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Monday, January 14, 2013

Cuidado Com A Neuro Bobagem

Os cérebros são especiais no mercado moderno: as manchetes afirmam que os sanduiches ajudam a tomar decisões, enquanto um "neuro drink" pode reduzir o estresse. Só tem um problema, diz a neurocientista Molly Crockett: os benefícios desses "neuro melhoramentos" não são comprovados cientificamente. Em seu discurso direto ao ponto, Crockett explica os limites da interpretação de dados neurocientíficos, e porque precisamos ter cuidados com eles.

VIdeo:


Transcrição:

"Eu sou uma neurocientista e estudo tomadas de decisões. Eu realizo experimentos para testar como as substâncias químicas do cérebro influenciam as escolhas que fazemos.

Eu estou aqui para lhes contar o segredo para uma decisão bem sucedida: um sanduíche de queijo. É isso mesmo. De acordo com os cientistas, um sanduíche de queijo é a solução para todas as suas decisões difíceis.

Como eu sei disso? Eu sou a cientista que fez o estudo.

Alguns anos atrás, meus colegas e eu nos interessamos em como uma substância química do cérebro chamada serotonina poderia influenciar as decisões das pessoas em situações pessoais. Especificamente, nós queríamos saber como a serotonina iria afetar a maneira que as pessoas reagem quando são tratadas injustamente.

Então fizemos um experimento. Nós manipulamos os níveis de serotonina das pessoas dando a elas essa limonada com um gosto horrível que funciona eliminando o ingrediente básico para serotonina no cérebro. Que é o aminoácido triptofano. Então o que descobrimos foi que, quando o triptofano estava reduzido, as pessoas tendem a se vingar quando são tratadas injustamente.

Esse foi o estudo que fizemos, e eis aqui algumas das manchetes que surgiram depois.

("Um sanduíche de queijo é tudo o que você precisa para tomar decisões difíceis")

("Que amigo temos em queijos")

("Comer queijo e carne pode aumentar o auto-controle") Nesse ponto, vocês podem se perguntar: eu perdi alguma coisa?

("Comprovado! O chocolate não deixa você ficar ranzinza") Queijo? Chocolate? De onde veio isso? E eu pensei a mesma coisa quando isso apareceu, pois o estudo não tinha nada a ver com queijo ou chocolate. Nós demos as pessoas essa bebida de gosto horrível que afetou seus níveis de triptofano. Mas acontece que triptofano pode ser encontrado em queijo e chocolate. É claro, se a ciência diz que queijo e chocolate ajudam você a tomar decisões melhores, com certeza isso prende a atenção das pessoas. Então é isso que temos: a evolução de uma manchete.

Quando isso aconteceu, parte de mim pensou: Bom, qual é o problema? A imprensa simplificou algumas coisas, mas no final, é apenas uma reportagem. E eu acho que vários cientistas têm essa atitude. Mas o problema é que esse tipo de coisa acontece o tempo todo, e isso afeta não só as reportagens que você lê nos jornais mas também os produtos que você vê nas prateleiras. Quando as manchetes apareceram, o que aconteceu foi que os comerciantes começaram a me ligar. Perguntando se eu gostaria de dar respaldo científico a uma bebida que melhora o humor. Ou se eu poderia aparecer na TV para mostrar, diante de uma audiência ao vivo, que comidas reconfortantes fazem você se sentir melhor. Eu acho que essas pessoas tinham boas intenções, mas se eu tivesse aceitado suas ofertas, eu estaria indo além da ciência, e bons cientistas são cuidadosos em não fazer isso.

Mas de qualquer forma, as neurociências estão cada vez mais presentes no mercado. Eis um exemplo: neuro-drinques, uma linha de produtos, incluindo Neuro Bliss aqui, que de acordo com sua embalagem ajuda a diminuir o estresse, melhora o humor, aumenta a concentração, e promove uma postura positiva. Eu tenho que admitir, isso parece fantástico! (Risos) Eu poderia ter usado isso 10 minutos atrás. Quando isso apareceu na loja da minha rua, eu estava curiosa sobre os endossos científicos que apoiavam essas propagandas. Então fui ao website da companhia tentando encontrar alguns dos testes controlados de seus produtos. Mas não encontrei nenhum.

Com ou sem teste, essas propagandas estão nas embalagens junto com um desenho de um cérebro. E acontece que desenhos de cérebros têm propriedades especiais. Alguns pesquisadores pediram a centenas de pessoas para ler um artigo científico. Para metade das pessoas, o artigo incluía uma imagem cerebral, e para outra metade, era o mesmo artigo mas sem a imagem cerebral. E no final -- vocês sabem onde isso vai chegar -- perguntaram as pessoas se elas concordavam com as conclusões do artigo. Então isso é o quanto as pessoas concordam com as conclusões sem a imagem. E isso é quanto concordam com o mesmo artigo que incluía a imagem cerebral. Então a mensagem para levar é a seguinte: Você quer vender isso? Ponha um cérebro nisso.

Agora vou fazer uma pausa e usar esse momento para dizer que a neurociência avançou muito nas últimas décadas, e nós estamos descobrindo coisas incríveis o tempo todo sobre o cérebro. Por exemplo, há algumas semanas, neurocientistas do MIT descobriram como parar hábitos em ratos apenas controlando a atividade neural numa parte específica de seu cérebro. Uma coisa muito legal. Mas a promessa da neurociência levou a algumas expectativas enormes e declarações absurdas e não comprovadas.

Então o que vou fazer é mostrar a vocês como checar algumas manobras clássicas e sinais óbvios, na verdade, para o que tem sido chamado de neuro-bobagem, neuro-besteira ou, como prefiro, neuro-absurdo.

Então a primeira declaração não comprovada é que você usa escaneamento cerebral para ler os pensamentos e emoções das pessoas. Eis aqui um estudo publicado por uma equipe de pesquisadores na seção de Opinião do New York Times. A manchete? "Você ama seu iPhone. Literalmente." Rapidamente, ele foi o artigo mais compartilhado do site.

Mas como eles descobriram isso? Eles colocaram 16 pessoas dentro de um scanner cerebral e mostraram a elas vídeos de iPhones tocando. Os scans cerebrais mostraram ativação dessa parte do cérebro chamada ínsula, uma região que eles dizem estar ligada ao amor e compaixão. Então concluíram que porque eles viram a ativação da ínsula, isso significava que os sujeitos amavam seus iPhones. Agora, só tem um problema com essa linha de raciocínio, e é que a ínsula faz muitas coisas. Certo, ela está envolvida em emoções positivas como amor e compaixão, mas também está envolvida com vários outros processos, como memória, linguagem, atenção, até mesmo raiva, repugnância e dor. Então com base na mesma lógica, eu poderia igualmente concluir que você odeia seu iPhone. O ponto aqui é, quando você vê a ativação da ínsula você não pode escolher a sua explicação favorita dessa lista, e é uma lista bem grande. Meus colegas Tal Yarkoni e Russ Poldrack mostraram que a ínsula é ativada em quase um terço de todos os estudos de neuroimagem já publicados. Então as chances são bem grandes de que sua ínsula vai se ativar agora mesmo, mas eu não vou me enganar pensando que isso significa que vocês me amam.

Por falar em amor e cérebro, há um pesquisador, conhecido por alguns como Dr. Love, que afirma que os cientistas encontraram a cola que junta a sociedade, a fonte do amor e da prosperidade. Dessa vez não é um sanduíche de queijo. Não, é um hormônio chamado ocitocina. Provavelmente vocês já ouviram falar. Então, o Dr. Love baseia seu argumento em estudos que mostram que quando você aumenta a ocitocina das pessoas, isso aumenta sua confiança, empatia e cooperação. Então ele chama ocitocina de "molécula da moral".

Agora esses estudos são cientificamente válidos, e eles foram replicados, mas isso não é a história toda. Outros estudos mostraram que a elevação de ocitocina aumenta a inveja. Aumenta a arrogância. A ocitocina pode enviesar as pessoas a favorecer seu próprio grupo às custas de outros grupos. E em alguns casos, a ocitocina pode até mesmo diminuir a cooperação. Então baseado nesses estudos, eu poderia dizer que a ocitocina é uma molécula imoral, e me chamar de Dra. Strangelove. (Risos)

Então vemos neuro-absurdos em todas as manchetes. E vemos nos supermercados, nas capas de livros. E nos laboratórios clínicos?

O imageamento por SPECT é uma tecnologia de escaneamento cerebral que usa um traçador radioativo para rastrear o fluxo de sangue no cérebro. Pela barganha de alguns milhares de dólares, há clínicas nos Estados Unidos que lhes fornecem um desses scans de SPECT e usam a imagem para ajudar a diagnosticar seus problemas. Esses scans, as clínicas dizem, podem ajudar a prevenir Mal de Alzheimer, solucionar problemas de vício e de dieta, superar conflitos matrimoniais, e tratar, é claro, uma variedade de distúrbios mentais desde depressão para ansiedade e TDAH. Isso parece ótimo. Muitas pessoas concordam. Algumas dessas clínicas estão lucrando dezenas de milhões de dólares por ano.

Só tem um problema. O amplo consenso na neurociência é que você não pode diagnosticar distúrbios mentais a partir de um único escaneamento cerebral. Mas essas clínicas trataram dezenas de milhares de pacientes até hoje, muitas delas crianças, e o imageamento por SPECT envolve injeção de radioativos, expondo as pessoas à radiação, que é potencialmente nociva.

Eu estou mais animada que a maioria das pessoas, como neurocientista, sobre o potencial da neurociência de tratar distúrbios mentais e até mesmo nos tornar melhores e mais espertos talvez. E se um dia pudermos dizer que queijo e chocolate nos ajudam a tomar melhores decisões, contem comigo. Mas não chegamos lá ainda. Nós não encontramos um botão de "comprar" no cérebro, nós não podemos dizer se alguém está mentindo ou amando apenas olhando seus scans cerebrais, e não podemos transformar pecadores em santos com hormônios. Talvez algum dia possamos, mas até lá, precisamos ter cuidado para não deixar que afirmações exageradas desviem recursos e atenção para a verdadeira ciência que é montar um quebra-cabeças muito maior.

Então é aqui que vocês entram. Se alguém tentar vender a vocês algo com um cérebro junto, não confiem apenas em suas palavras. Perguntem as questões complicadas. Peçam para ver as evidências. Perguntem a parte da história que não está sendo contada. As respostas não deveriam ser simples, porque o cérebro não é simples. Mas isso não nos impede de tentar entendê-lo, de qualquer forma.

Obrigada."

Créditos: Ted

Monday, December 17, 2012

Ginástica Cerebral

A ginástica cerebral é um método científico desenvolvido a partir de 160 pelo Dr Paul Dennison, Ph em educação pela Universidade da Califórnia. Em 40 anos de pesquisa, juntamente com toda uma equipe de especialistas, médicos, neurologistas, psicólogos  e professores, desenvolveu 32 exercícios que estimulam o cérebro. 

Ela integra os estudos da educação cinestésica (a ciência do movimento) com a pesquisa cerebral aplicada. O objetivo da técnica é ativar os dois lados do cérebro ao mesmo tempo: o direito ( criativo), o esquerdo (lógico), para aumentar a área de utilização, e assim melhorar a memória, aprendizado, concentração, criatividade, além de eliminar o stress. 

Os exercícios são muito simples e fáceis; qualquer pessoa de qualquer idade pode fazê-los, pois não apresentam  riscos nem contra indicações.

O instrutor da técnica no Brasil é o engenheiro químico, escritor, palestrante, Carlos Maurício Prado.


Créditos: Ginástica Cerebral 

Tuesday, September 11, 2012

Miguel Nicolelis

Médico e cientista lidera um grupo de pesquisadores da área de neurociência da Universidade Duke, no campo de fisiologia de órgãos e sistemas, na tentativa de integrar o cérebro humano com as máquinas (neuropróteses ou interfaces cérebro máquina). 

O objetivo das pesquisas é desenvolver próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia corporal. Nicolelis e sua equipe foram responsáveis pela descoberta de um sistema que possibilita a criação de braços robóticos controlados por meio de sinais cerebrais. 

O trabalho está na lista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts sobre as tecnologias que vão mudar o mundo.

Monday, July 16, 2012

A Ciência Da Mágoa

É o coração apenas um músculo para o bombeamento do sangue, ou algo mais que isto? 

Pode uma pessoa realmente morrer de um coração partido? Este documentário vai tentar encontrar respostas a estas perguntas.


Video 1:


Video 2:


Video 3:


Video 4:


Créditos: YouTube Channel

Monday, July 2, 2012

O Cérebro Tem Menos Neurônios Do Que Se Pensava

Conheça a anatonia do cérebro humano e entenda como os pesquisadores chegaram ao número de 86 bilhões de neurônios, em vez de 100 bilhões como se acreditava anos atrás.

Video 1:


Video 2: 10 dicas para turbinar o seu cérebro



1. Tome banho com os olhos fechados ou com a luz apagada
2. Faça tarefas com a mão que você usa menos
3. Quando for pro trabalho varie o trajeto que você faz
4. Ande de costas ou para os lados
5. Mude os objetos de lugar na mesa de trabalho
6. Quando você for comer em restaurante tente descobrir os ingredientes do prato
7. Quando você fizer refeições em casa use cômodos diferentes, quarto, sala ou cozinha.
8. Quando ler uma palavra pensar em outras 5 que comecem com a mesma letra. 
9. Ou pegar o dicionário e ler uma palavra nova a cada dia, depois tentar usar esta palavra nas conversas.
10. Memorize a lista de compras.


Créditos: FAPESP YouTube Channel
               Maicon YouTube Channel

Tuesday, February 14, 2012

Cientistas Descobrem Mecanismo Que Ajuda A Entender Alzheimer

Cientistas argentinos descobriram um mecanismo que fornece novos dados sobre o funcionamento da comunicação entre neurônios, o que pode a judar a compreender doenças como o Mal de Alzheimer.

Trata-se de um mecanismo fundamental para a formação, fortalecimento e funcionamentos das sinapses, ou seja, os pontos de comunicação entre os neurônios, explicou a Agência de Ciência e Técnica do Instituto Leloir, onde  a pesquisa foi desenvolvida.

A equipe identificou neste processo de comunicação pacotes de ARN mensageiro (responsável pela transferência de informação do DNA) temporariamente inativos, denominados de "focos de silenciamento de mensageiros" , explicou Graciela Boccaccio, chefe do Laboratório de Biologia Celular do Instituto Leloir.

Com a formação desses pacotes, o ARN mensageiro não pode cumprir sua função, que permite consolidar a comunicação entre neurônios para memória e aprendizagem.




Os cientistas também identificaram neste processo a proteina Smaug 1, que, quando bloqueada, produz um defeito sináptico grave e os neurônios não se desenvolvem completamente , de acordo com o estudo.

"Esses defeitos são muito similares aos observados em várias doenças neurodegenerativas", disse Boccaccio.

Para a pesquisadora, o estudo dá uma luz sobre como funciona o sinapse e pode ajudar a criar novos caminhos para entender doenças como o Mal de Alzheimer e a esclerose.

Durante o trabalho, publicado na revista "The Jornal of Cell Biology", os cientistas analisaram, neurônios do hipocampo, região do cérebro associada aos aspectos cognitivos.

Monday, December 5, 2011

Como A Meditação Pode Tratar Distúrbios Psiquiátricos



Em um novo estudo, exames de ressonância magnética mostram que meditadores podem ser capazes de 'desligar' áreas do cérebro associadas ao autismo e a esquizofrenia. 


Problema: A meditção pode auxiliar a lidar com o cancer, a conter a vontade de fumar e prevenir a psoríase. Além disto, sua capacidade de ajudar as pessoas a manter o foco tem sido associada com aumento da felicidade. Pode o entendimento do que acontece no cérebro, quando nós nos sentamos e focamos, nos levar também a pistas de como tratar distúrbios psiquiátricos?


Metodologia: Pesquisadores de Yale dirigidos pelo professor assistente de psiquiatria Judson A. Brewer utilizaram exames de ressonância magnética para escanear meditadores experientes e novatos enquanto eles praticavam diferentes técnicas de meditação.

Resultados: Meditadores experientes tiveram diminuição da atividade na rede neural em modo padrão do cérebro - áreas que estão associadas a distúrbios como ansiedade, déficit de atenção, hiperatividade e doença de Alzheimer. Quando esta rede estava ativa, regiões do cérebro associadas com a automonitoramento e controle cognitivo também estavam ativadas em meditadores experientes, mas não em novatos. Isto sugere que os meditadores treinados podem ser capazes de simultaneamente monitorar  e suprimir o surgimento de pensamentos sobre o 'eu' e a vontade de sonhar acordado. Em formas patológicas, esses estados são ligados a doenças como autismo e esquizofrenia.


Conclusão: Meditadores experientes parecem ser capazes de 'desligar' áreas do cérebro associadas com devaneios e distúrbios psiquiátricos - tais como autismo e esquizofrenia.

Implicações: Meditadores experientes podem ter desenvolvido uma rede em modo padrão menos autocentrada a qual potencialmente poderia ser explorada em aplicações clínicas. "A preocupação com os pensamentos sobre si é uma marca registrada de muitas formas de doença mental , e a a meditação parece afetar esta condição", disse Brewer em um comunicado. "Isso nos da algumas pistas boas de como os mecanismos neurais nesta situação poderiam estar trabalhando clinicamente."

Fonte: O estudo completo, "A Experiência da Meditação Está Associada a Diferenças de Atividade e Conectividade na Rede em Modo Padrão" (tradução literal), foi publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences, November 23, 2011.





Obs: DMN – Default Mode Network – Rede em Modo Padrão ou Rede neural em estado padrão. A DMN e conhecida como uma rede de regiões do cérebro que são ativadas conjuntamente quando o indivíduo não está focado no mundo exterior  e o cérebro está em repouso vigilante ( ou em Alerta durante o repouso) . Pensava-se que o cérebro simplesmente “desligava”. Sabe-se, hoje, através de estudos de ressonância funcional que este “repouso” e um processo ativo com participação de estruturas cerebrais específicas. 

Video Meditação: Observing



Mosen on Vimeo

Sunday, December 4, 2011

Por Que Somos Felizes?

Dan Gilbert, autor de " Stumbling on Happiness" (Tropeçando na Felicidade), contesta a idéia de que seremos infelizes se não tivermos o que queremos. Nosso 'sistema imunológico psicológico' permite que sejamos felizes mesmo quando as coisas não são como planejamos.


Video Filmado em 2004 é muito elucidativo.




Legendado em português


Fonte: TED
Daniel Gilbert

Sunday, July 17, 2011

Genética e Crime



Cuidadosamente, criminologos voltam a estudar até que ponto características que induzem a criminalidade podem ser transmitidas de pai para filho.


O uso da biologia para explicar o comportamento de criminosos tem sido rejeitado por criminólogos que preferem ignorar a genética e se concentrar em causas sociais: miséria, vícios corrosivos, armas. Agora que o genoma humano foi sequenciado e cientistas estão estudando a genética de áreas tão variadas como alcoolismo e afiliação política, os criminologos estão cuidadosamente retornando ao assunto. Um pequeno quadro de especialistas está explorando como os genes podem aumentar o risco de se cometer um crime e se tal traço pode ser herdado.

“Durante os ultimos 30 ou 40 anos, a maioria dos criminólogos não podia dizer a palavra ‘genética’ sem cuspir”, diz Terrie E. Moffit, cientista comportamental da Universidade de Duke. “Hoje as teorias modernas mais convincentes sobre crime e violência envolvem ambos os temas sociais e biológicos”.

John H. Laub, diretor de um instituto de criminologia, que ganhou o Premio Esto­­colmo de Criminologia esse mês, se esforça para enfatizar que os genes são governados pelo ambiente, que pode ou amenizar ou agravar impulsos violentos. Muitas pessoas com a mesma tendência à agressão jamais darão um soco em alguém, enquanto outros sem ele podem ter uma carreira no crime.

O assunto ainda levanta questões éticas e políticas sensíveis. Será que uma predisposição genética deveria influenciar os vereditos? Será que testes genéticos poderiam ser usados para adaptar os programas de reabilitação a criminosos individuais? Será que adultos e crianças com um marcador biológico para violência deveriam ser identificados?

Todo mundo na área concorda que não existe um “gene do crime”. O que a maioria dos pesquisadores está procurando são traços herdados relacionados a agressão e comportamentos antissociais, que podem, por sua vez, levar ao crime violento. Não espere que alguém vá descobrir como o DNA de alguém pode identificar o próximo Ber­nard L. Madoff [um dos maiores fraudadores da história dos EUA].

Um gene que foi ligado a violência regula a produção da monoamina oxidase Aenzima, que controla a quantidade de serotonina no cérebro. Pessoas com uma versão do gene que produz menos dessa enzima tendem a ser significativamente mais impulsivas e agressivas, mas, como Moffitt e seu colega Avshalom Caspi descobriram, o efeito do gene e ativado por experiências estressantes.


Steven Pinker, professor de psicologia de Harvard cujo próximo livro, “The Better Angels of Our Nature” [“Os melhores anjos de nossa natureza”, em tradução livre] defende que seres humanos se tornaram menos violentos ao longo dos milênios, sugere que o me­­lhor modo de se pensar sobre genética e crime e começar pela natureza humana e en­­tão observar o que causa a ati­­vação ou não de um traço em particular.

Ele mencionou um dos maiores fatores de risco que levam ao crime: permanecer solteiro em vez de casar-se, uma ligação descoberta por Laub e Robert J. Sampson, um sociólogo de Harvard que foi covencedor do Prêmio Es­­tocolmo. O casamento pode servir como uma chave que redireciona as energias masculinas para serem investidas nu­­ma família em vez de em competição com outros ho­­mens, Pinker afirmou.

Novas pesquisas tem se focado no autocontrole, além da frieza e falta de empatia, traços regularmente en­­volvidos na decisão de se cometer um crime. Como com outros traços de personalidade, crê-se que eles tenham componentes ambientais e genéticos, embora o grau de herdabilidade seja discutível.

Entre os achados de um estudo a longo prazo com 1.000 bebês, em 1972, numa cidade da Nova Zelendia, Moffit e seus colegas recentemente relataram que quanto menor o autocontrole exibido aos 3 anos de idade, maior a probabilidade de que ele ou ela cometa um crime mais de 30 anos depois. Entre as criancas, 43% das que obtiveram uma avaliação abaixo de 20% em autocontrole foram mais tarde condenadas por algum crime. Já entre as que tiveram avaliações mais altas, o indice ficou em 13%.

Mas uma predisposição não é predestinação. “Saber que algo e herdado de modo algum nos diz qualquer coisa sobre se isso pode melhorar mudando ou nao o ambiente,” diz Moffit. “Por exemplo, o auto-controle e muito parecido com a altura, variando amplamente ao longo da po­­pulação humana e sendo altamente herdável, mas se uma intervenção eficaz como uma melhor alimentação for aplicada a toda a população, en­­tão todo mundo se torna mais alto que a geração anterior”, explica o pesquisador.

Sampson insiste que as ques­­tões mais interessantes sobre crime, sobre o porque de algumas comunidades terem uma criminalidade maior que ou­­tras, não são nem um pouco rastreáveis pela genética. “Quanto mais sofisticada a pesquisa genética, mais ela apontará para a importância do contexto social”.

            Gazeta do Povo : Mundo

Sunday, February 27, 2011

Área Do Cérebro Que Processa Leitura Dispensa Visão

A parte do cérebro considerada responsável pelo processamento visual de texto pode não precisar da visão, relatam pesquisadores na revista "Current Biology".

A região, onde se processa a formação de palavras, processa palavras quando pessoas com visão normal lêem. Porém, pesquisadores descobriram que ela e igualmente ativada quando cegos lêem em braile.

"Não importa se as pessoas estão lendo com os olhos ou os dedos", disse Amir Amedi, neurocientista da Universidade Hebraica de Jerusalem e um dos autores do estudo. "De um jeito ou de outro, elas estão processando palavras."

A pesquisa refuta a crença, amplamente divulgada em livros didáticos, de que o cérebro e um órgão sensorial onde varias regiões conduzem atividades de diferentes sentidos como visão, audição e tato.


 Em vez disso, Amedi afirma que o cérebro e uma máquina de tarefas. "O que sugerimos e que esta área constrói o formato das palavras, mesmo que a chamemos de área da formação visual de palavras", disse ele.

 Amedi e seus colegas realizaram exames funcionais de ressonância magnética em oito adultos com cegueira congenita, enquanto eles liam em braile. 


 Ele e seus colegas pertencem a uma pequena comunidade de neurocientistas que tentam demonstrar que as regiões do cérebro são multissensoriais. Embora a teoria ainda não seja amplamente reconhecida, ela começou a ganhar aceitação na última década. 

"Esperamos que este artigo seja mais um passo para convencer as pessoas", disse Amedi. "Porém, nem mesmo dez artigos seriam o bastante para alterar os livros didáticos. Isso pode levar mais uma década, ate que possamos provar que nao deixamos passar nada." 


Monday, January 31, 2011

Como O Cérebro Funciona Em Improvisação Musical

O músico e pesquisador Charles Limb se perguntava como o cérebro funciona durante a improvisação musical – então ele colocou jazzistas e rappers num scanner funcional de MRI (imagem de ressonância magnética) para descobrir. O que ele e sua equipe desvendaram tem implicações profundas na compreensão da criatividade de todos os tipos.


Clique em subtitles para escolher português do Brasil.


As perguntas do final do video:


O que é genio criativo? 
Por que o cérebro busca a criatividade? 
Como podemos adquirir a criatividade? 
Quais os fatores que pertubam a criatividade? 
O comportamento criativo pode ser aprendido?


Fonte: Ted

Wednesday, February 3, 2010

Os Neurônios Que Moldaram A Civilização

O neurocientista Vilayanur Ramachandran delineia as fascinantes funções dos neurônios-espelho. Descobertos recentemente, esses neurônios nos permitem aprender comportamentos sociais complexos, alguns dos quais constituiram os fundamentos da civilização humana como nós a conhecemos.




Fonte: Ted


Para assistir outro video com o Dr Ramachandran clique aqui

Wednesday, January 27, 2010

Estudo Sobre O Cérebro Amando

Por que nos desejamos tanto amor, até mesmo ao ponto de morrer por ele?


Para aprender sobre nossa necessidade real e física do amor, Helen Fisher e seu time de pesquisa fizeram ressonância magnética de pessoas loucamente apaixonadas , de pessoas que acabaram de levar um fora e de pessoas ainda apaixonadas apos 20 anos de casamento.


Video: (abrir o menu " view subtitles " para se ter as legendas em português.)



Fonte : Ted


Dr Helen Fisher

Monday, September 28, 2009

Mensagens Subliminares Negativas Funcionam

As pessoas podem perceber mensagens subliminares, em especial se a mensagem for negativa, de acordo com um estudo britânico.

Em três experimentos na University College de Londres, palavras disfarçadas foram brevemente mostradas aos participantes para que classificassem-nas como emocional ou neutral.

O estudo, publicado na revista Emoção, diz que sermos capazes de reagir a estímulos extremamente pequenos nos ajuda a evitar o perigo e pode ser proveitoso em marketing .

Mas os críticos dizem que não há provas de que isto funcionaria fora de um laboratório.

Professora Nilli Lavie, do University College London, mostrou aos 50 participantes uma serie de palavras em uma tela de computador.

Cada palavra apareceu na tela por apenas uma fração de segundo - tempo muito rápido para que os participantes pudessem ler a palavra conscientemente.

As palavras eram positivas (por exemplo, alegre, flores, paz), negativas (por exemplo, agonia, desespero, homicídio) ou neutras (por exemplo,caixa, orelha, chaleira).

Depois de cada palavra, os participantes tiveram de escolher se a palavra era neutra ou emocional (positiva ou negativa) e o modo de como eles estavam confiantes de suas decisões.

Os pesquisadores descobriram que os participantes responderam mais corretamente quando responderam a palavras negativas, mesmo quando se acreditava que eles estavam apenas adivinhando a resposta.

Eles foram capazes de classificar com precisao 66% das palavras negativas, em comparação a 50% das positivas.

"Vantagens Evolutivas"

Professor Lavie disse: "Nós mostramos que as pessoas podem perceber o valor emocional de mensagens subliminares e demonstramos conclusivamente que as pessoas estão muito mais sintonizados com palavras negativas.

"Claramente, há vantagens evolutivas ao responder rapidamente a informação emocional.

"Nós não podemos esperar que a nossa consciência comece a ter um efeito se vermos alguem correndo em nossa direção com uma faca ou se dirigirmos sob condições de chuva ou nevoeiro e vermos um sinal alertando 'perigo '.

A propaganda subliminar não é permitida na televisão no Reino Unido.

Mas o professora Lavie disse que seu trabalho poderia ser aplicado a campanhas de marketing: "As palavras negativas podem ter um impacto mais rápido -"Kill Your Speed " ( neutralize sua velocidade ) deve funcionar melhor do que " Slow Down " (diminua a velocidade )".

"As qualidades negativas de um concorrente podem agir em um nível subconsciente e produzir um efeito muito mais real do que gritar sobre seus próprios pontos de venda, e isto e mais controversal."

Mas o psicólogo de marketing, Paul Buckley, da Cardiff School of Management, disse que não havia provas de que as mensagens subliminares funcionassem no mundo real: "De um ponto de vista prático, isso provavelmente não reflete o que aconteceria na vida real.

"Certamente muitos países ao redor do mundo tem legislação para proibir que mensagens subliminares sejam utilizadas na televisão e ninguem ainda foi capaz de apontar qualquer situacao em particular em que uma mensagem subliminar funcionou."

O estudo foi financiado pelo Wellcome Trust.

Fonte : BBC Health

Monday, September 21, 2009

Pacientes Em Estado Vegetativo Podem Aprender

Pacientes com danos graves no cérebro que não parecem ter sinal de consciência ainda tem capacidade de aprender, segundo um estudo da Universidade de Cambridge.

Pesquisadores fizeram testes com 22 pessoas em estado vegetativo permanente. Os cientistas faziam soar um barulho antes de soprar nos olhos das pessoas.

Ao ouvir o barulho, algumas pessoas demonstravam que estavam antecipando o sopro, ao mexer com os músculos próximos aos olhos antes de terem seus olhos soprados.
A equipe espera, com ajuda do teste, descobrir quais pacientes tem maiores chances de se recuperar, segundo pesquisa publicada na revista científica Nature Neuroscience.

Consciência

O pesquisador Tristan Bekinschtein, da Universidade de Cambridge, disse que havia um consenso de que os pacientes so conseguiriam ligar um fenômeno ao outro – o barulho ao sopro – se estivessem conscientes dos fatos.

Mas o estudo, onde 70 sopros foram dados em 25 minutos, mostrou que este tipo de reação condicionada e possível até em pacientes que não estão conscientes, pelas medidas convencionais dos cientistas.

Eletrodos posicionados nos olhos detectaram o movimento dos músculos.

Uma experiência semelhante com pessoas sedadas com anestesia geral não obteve as mesmas respostas, sugerindo que os pacientes em estado vegetativo podem ter algum nível de consciência que não e medido por testes convencionais.

Para Bekinschtein, os pacientes que responderam aos estímulos sonoros antecipando o sopro tem maior probabilidade de se recuperar. Segundo ele, 80% dos pacientes que responderam ao barulho tiveram algum tipo de evolução no seu estado.

Os cientistas preparam agora um grande teste do tipo com pacientes nos Estados Unidos e na Bélgica.

"Estes eram experimentos pavlovianos clássicos e alguns pacientes, mas não todos, responderam", disse o cientista.

"Eles estavam claramente antecipando o estimulo que viria, então existe algum tipo de percepção. Do ponto de vista do paciente que esta supostamente inconsciente isso pode ter implicações profundas."

Monday, August 17, 2009

Bebê Usa Mesma Área Cerebral Para Realizar Ação E Aprendê-la

O olhar de espanto nos olhos de uma criança enquanto assiste a uma cena corriqueira sugere que muita atividade cerebral ocorre enquanto eles observam. Novas pesquisas confirmam que isso e mais intenso do que se imaginava. Em recentes pesquisas, cientistas mostraram que quando bebês de nove meses de idade assistem a uma pessoa pegando um objeto, a região responsável pela capacidade motora do seu cérebro fica ativada como se os bebês estivessem, eles mesmos, pegando o objeto.


Esta característica da atividade cerebral na primeira infância se da provavelmente devido a capacidade dos chamados 'neurônios espelho' que entram em funcionamento tanto quando se realiza uma ação quanto quando se observa outros realizarem uma ação semelhante. A presença de tais neurônios, porém, só foi identificada diretamente em macacos até hoje.


Até o primeiro ano de vida, os bebês utilizam a área do seu cérebro que está envolvida em suas próprias habilidades motoras para ajudá-los a perceber as ações de outras pessoas - disse Victoria Southgate, pesquisadora do Centro para o Desenvolvimento Cerebral e Cognitivo da Universidade de Londres, em entrevista ao site Livescience.


Southgate e seus colegas acompanharam a atividade cerebral de 15 crianças de nove meses de idade a fim de registrar essa atividade enquanto os pequenos estavam realizando ou assistindo a realização de uma atividade. Esse acompanhamento foi realizado por meio de eletrodos colocados nas cabeças das crianças e conectados em maquinas de eletroencefalograma.


Na primeira experiência, os bebês foram sentados em frente a um palco de bonecos com âas cortinas fechadas. Logo, uma garra mecanica aproximou um brinquedo da criança através da cortina. Depois que o bebê brincava um pouco com o objeto, um dos pesquisadores pegava o brinquedo de volta.


Na segunda experiência, as cortinas se abriam e revelavam um pequeno objeto no chão do palco. Apos menos de um segundo, a mão de um dos pesquisadores agarrava o objeto e o removia da cena através da cortina.


Os eletroencefalogramas mostraram que a atividade no ceérebro do bebê quando o cientista agarrava o objeto era semelhante a atividade encontrada enquanto o bebê realizava o movimento em direção ao brinquedo. Alem disso, nos ensaios posteriores - depois que os bebês já haviam observado o pesquisador pegar o brinquedo uma vez - a mesma atividade cerebral podia ser observada mesmo antes que o cientista realizasse a ação pela segunda vez.


O fato de que a atividade cerebral em bebês e 'preditiva' - que ocorre quando o bebê pode prever que alguem vai pegar um objeto - sugere que os bebes (e provavelmente tambem os adultos), utilizam seu próprio sistema motor a fim de descobrir como as ações de alguém irão desdobrar-se. Pelo acesso a informação de como você, por exemplo, alcancaria o objetivo de pegar um objeto, você pode fazer uma boa previsão sobre como alguém poderia fazer isso também - disse Southgate ao LiveScience.


Essa informação pode ajudá-lo a responder a ação da outra pessoa, digamos, para interceptar os seus movimentos e pegar o objeto para você, acrescentou Southgate. E a atividade cerebral pode ser um dos primeiros passos de um bebê no mundo social.


Para os bebês, este tipo de atividade cerebral pode formar a base da sua capacidade de começar a participar em atividades de colaboração com os outros, o que e provavelmente uma parte importante no seu processo de aculturação - disse Southgate.


Fonte: JB Online

Thursday, July 23, 2009

Plasticidade Cerebral

O neurocientista Michael Merzenich fala sobre um incrível poder do cérebro: sua habilidade de se reconectar de maneira ativa. Ele estuda maneiras de aproveitar a plasticidade cerebral para melhorar nossas habilidades e recuperar funções perdidas.

Video:


Fonte: Ted

Thursday, May 21, 2009

Exame Determina A Dose Correta De Medicamento Psiquiátrico

Um exame que mostra como e o comportamento de duas enzimas responsáveis pelo controle do metabolismo e a distribuição de medicamentos pelo organismo ajuda a determinar a dose certa de remédios para cada paciente. 


O exame, que já existe no exterior, foi elaborado no Brasil pelo Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e promete revolucionar a área, além de ser o primeiro passo para o caminho da medicina personalizada.

O diretor do laboratório, Wagner Gattaz, explicou que o indivíduo pode ter três reações ao medicamento prescrito pelo médico: que o remédio faça bem e o paciente melhore; que o medicamento não faça efeito; e que melhore, mas sofra efeitos colaterais. Segundo ele, essas diferenças são geneticamente determinadas pelas enzimas CYP2D6 e CYP2C19, mapeadas pelo exame.

O teste funciona com uma pequena amostra de sangue, mas e complexo, com vários passos, e é um procedimento de alta tecnologia. Como esse teste é feito aqui no nosso laboratório, conseguimos fazer um teste eficaz, exato, mas a um custo inferior ao que se comercializa no exterior. Ele permite classificar as pessoas entre aquelas que metabolizam normalmente os medicamentos, aquelas que metabolizam muito rápido e aquelas que metabolizam muito devagar.

Gattaz afirmou que com o resultado do exame e possível orientar o médico a respeito da dose necessária para cada paciente, a chamada medicina personalizada, dedicada a características de cada um.

Pessoas que metabolizam muito rápido vão precisar de uma dose maior e o contrário, aquelas que tem o metabolismo lento podem ter a dose reduzida para filtrar os efeitos colaterais, deixando apenas os efeitos terap~euticos desejáveis no tratamento.
O médico disse ainda que o teste já esta sendo oferecido aos pacientes do instituto, mas por ser caro, ainda não e coberto pelo Sistema Unico de Saúde (SUS).

Nossa esperança e de que em breve a utilidade desse teste seja reconhecida e que o SUS passe a cobrir seus custos. Isso permitira que a grande massa da populaçãao possa usufruir desse progresso.

Para o diretor do Departamento de Psiquiatria da Santa Casa de São Paulo, Sergio Tamai, a utilização do exame no Brasil e muito positiva e importante, porque em pessoas diferentes as dosagens podem variar em ate quatro vezes. Ele ressaltou que esse exame tem aplicação nao so na área psiquiátrica, mas em outras.

Importa o quanto a medicação fica circulando no sangue e atinge os órgãos. Isso porque a maior parte das drogas e medicações e eliminada pelo fígado em mais de 50% e a velocidade com que esses medicamentos sao metabolizados e determinada pelos genes. 

Além disso, podemos pensar nos efeitos colaterais. E positivo ainda nos casos de medicações nas quais o efeito terapêutico está muito próximo do efeito tóxico - afirmou.

O diretor adjunto da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (Abre), Jose Alberto Orsi, contou que toma três medicamentos diferentes depois de sete anos tentando descobrir qual seria o melhor remédio e a dose mais adequada.

Não fiz nenhum teste até hoje e saber que existe esse tipo de teste me deixa surpreso. Eu faria esse teste, sem duvida alguma. Apesar de ser caro, o custo que se tem de uma medicação não acertada supera muito qualquer valor de um exame.