Esse acompanhamento foi realizado por meio de eletrodos colocados nas cabeças das crianças e conectados em maquinas de eletroencefalograma.


Na primeira experiência, os bebês foram sentados em frente a um palco de bonecos com âas cortinas fechadas. Logo, uma garra mecanica aproximou um brinquedo da criança através da cortina. Depois que o bebê brincava um pouco com o objeto, um dos pesquisadores pegava o brinquedo de volta.


Na segunda experiência, as cortinas se abriam e revelavam um pequeno objeto no chão do palco. Apos menos de um segundo, a mão de um dos pesquisadores agarrava o objeto e o removia da cena através da cortina.


Os eletroencefalogramas mostraram que a atividade no ceérebro do bebê quando o cientista agarrava o objeto era semelhante a atividade encontrada enquanto o bebê realizava o movimento em direção ao brinquedo. Alem disso, nos ensaios posteriores - depois que os bebês já haviam observado o pesquisador pegar o brinquedo uma vez - a mesma atividade cerebral podia ser observada mesmo antes que o cientista realizasse a ação pela segunda vez.


O fato de que a atividade cerebral em bebês e 'preditiva' - que ocorre quando o bebê pode prever que alguem vai pegar um objeto - sugere que os bebes (e provavelmente tambem os adultos), utilizam seu próprio sistema motor a fim de descobrir como as ações de alguém irão desdobrar-se. Pelo acesso a informação de como você, por exemplo, alcancaria o objetivo de pegar um objeto, você pode fazer uma boa previsão sobre como alguém poderia fazer isso também - disse Southgate ao LiveScience.


Essa informação pode ajudá-lo a responder a ação da outra pessoa, digamos, para interceptar os seus movimentos e pegar o objeto para você, acrescentou Southgate. E a atividade cerebral pode ser um dos primeiros passos de um bebê no mundo social.


Para os bebês, este tipo de atividade cerebral pode formar a base da sua capacidade de começar a participar em atividades de colaboração com os outros, o que e provavelmente uma parte importante no seu processo de aculturação - disse Southgate.


Fonte: JB Online

Wednesday, June 17, 2009

As Funções Do Corpo São Determinadas Pelas Demandas Que Se Impõem Ao Cérebro

O cérebro humano não é formado por "casinhas" isoladas, cada uma com a responsabilidade de controlar diferentes funções do corpo -- na realidade, nossas atividades são definidas em múltiplas partes do órgão. A afirmação e do neurocientista paulista Miguel Nicolelis, que trabalha na Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA).


Com isso, ele se opõe aos estudos de Korbinian Brodmann sobre organização cerebral, que completam cem anos em 2009. Veja trechos da entrevista no video abaixo.

Video:


Na visão de Miguel Nicolelis, as funções do corpo não são determinadas "pela geografia", mas sim "pelas demandas que se impõem ao cérebro". "Se a pessoa perde a função visual, a função táctil se distribui para todo o córtex cerebral --inclusive para o córtex visual", diz.
Segundo o neurocientista, o cérebro tem a função de "remapear o mundo". "A plasticidade e inerente a dinâmica do cérebro, misturando múltiplas visões", informou.

Monday, March 9, 2009

Estudo Revela Como Cérebro Forma Impressões Após Conhecer Alguém

Um grupo de cientistas nos Estados Unidos identificou os circuitos neurais envolvidos na formção da primeira impressão em uma pessoa ao conhecer outra. A descoberta, que mostra como as informações sociais são codificadas e avaliadas ao fazer tais julgamentos, foi publicada no último domingo no site da revista Nature Neuroscience.

Interações sociais são processos complexos do ponto de vista neurológico. Quando uma pessoa e apresentada a outra, frequentemente avalia rapidamente se gostou ou não do indivíduo que acaba de conhecer, mesmo que o processo seja inconsciente.

Estudos anteriores demonstraram que, como diz ditado, a primeira impressão e a que fica: avaliações relativamente acuradas e persistentes são feitas com base em observações rapidas, muitas vezes de menos de meio minuto.

O novo estudo, feito por pesquisadores das universidades de Nova York, Tufts e Harvard, investigou os mecanismos cerebrais que dao suporte as impressoes formadas imediatamente apos conhecer alguém. Os autores montaram um experimento no qual examinaram a atividade do cérebro nesses momentos.

A 19 voluntários foram apresentados perfis escritos de 20 indivíduos fictícios, ou seja, 20 diferentes características pessoais. Os perfis foram entregues junto com fotos de cada um dos indivíduos e incluiam cenários indicando traços positivos (como 'inteligente') e negativos (como 'preguiçoso').

Primeiras impressões se formam em duas áreas do cérebro:
a amigdala cerebral e o cortex cingular posterior, afirmaram cientistas

Após ler os perfis, aos participantes foi perguntado quanto eles gostaram ou não de cada um. As impressões variaram dependendo de quanto cada participante valorizava os diferentes traços positivos e negativos envolvidos. Por exemplo, se um participante dava mais importância a inteligência do que a preguiça, caso os dois traços fizessem parte do mesmo perfil a impressão formada era positiva.

Durante o período de formação das impressões, a atividade do cérebro dos participantes foi observada por meio de ressonância magnética funcional. Com base nas notas dadas pelos participantes aos perfis, os pesquisadores puderam determinar as diferenças nas atividades cerebrais ao encontrar informações que eram mais importantes na formação das primeiras impressões.

As imagens resultantes mostraram atividade significativa em duas regiões do cérebro. A primeira foi a amigdala, a pequena estrutura arredondada na superfície anterior do cerebelo que estudos anteriores ligaram ao aprendizado de objetos inanimados e a avaliacoes sociais baseadas em grupos familiares ou de confiança. A segunda região identificada foi o cortex cingular posterior, que atua em decisões relacionadas a dinheiro ou a recompensa.

Mesmo quando encontramos muito brevemente alguem que não conhecemos essas regiões apresentam grande atividade, resultando em uma primeira impressão instantânea - disse Elizabeth Phelps, professora da Universidade de Nova York e uma das autoras do estudo.


Fonte : Fapesp via JBonline

Monday, March 2, 2009

Entrevista Com Suzana Herculano-Houzel

1.Video: O excesso de informações que nós recebemos atualmente alterou o funcionamento dos nossos cérebros em relação, por exemplo, a 20 anos atrás?



2.Video: Qual eé o estagio atual da pesquisa brasileira no desenvolvimento do cérebro comparando com os países de primeiro mundo ?



3.Video: Existe alguma diferença entre o raciocínio do homen e da mulher ?



4.Video: Como os meios de comunicação influenciam o cérebro na tomada de decisões e como resistir aos diferentes apelos principalmente consumistas e tomar as decisões acertadas ?



Site da Suzana Houzel :
O Cérebro Nosso de Cada Dia

Monday, February 9, 2009

Aproveitando O Poder Do Cérebro

As pessoas que estão completamente paralisadas devido a doença ou traumatismo estão obtendo ajuda ao se comunicar através de uma nova tecnologia que conecta o cérebro a um computador.


Programa 60 Minutos da CBS : Harnessing The Power Of The Brain


Video: ( c/ 16 seg de propaganda )

Tuesday, October 28, 2008

Suicídio Pode Estar Ligado A Mudanças No Cérebro




O cérebro das pessoas que cometem suícidio é quimicamente diferente daquelas que morrem por outras causas, segundo estudo canadense publicado na revista Biological Psychiatry.


Os cientistas analisaram o tecido do cérebro de 20 pessoas já mortas – entre elas dez que sofriam de depressão e cometeram suícidio – e concluíram que, entre aquelas que se mataram, havia um nivel dez vezes maior de um processo que afeta o comportamento, a metilação.

Os cientistas das Universidades de Western Ontário, Carleton e Ottawa, acreditam que fatores ambientais influenciam essas mudanças.
A descoberta pode abrir novos caminhos para pesquisas que estudem tratamentos para depressão e potencial suicídio.

DNA
Os cientistas concluíram que o DNA das pessoas que haviam se suicidado vinha sendo quimicamente modificado pelo processo que normalmente tem o papel de regular o desenvolvimento das celulas, chamado metilação.

A metilação “desliga” genes especificos em uma celula, para que outros genes possam determinar, por exemplo, que a celula se tornara uma celula da pele, e nao do coracao.
O índice de metilação no cérebro dos suicidas era quase dez vezes maior do que nos outros cérebros analisados, e o gene que estava sendo desligado era um receptor químico de mensagens, que tem papel importante na regulação do comportamento.
No estudo, os pesquisadores sugerem que esta “reprogramação” genética pode contribuir para a “natureza prostrada e recorrente dos principais distúrbios depressivos”.
Pesquisas anteriores já haviam sugerido que mudanças no processo de metilação podem ser causadas por uma combinação de fatores genéticos e ambientais chamados epigenéticos.

Modificações

O cientista Michael Poulter, que liderou a pesquisa, disse que “a idéia de que o genoma é tão maleável no cérebro é surpreendente, porque as células do cérebro não se dividem”.
“Você recebe seus neurônios no início da vida, então, a idéia de que ainda há mecanismos epigenéticos funcionando e bastante incomum.”
Segundo ele, as conclusões do estudo abrem espaço para pesquisas e possíveis novas terapias para depressão e tendências suicidas.
John Krystal, editor da Biological Psychiatry, disse que “essa e uma animadora nova evidência de que fatores genéticos e ambientais podem interagir para produzir mudanças específicas e duradouras nos circuitos do cérebro”.

“Além disso, essas modificações podem acabar moldando os rumos da vida de uma pessoa de forma importante, inclusive aumentando o risco de um distúrbio depressivo e, talvez, do suicídio.”


No video " It´s a Brain Thing " (em inglês), Dr. Henley analisa a causa do suicídio, os fatores de riscos e o que fazer caso você conheça alguém com tendência suicida.

Fonte: BBC Health


Busca Por Suicídio Gera Mais Sites Prós Do Que Contra

Friday, September 26, 2008

Cientistas Explicam Como O Cérebro Reage A Leitura

O prazer de ler, todo mundo compreende. O que ninguém nunca soube explicar é de que forma isso acontece na cabeça das pessoas. Com a participação de pesquisadores brasileiros, a ciência conseguiu, pela primeira vez, fazer o mapa da leitura no cérebro humano.


Cientistas afirmam que, para cada sentido, para cada função, o cérebro reservou uma área. A região da audição, por exemplo, e acima da orelha. A da visão, atrás da cabeça. Mas, para a leitura, o cérebro ainda não teve tempo de desenvolver uma região específica. “A escrita tem cinco mil anos. Considerando o desenvolvimento da espécie humana, é muito recente”, explica a neurocientista do Hospital Sarah, Lucia Braga.


Neurocientistas do Hospital Sarah, de Brasília, e do Centro Neurospin, de Paris, descobriram que o cérebro junta as regiões da linguagem e da visão para proporcionar a leitura. O neurocientista frances Stanislas Dehaene afirma que o lado esquerdo do cérebro é ativado durante a leitura, precisamente atrás da orelha. A descoberta foi feita ao se submeter esímulos visuais dois grupos de pessoas examinadas através da ressonância magnética: alfabetizados e analfabetos.




“As pessoas alfabetizadas, ao lerem, elas ativam esse circuito. E as pessoas analfabetas, ao serem expostas a letras, não ativam esse circuito”, relata a neurocientista Lucia Braga.


Ela afirma que saber exatamente como o cérebro aciona a leitura abre novas possibilidades para a medicina. “Por exemplo, no diagnóstico da dislexia, no tratamento de pessoas que tiveram traumatismo craniano. O descobrir, desvendar os mistérios do cérebro e uma coisa fantástica e é um passo para o desenvolvimento”.


Fonte : G1 Ciência & Saúde