Showing posts with label meditacao. Show all posts
Showing posts with label meditacao. Show all posts

Friday, February 15, 2013

Tudo Que É Preciso São 10 Minutos Consciente

Quando foi a última vez que você ficou sem fazer nada por 10 minutos? Sem enviar mensagem de texto, conversar or mesmo pensar? O especialista em meditação, Andy Puddicombe, descreve o poder transformador de fazer apenas isso: Revigorar a sua mente com 10 minutos por dia, simplesmente estando consciente e experienciando o momento presente. Sem precisar de incenso ou sentar em posições estranhas.

Video: 



Transcrição:

" Nós vivemos em um mundo incrivelmente atarefado. O ritmo de vida é frenético, nossas mentes estão sempre ocupadas, e estamos sempre fazendo algo.

Por isso, gostaria que você parasse para pensar, quando foi a última vez que você não fez nada?  Somente 10 minutos, sem perturbação?  E, quando digo nada, eu digo nada mesmo. Sem emails, SMS, internet, sem tv, sem chat, sem comer, sem ler, nem mesmo sentar e ficar remoendo o passado ou planejando o futuro. Simplesmente não fazendo nada. Vejo muitos rostos pálidos. Imagino que vocês tenham que ir bem lá trás.

É algo extraordinário, certo? Estamos falando sobre nossa  mente. A mente, o nosso recurso mais valioso e precioso,  com a qual vivenciamos cada momento de nossas vidas, a mente que contamos para sermos felizes, contentes, estáveis emocionalmente como indivíduos, e ao mesmo tempo para sermos  gentis e atenciosos e termos consideração com os outros. Esta é a mesma mente que dependemos para sermos focados, criativos, espontâneos e fazermos o melhor em tudo que fazemos. Mesmo assim, nós não tiramos um tempo para cuidá-la. Na verdade, nós cuidamos mais dos nossos carros, das nossas roupas e do nosso cabelo do que nós mesmos - ok, talvez não do cabelo não conte, mas vocês sabem onde quero chegar. 

A consequência, é claro, que ficamos estressados. A mente zune como uma máquina de lavar rodando sem parar,  muitas complicações, emoções confusas, e não sabemos como lidar con isso, o pior é que nós ficamos tão distraídos que não estamos mais presentes no mundo em que vivemos. Nós deixamos de ver as coisas mais importantes para nós, e o mais engraçado é que todo mundo aceita que a vida é assim, e seguem em frente. Não é realmente assim que a vida deve ser.

Eu tinha uns 11 anos quando fui à minha primeira aula de meditação. E acredite, ela tinha todos os estereótipos que vocês imaginam, sentar no chão com as pernas cruzadas, o incenso, o chá de ervas, os vegetarianos, tudo. Minha mãe ia e fiquei curioso, então fui junto. Eu tinha visto alguns filmes de kung fu e, secretamente, eu imaginava que aprenderia a voar, mas eu era muito novo na época. Quando eu estava lá, assim como muitas pessoas, eu presumi que era apenas uma aspirina para a mente. Você está estressado, você faz meditação. Eu não imaginava que podia ser algo preventivo, até meus 20 anos, quando muitas coisas aconteceram na minha vida  em pouco tempo, coisas  sérias que viraram minha vida de pernas para o ar de repente e eu me via inundado de pensamentos, inundado de emoções  difíceis que eu não sabia lidar. Quando eu lidava com uma, outra surgia novamente. Foi um período muito estressante para mim.

Penso que cada um lida com o estresse de diferentes formas. Algumas pessoas se atolam no trabalho,  agradecendo pela distração. Outras procuram apoio nos amigos, na família. Outras caem na bebida ou tomam remédios. O meu modo de lidar com isso foi me tornar monge.  Então, larguei a faculdade e fui para o Himalaia, me tornei um monge e aprendi a meditar.

As pessoas me perguntam o que aprendi naquele tempo. Bem, é óbvio que as coisas mudaram. Vamos ser sinceros, tornar-se um monge celibatário muda muita coisa. Mas foi mas do que isso. Eu aprendi a ter um maior reconhecimento, um entendimento sobre o momento presente.  Não se perder em pensamentos, não estar distraído, não estar 
atormentado por emoções difíceis, mas aprender a estar no aqui e agora, como estar consciente, como estar presente.    

Eu acho que o momento presente é muito subestimado. Parece banal, mas passamos tão pouco tempo no momento presente que pode ser tudo, menos banal.  Uma pesquisa feita por Havard, recentemente, diz que em média nossas mentes estão distraídas em pensamentos em quase 47 por cento de tempo. Quarenta e sete por cento. Ao mesmo tempo, essa divagação da mente é também causa direta da infelicidade. Bem, não estamos aqui por muito tempo, mas desperdiçarmos metade da vida divagando em pensamentos e potencialmente infelizes, sei lá, parece trágico, especialmte quando há algo que podemos fazer a respeito, quando há algo positivo, prático atingível, uma técnica cientificamente comprovada que permite a nossa mente ser mais saudável, mais consciente e menos distraída. O mais lindo de tudo isso é que com apenas 10 minutos por dia, isso causa um impacto em toda nossa vida.

Mas temos que aprender como fazer. Precisamos exercitar. Precisamos de um sistema que nso ensine a sermos mais conscientes. Isso é basicamente o que a meditação é. Ela nos familiariza com o momento presente. Mas temos que aprender como conduzi-la ao caminho certo para aproveitarmos o melhor dela. É para isso que elas estão aqui, caso vocês se perguntem, porque muitas pessoas presumem que a meditação é apenas parar de pensar, livrar-se das emoções, de alguma forma controlar a mente, mas realmente ela é bem diferente disso. É mais sobre como dar um passo para trás, ver claramente o pensamento,  vê-lo vindo e indo, emoções vindo e indo, sem julgamento, mas com uma mente relaxada e focada.

Por exemplo, neste momento, se eu foco demais nas bolas, então não tem como eu relaxar e falar com vocês ao mesmo tempo. Se eu relaxo demais ao falar com vocês, não tem como eu focar nas bolas. Vou deixá-las cair. Assim na vida, como na meditação, há momentos em que o foco  se torna muito intenso e  a vida se torna um pouco assim. É um modo muito desconfortante de viver a vida, quando você fica tenso e estressado. Em outros momentos, se nos soltarmos demais, as coisas ficam um pouco assim.  E, é claro na meditação - nós acabamos dormindo. Por isso procuramos um equilíbrio, um relaxamento focado que permita nossos pensamentos ir e vir sem o envolvimento habitual.

O que acontece geralmente quando aprendemos a ser "mindful", é que nos distraimos com pensamentos. Vamos supor que isto é um pensamento ansioso. Tudo vai bem e então você vê o pensamento ansioso e pensa: "Ai, eu não tinha percebido que eu estava preocupado com isso."  Você repete. "Ai, eu estou preocupado. Ai, eu estou realmente preocupado.  Uau, é muita ansiedade." E antes que nós percebamos, estamos ansiosos por nos sentirmos ansiosos. Isto é uma loucura. Fazemos isso o tempo todo, todos os dias. Se você pensar na última vez que  você teve um dente solto, eu pessoalmente não lembro.  Você sabe que está solto, e sabe que dói. Mas, o que você faz a cada 20, 30 segundos? Dói. E reenforçamos a história, certo? Remoemos para nós mesmos e fazemos isso o tempo todo. É apenas aprendendo a observar a mente que podemos começar a nos livrar dessas histórias e padrões mentais. Mas, quando você sente e observa a mente desta maneira, você pode ver mutos padrões diferentes. Você pode ver uma mente que é muito inquieta o tempo todo. Não fiquei surpreso se você sentir o seu corpo um pouco agitado quando você sentar sem fazer nada e sentir sua mente assim. Você pode achar a mente lenta e entediante, quase mecãnica, parece qua você apenas acorda, vai ao trabalho, come, dorme, acorda, trabalha. Ou pode ser um pensamento incômodo que fica girando, girando e girando em sua mente. Bem, seja o que for, a meditação oferece a oportunidade de dar um passo para trás e ter uma perspectiva diferente,  para ver que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Não podemos mudar cada coisinha qua acontece na nossa vida, mas podemos mudar o modo como a vivenciamos. Este é o potencial da meditção, do raciocínio.  Você não precisa queimar nenhum incenso, e você definitivamente não precisa sentar no chão. Tudo o que você precisa são 10 minutos por dia para dar um passo para trás, familiarizar-se  com o presente para experienciar uma sensação maior de foco, calma e clareza na sua vida. Muito obrigado." 

Créditos: Ted
              Headspace


Wednesday, October 24, 2012

Enigmas Do Cérebro : Meditação É Usada Em Tratamentos Médicos

Pesquisas comprovam que o cérebro de quem medita regularmente, diferente de quem não tem este hábito, é mais eficiente em algumas tarefas e mais preservado.

Video:



Monday, July 16, 2012

A Ciência Da Mágoa

É o coração apenas um músculo para o bombeamento do sangue, ou algo mais que isto? 

Pode uma pessoa realmente morrer de um coração partido? Este documentário vai tentar encontrar respostas a estas perguntas.


Video 1:


Video 2:


Video 3:


Video 4:


Créditos: YouTube Channel

Monday, July 9, 2012

Sunday, January 29, 2012

Mentes Cada Vez Mais Doentes

A julgar pelo número de pessoas que têm suas vidas afetadas por transtornos mentais – cerca de 400 milhões em todo o mundo – e pelas projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), o futuro não será leve para o nosso cérebro: uma em cada cinco pessoas, em algum momento da vida, terá uma alteração psiquiátrica que necessite de acompanhamento especializado. 


O crescimento do número de pessoas diagnosticadas com depressão e outros transtornos mentais, como ansiedade e pânico, acontece por uma combinação de fatores: de alterações biológicas à herança genética, passando pelo estilo de vida excessivamente atarefado, pela queda de preconceitos diante das doenças mentais e pelas técnicas mais avançadas de diagnóstico. 

“É simplista dizer que a causa é [somente] biológica, psicológica ou social. Esses termos não levam em conta a interação entre esses mundos. Acredita-se que exista uma propensão biológica que, aliada a fatores estressantes e precipitadores [situações de trauma], pode levar ao desenvolvimento de doenças mentais”, explica o assessor do Mi­­nistério da Saúde e da OMS Neu­ry José Botega, professor do departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Uni­versidade Estadual de Cam­­pinas (Unicamp).


Dados mostram que 18,4% dos brasileiros têm pelo menos um episódio  depressivo durante a vida, o que coloca o país na terceira colocação  no ranking de mais deprimido do mundo (ver infográfico) – em primeiro lugar vem a França (21%) e, em segundo, os Estados Unidos (19,2%). Apesar dos números alarmantes, os profissionais da saúde explicam que interpretá-los como um sinal de epidemia de doenças mentais é incorreto. 

"De  fato cresce o número de certos  problemas mentais, como   depressão e dependência química. Mas, além do  aumento da  incidência,  as pessoas estão mais conscientes sobre esse tipo de situação eprocuram atendimento", avalia Botega.

O professor explica  que não  sofremos apenas dos males do corpo ou de "doenças físicas", mas  também somos  acometidos  pelos males da mente  que, apesar de  serem menos palpáveis,  demadam cuidados  médicos. "Dizer com  certo desprezo 'você não tem nada, isso é coisa da sua cabeça', só faz aumentar o sofrimento de uma pessoa que tem um problema para o qual a medicina não tem remédio fácil", alerta o professor da Unicamp.


Detecção tem seus prós e contras
Nos consultórios, duas listas de de classificação de doenças, o Código Internacional de Doenças (CID-10) e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais (DSM-IV), na sigla em inglês) permitem aos psiquiatras avaliar os sintomas de seus pacientes. Apesar de serem úteis para o diagnóstico de transtornos mentais, porém, os manuais não estão livres de críticas. "Ambos tentam encaixar os pacientes em categiorias, em vez de trabalhar os problemas de forma individual. Eles não levam em consideração o todo, a história das pessoas", analisa o psiquiatra e presidente da Sociedade Para­­naense de Psiquiatria (SPP)André Rotta Burkiewicz.
O americano DSM, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria, é alvo de críticas porque a cada edição, ao revisar os critérios de transtornos mentais, coloca novos comportamentos nessa categoria. A quinta edição do DSM, a ser lançada em 2013, poderá incluir o luto – considerado um período de tristeza normal que dura cerca de dois a três meses – como uma situação característica da depressão. Isso levaria milhares de pessoas a serem diagnosticadas com a doença. Em sua primeira edição, em 1952, o DSM listava 106 doenças, contra 297 da última publicação, feita em 1994.
“A padronização ajudou a melhorar o processo de atendimento, pois antigamente as pessoas sofriam de depressão a vida toda e não recebiam o tratamento adequado, mas ela também pode levar a um excesso de diagnósticos”, pondera o supervisor do Ambulatório de Psiquiatria da Infância e Ado­lescência do Hospital de Clí­nicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Gustavo Ma­­noel Schier Dória.
“É um erro confundir tristezas normais da vida, como reações após perdas ou frustrações, com a depressão. O diagnóstico deve ser feito com cuidado, com avaliação da história clínica, registro dos principais sinais e sintomas e sua persistência ao longo do tempo, além do impacto do quadro na rotina da pessoa”, exemplifica o professor Neury José Botega, do departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Uni­­ver­­sidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Monday, December 5, 2011

Como A Meditação Pode Tratar Distúrbios Psiquiátricos



Em um novo estudo, exames de ressonância magnética mostram que meditadores podem ser capazes de 'desligar' áreas do cérebro associadas ao autismo e a esquizofrenia. 


Problema: A meditção pode auxiliar a lidar com o cancer, a conter a vontade de fumar e prevenir a psoríase. Além disto, sua capacidade de ajudar as pessoas a manter o foco tem sido associada com aumento da felicidade. Pode o entendimento do que acontece no cérebro, quando nós nos sentamos e focamos, nos levar também a pistas de como tratar distúrbios psiquiátricos?


Metodologia: Pesquisadores de Yale dirigidos pelo professor assistente de psiquiatria Judson A. Brewer utilizaram exames de ressonância magnética para escanear meditadores experientes e novatos enquanto eles praticavam diferentes técnicas de meditação.

Resultados: Meditadores experientes tiveram diminuição da atividade na rede neural em modo padrão do cérebro - áreas que estão associadas a distúrbios como ansiedade, déficit de atenção, hiperatividade e doença de Alzheimer. Quando esta rede estava ativa, regiões do cérebro associadas com a automonitoramento e controle cognitivo também estavam ativadas em meditadores experientes, mas não em novatos. Isto sugere que os meditadores treinados podem ser capazes de simultaneamente monitorar  e suprimir o surgimento de pensamentos sobre o 'eu' e a vontade de sonhar acordado. Em formas patológicas, esses estados são ligados a doenças como autismo e esquizofrenia.


Conclusão: Meditadores experientes parecem ser capazes de 'desligar' áreas do cérebro associadas com devaneios e distúrbios psiquiátricos - tais como autismo e esquizofrenia.

Implicações: Meditadores experientes podem ter desenvolvido uma rede em modo padrão menos autocentrada a qual potencialmente poderia ser explorada em aplicações clínicas. "A preocupação com os pensamentos sobre si é uma marca registrada de muitas formas de doença mental , e a a meditação parece afetar esta condição", disse Brewer em um comunicado. "Isso nos da algumas pistas boas de como os mecanismos neurais nesta situação poderiam estar trabalhando clinicamente."

Fonte: O estudo completo, "A Experiência da Meditação Está Associada a Diferenças de Atividade e Conectividade na Rede em Modo Padrão" (tradução literal), foi publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences, November 23, 2011.





Obs: DMN – Default Mode Network – Rede em Modo Padrão ou Rede neural em estado padrão. A DMN e conhecida como uma rede de regiões do cérebro que são ativadas conjuntamente quando o indivíduo não está focado no mundo exterior  e o cérebro está em repouso vigilante ( ou em Alerta durante o repouso) . Pensava-se que o cérebro simplesmente “desligava”. Sabe-se, hoje, através de estudos de ressonância funcional que este “repouso” e um processo ativo com participação de estruturas cerebrais específicas. 

Video Meditação: Observing



Mosen on Vimeo

Saturday, October 15, 2011

Para Rir e Desestressar

Video:


                                                                           

Creditos: Eric Luhta

Tuesday, June 28, 2011

Quais Os Reais Benefícios Da Meditação?

Para fala dos reais benefícios da meditação, Luciana Ferreira recebe nos estúdios da Jovem Pan Online o médico Dr. Roberto Cardoso, autor do livro "Medicina e Meditação - Um médico ensina a meditar".


Video: Parte 1



Video: Parte 2



Fonte: JP Online

Monday, October 20, 2008

Wednesday, August 27, 2008

Neurociência E Meditação


A Neurociência tem estudado as reações do cérebro em estado de relaxamento e descobriu que e possível, sim, melhorar sintomas de doenças ligadas a atividade cerebral por meio da prática meditativa. O psicólogo e mestre em Neurociências pela Universidade de Sao Paulo (USP), Leonardo Mascaro, partiu da teoria sobre frequências das ondas cerebrais e desenvolveu uma série de exercícios para fazer com que as pessoas consigam entrar em estado de meditação.


Os resultados desta prática, segundo Mascaro, são fisiologicamente explicados e capazes de melhorar sintomas de estresse, síndrome do pânico, dificuldade de concentração e diversos outros problemas neurológicos e psicológicos.

As descobertas científicas mais recentes da Neurociência, de acordo com ele, vem demonstrando que o cérebro e extremamente plástico e que treinamentos – mentais e neurológicos – podem produzir modificações tanto na estrutura quanto no funcionamento desse órgão vital. Mascaro assina o livro A Arquitetura do Eu – Psicoterapia, Meditação e Exercícios para o Cérebro, no qual explica como a meditação pode facilitar a experiência de expansão da percepção e consciência, trazendo bem-estar, equilibrio e paz interior.


O relaxamento produz benefícios variados, tanto físicos quanto mentais, mas sua principal função é fornecer a base para que a meditação possa acontecer. O relaxamento ativa um ramo do sistema nervoso chamado parassimpático, que reorganiza o arranjo das frequências cerebrais, principalmente no que diz respeito as ondas beta que, para que a meditação possa ocorrer, devem ter sua amplitude reduzida – o que ocorre com o relaxamento.


O que estas pessoas estão fazendo, na verdade, e alimentar uma auto imagem que funciona como um programa “rodando” no hardware de seus cérebros, cobrando sistematicamente de seus sistemas nervosos a manutenção de um estado de alerta e prontidão constantes. Isso leva a um estado de estresse orgânico, que faz com que as glândulas supra-renais sejam constantemente estimuladas, liberando corticóides na corrente sanguínea, que vão abrindo grandes janelas para a atuação dos radicais livres em áreas bem demarcadas do cérebro, causando destruição e perda de neurônios. Assim, ocorre um agravamento do quadro de estresse, que estimula mais e mais estes eventos fisiológicos, levando a perdas funcionais efetivas, de memória, da capacidade de aprendizagem e, não menos importante, do equilíbrio emocional.

Isso pode ou não produzir diferença. Mas esta estratégia, em si, é limitada e não produz o conjunto de mudanças que podem em última instância levar a resultados permanentes e significativos em sua vida.

Você cita no livro que há pessoas que passam anos dizendo que fazem meditação. quando realmente não conseguem. Quais são os sinais que o corpo dá de que realmente alguem entra em estado de meditação?
Além do relaxamento muscular, há outros indicativos fisiológicos, também objetivamente mensuráveis, que demonstram que uma pessoa esta no estado de meditação. O primeiro deles e a mudança na atividade do sistema nervoso autõnomo – o que e médido pela resistência elétrica da pele. Finalmente, as frequências cerebrais se reagrupam de modo a produzir um padrão elétrico característico, em que há maior produção de ondas alfa e theta, com a correspondente redução de beta. Do ponto de vista da experiência subjetiva, há, além do relaxamento, um desligamento do diálogo interno e diminuição significativa do raciocínio. Ao invés de pensarmos ou, como se diz, meditarmos a respeito de, por exemplo, compaixão, entramos no estado subjetivo da compaixão dentro de nós, experimentando-a diretamente.

Você diz que o estado comumente chamado de alfa não é o de verdadeiro relaxamento. Então qual a diferença entre o estado alfa e a verdadeira frequência cerebral de relaxamento ?
O estado de relaxamento é, sim, caracterizado no cérebro por uma intensa produção de ondas alfa. No entanto, é importante não confundir relaxamento com meditação. As pessoas tendem a acreditar que meditar é entrar em alfa. Alfa é apenas uma das frequências cerebrais componentes da configuração de ondas elétricas que definem o estado de consciência do verdadeiro meditar. Alfa, nesta configuração, tem o papel de fazer a ponte entre beta (nosso consciente racional) e theta (nosso subconsciente, no qual vamos ter acesso a nossa criatividade, nossos conteudos emocionais, nossas memórias, bem como a tudo aquilo que nós constrói em nossa personalidade). A presença de alfa, portanto, é essencial para acessarmos as profundezas de nossa mente, mas, sozinha, isto é, sem o correspondente aumento de ondas theta, esta frequência produz apenas relaxamento e uma profusão de imagens mentais sem significado ou sentido.

Quanto tempo diário a pessoa deveria dedicar para conseguir atingir o verdadeiro estado de relaxamento?
O verdadeiro estado de meditação (e não de relaxamento), para a maioria das pessoas, e alcançado somente a partir de treinamento sistemático, o que pode produzir resultados já nas primeiras sessões de meditação ou, dependendo da pessoa, demorar algumas semanas de prática constante. O tempo de treino, desde que adequadamente orientado, e definido pela própria pessoa. O importante é não permitir que a prática se torne cansativa ou extenuante. Ter prazer e fundamental.

Basicamente, o que se consegue controlar com os exercícios na nossa fisiologia?
Vários são os estudos que demonstram maior controle de uma série de funções fisiológicas, como a temperatura corporal ou a frequência cardíaca. No entanto, o objetivo deve ser aprender a exercer o domínio das funções psicológicas, já que, enquanto no controle a um gasto de energia considerável para manter uma certa ordem, no domínio, tudo o que é necessário é uma decisão: eu quero, eu faço e assim permanece. O auto domínio, juntamente com a mudança no estado de consciência, é a verdadeira meta da meditação, levando a mudanças profundas da consciência, produzindo benefícios tanto para a pessoa quanto para aqueles que com ela convivem.

Monday, June 30, 2008

Depressão : O Corpo Sofre

Durante muito tempo uma dor no estômago incomodou o analista de sistemas Márcio ( nome fictício) , de 44 anos. Há seis anos ele procurou tratamento para resolver o problema e foi passando de médico em médico, tentando curar o que aparentemente era uma gastrite. Fez diversos exames, tomou vários medicamentos, mas nada resolvia o incômodo.


Com o passar dos anos, o analista percebeu que sofria de depressão. O corpo já tinha dado alertas. Somente quando ficou deprimido e não conseguiu sequer sair de casa, percebeu que a doença não estava no estômago. “Foi difícil identificar o que eu tinha. Creio que já na época que reclamava de dor no estômago estava mesmo e com depressão, mas não sabia interpretar meu problema”, diz.


Gastrite, insônia, enxaquecas, psoríase são apenas algumas das enfermidades que tem como gatilho as emoções. As dores e dificuldades de saúde não são imaginárias. O corpo responde fisiologicamente a situações de tensão e risco, somatizando problemas psíquicos. O organismo libera adrenalina e aciona uma produção hormonal, aumenta a glicose e concentra energia em órgãos vitais, como cérebro e coração – além dos músculos–, para reagir rapidamente. A respiração se acelera para oxigenar os pulmões, os batimentos cardíacos ficam mais rápidos e a pupila se dilata para aumentar o campo de visão. Essa defesa do organismo, em nível normal, é benéfica, pois e a reação para situações de emergência ou risco. “O corpo se prepara para a luta ou para a fuga de algum perigo”, explica o cirurgião do estômago Edmilson Mario Fabbri, especialista em prevenção e tratamento de estresse.


Para Fabbri, o estresse e a base de quase todas as doenças de fundo emocional. As tensões do dia a dia, como trabalho, trânsito e problemas de relacionamento, ajudam a criar ansiedade e as substâncias produzidas em função disso geram as patologias. “O homem moderno faz muito mais esforço mental do que físico e por isso não extravasa as situações de nervosismo e ansiedade e acaba doente”, diz Fabbri.


A emoção vira doença quando o cérebro, manipulado pelas tensões, produz reações (a tensão e ao risco) de forma constante. “Se a toda hora o corpo e estimulado para o enfrentamento, se precisa ficar constantemente em estado de alerta, acaba produzindo grande quantidade de cortisol que circula no sistema nervoso e afeta o sistema imunológico”, explica o psiquiatra Jose Sardella. O cortisol é um hormônio produzido pela glândula supra renal e está envolvido na reação ao estresse. É o vilão capaz de destruir células de defesa do organismo e com isso deixar as pessoas mais propensas a doenças e infecções, aumentando a ansiedade ou quadros de depressão.


Sardella acredita que as emoções atuam no sistema imunológico a ponto de influenciar no desenvolvimento de certos tipos de cancer e na capacidade de resistir a eles. Isso porque o sistema imunológico se enfraquece deixando o terreno livre para depressão e os males consequentes dela. “O estado do corpo na depressão de alguma forma se assemelha a uma resposta de emergência: perda de apetite, falta de sono ou sono em excesso, irritabilidade e a diminuição de uma substância no cérebro, a serotonina, que está diretamente ligada ao aparecimento da doença”, diz Sardella.


Pessoas que sofrem com problemas emocionais podem ainda compensar a angustia com habitos que aumentam os riscos de doenças, como fumar e beber em excesso, comer muito ou ficar sem comer, ignorar as recomendações de fazer atividades físicas regulares, não respeitar os horários de descanso ou não dormir horas necessárias diariamente.





O impacto de problemas como o estresse no trabalho ou uma separação provocam reações diferentes em cada pessoa. Se para alguns é no fígado ou estômago que a dor aparece – estes são conhecidos como os órgãos da raiva, já que o ácido clorídrico formado em demasia pela ação do estresse vai direto para eles –, para outros ela se revela em forma de enxaqueca ou reações cutâneas. O motivo principal é a constituição genética de cada um, mais ou menos predispostos a determinados tipos de doença.


Além disso, a personalidade pode influenciar no aparecimento de patologias. “Existem personalidades mais predispostas a somatizar. São pessoas menos flexíveis, que não entendem que as coisas e as pessoas não funcionam de acordo com o que ela imagina”, diz o psiquiatra Jose Sardella. Ele afirma que pessoas mais inflexíveis sofrem mais e tem uma cobrança interna maior.


Já para o especialista em estresse Edmilson Mario Fabbri, não existe regra para o aparecimento de determinados tipos de doenças. Porém sua experiência permite apontar que as mulheres queixam-se mais de enxaquecas e depressão, já os homens sofrem mais de ansiedade e de problemas de estômago. “E os dois reclamam de insônia”, diz.
Qualquer situação de tensão ou ameaça ativa o sistema nervoso e endócrino. Há aumento da circulação sanguínea para o tecido cardíaco, músculos e cérebro, além de produção de adrenalina, aumento de produção de ácido clorídrico e diminuição da serotonina. O acúmulo dessas mudanças no organismo pode ocasionar os seguintes tipos de doenças:

Dermatológicas
psoríase, acne, dermatite atópica, queda de cabelo, herpes e vitiligo.
Metabólicas
diabete tipo 2, intolerância a lactose ou glúten
Gastrointestinais
úlceras, colites, síndrome do cólon irritável
Reumáticas
artrite reumatóide e lúpus eritomatoso
Sistema cardiovascular
infartos agudos, arteriosclerose, acidente vascular
Reprodutivas
impotência, infertilidade, amenorréia (suspensão da menstruação) e abortos espontâneos
Infecciosas
gripes, resfriados, herpes labial e genital
Psiquiátricas
depressão, transtorno de ansiedade, pânico, agorafobia (medo de multidão)

Outros sintomas relacionados ao estresse:
Dificuldade de dormir - Irritabilidade - Impaciência - Falta de concentração - Memória fraca - Músculos tensos - Respiração rápida e superficial - Mãos e pés frios e suados.


Relaxe

Algumas mudanças de hábito são indicadas para que as tensões e angustias não avancem e colaborem para o desenvolvimento de doenças:

Faça atividades físicas para destencionar os músculos e produzir endorfina, que ameniza a ansiedade.


Antes de dormir, prepare o quarto para que fique um ambiente relaxante, seja com uma música calma ou um abajur ligado. Ficar alguns minutos sem dormir, somente relaxando, respirando profundamente, e importante para uma boa noite de sono. Não vale se distrair com televisão no quarto. O exercício é conseguir ficar consigo mesmo.

Aproveite a hora do banho para relaxar. Deixe a agua cair no corpo não somente para se limpar da sujeira, mas também para tirar as tensões.


Mude o comportamento. “Esse e o mais dificil dos tratamentos”, diz o médico Edmilson Fabbri. Ele conta que os pacientes preferem remédios do que iniciar atividade física, mudar hábitos alimentares ou parar de fumar.

Não use a falta de tempo como desculpa. Meia hora por dia de relaxamento ou atividade física não prejudicara em nada a sua rotina.

De risada (internamente) das coisas em geral, das incongruencias do cotidiano, da comédia da vida diária, das brigas inúteis, dos pequenos problemas do dia a dia.

Tuesday, June 17, 2008

Estilo De Vida Saudável Promove Mudanças Genéticas


Mudanças radicais no estilo de vida tais como uma dieta mais saudável ou a prática regular de exercícios físicos podem prover não apenas um corpo melhor, como também uma melhora rápida e dramática na atividade genética da pessoa, afirmaram pesquisadores dos Estados Unidos nesta segunda-feira.

Em um pequeno estudo, os cientistas acompanharam 30 homens com cancer de próstata de baixo risco que decidiram não seguir o tratamento médico convencional, abrindo mão da cirurgia e das sessões de radiação ou terapia com hormônios.

Os homens submeteram-se, durante três meses, a estilos de vida totalmente diferentes, incluindo uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos, legumes e produtos de soja, exercícios físicos moderados como caminhar uma hora e meia por dia e a realização de uma hora diária de práticas de gerenciamento de estresse, tais como meditação.

Conforme o esperado, o grupo perdeu peso, viu diminuir sua pressão arterial e verificou outros ganhos em termos de saúde corporal. Mas os pesquisadores descobriram a ocorrência de mudanças mais profundas quando compararam as biópsias da próstata feitas antes com aquelas feitas depois da adoção do novo estilo de vida.

Apos três meses, os homens tiveram uma mudança de atividade em cerca de 500 genes - incluindo 48 deles que passaram a funcionar e 453 que deixaram de funcionar.

A atividade de genes capazes de prevenir doenças aumentou ao passo que vários genes causadores de doenças, tais como os envolvidos no cancer de próstata e de mama, desligaram-se, segundo o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

A pesquisa foi comandada por Dean Ornish, chefe do Instituto de Pesquisa sobre Medicina Preventiva em Sausalito, Califórnia, um conhecido defensor de mudanças no estilo de vida para melhorar a saúde das pessoas.

Essa é uma descoberta animadora porque, com frequência, ouvimos as pessoas dizendo: 'Ah, isso é por causa da minha genética. O que eu posso fazer?'. Bom, parece que há muita coisa que podemos fazer' - disse, em uma entrevista concedida por telefone, Ornish, que possui laços também com a Universidade da California em San Francisco.

Em apenas três meses, sou capaz de influenciar centenas dos meus genes com uma simples mudança na minha dieta e na forma como vivo. Isso é muito empolgante - afirmou Ornish. 

As implicações do nosso estudo não se limitam aos homens com cancer de próstata.
Segundo Ornish, os homens evitaram o tratamento médico convencional para o cancer de próstata por motivos alheios ao estudo. Mas, ao tomar essa decisão, permitiram que os pesquisadores analisassem as biópsias de pessoas com câncer antes e depois da mudança em seu estilo de vida.

Isso nos deu a oportunidade de ter um motivo ético para fazer repetidas biópsias em um período de apenas três meses porque eles precisariam submeter-se a isso de qualquer forma a fim de avaliar as alterações clínicas (no cancer de próstata) - disse Ornish.


Will Dunham, Reuters

Fonte :

JB Online

Monday, January 28, 2008

Saúde E Bem Estar

Uma parte intrinsecamente essencial a nossa saúde integral é o bem estar.


É uma arte "estar bem consigo mesmo e com os outros" ; contudo vamos aprendendo ao longo do caminho, penso.


Técnicas de relaxamento e meditação são métodos através dos quais podemos experienciar estabilidade e equilíbrio. 


No meio da dinâmica do dia-a-dia há sempre um momento onde posso fechar meus olhos, respirar profundamente, ou contemplar uma flor, o céu ... é sempre bom ter um "break", nem que seje só por alguns segundos.


A música e as imagens tranquilas deste video  são bem inspiradoras ....  aproveite e mergulhe em si mesmo ...


 



Música de Nawang Khechog


Créditos: IIIQZIIIII YouTube Channel