Showing posts with label nutricao. Show all posts
Showing posts with label nutricao. Show all posts

Wednesday, July 30, 2014

Monday, June 17, 2013

Plantástico

Verdes, frondoso e muitas vezes deliciosos. Plantas estão ao nosso redor e fazem o ecossistema funcionar.

Ouça o que o jardineiros Ron Finley tem a dizer sobre a tática de jardinagem no sul de Los Angeles. 

Video:


Para as legendas em português clicar, após o video iniciar, no segundo ícone à direita, primeiro em "on" para que as legendas comecem e depois escolher a lìngua.

Fonte: Ted
          The Guerrila Gardening


Friday, April 12, 2013

Por Um Mundo Mais Vegetariano




Sabemos que na Suiça fazendeiros criam animais de estimação para consumo próprio. O Parlamento suiço rejeitou alterar as leis para proteger os animais para consumo humano em 1993.
Uma ativista do grupo de bem-estar dos animais, Edith Zellweger, disse que é inadmissível algo como isso. "Como pode uma sociedade sem escrúpulos autorizar que o homem coma seu melhor amigo?" indagou.







Video: Uma Fazenda Para o Futuro: Expõe problemas enfrentados/criados por fazendeiros que criam animais e as novas soluções como permacultura.


Thursday, January 17, 2013

O Mundo Segundo A Monsanto

O documentário de Marie Monique Robin, renomada jornalista investigativa, traz depoimentos de cientistas, políticos e advogados sobre a maior empresa de biotecnologia do mundo. A Monsanto produz 90% dos transgênicos plantados no mundo e é líder no mercado de sementes. A obra expõe relações políticas da multinacional com o governo de Bill Clinton e com o gabinete do ex premier Tony Blair.

Maria Monique viajou à Grã Bretanha, Índia, México, Paraguay, Vietnã, Noruega e Itália buscando informações, contudo a Monsanto se negou a dar entrevista a ela.

Em 2007, já haviam mais de 100 milhões de hectares plantados com sementes modificadas, metade nos EUA e o restante em países emergentes como Argentina, China e Brasil.

A Monsanto atua fortemente no Brasil, sobretudo com a produção de transgênico. Ela tem 36 unidades distribuídas por 12 estados - Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins e Distriro Federal. São 19 unidades de pesquisa, 8 unidades de processamento de sementes, 2 unidades de produção de herbicidas, 3 unidades de vendas, 1 unidade de distribuição e 3 escritórios administrativos.



O artigo "Intoxicação E Morte Por Agrotóxicos No Brasil" da professora Larissa Bombardi publicado no Boletim Dataluta, Unesp 09/2011 traz:

"O Brasil, como é sabido, alcançou em 2009 o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos, embora não sejamos, como também é sabido, o principal produtor agrícola mundial. 

As indústrias produtoras dos chamados “defensivos agrícolas” – aliás uma expressão eufemística, que escamoteia o verdadeiro significado daquilo que produzem: veneno – tiveram, segundo o Anuário do Agronegócio 2010 (GLOBO RURAL, 2010), uma receita líquida de cerca de 15 bilhões de reais. 

 Deste total, 92% foram controlados por empresas de capital estrangeiro: Syngenta (Suíça), Dupont (Estados Unidos), Dow Chemical (Estados Unidos), Bayer (Alemanha), Novartis (Suíça), Basf (Alemanha) e Milenia (Holanda/Israel), apresentadas na seqüência por receita líquida obtida. Vale mencionar que nestes dados não estão incluídos as informações da receita da Monsanto - fabricante do glifosato “round up”, herbicida vendido em larga escala no Brasil e popularmente conhecido como “mata-mato”, o que nos permite afirmar que este número é sem dúvida muito maior. 

A Syngenta, por exemplo, que ocupa o primeiro lugar no rankeamento do setor, está instalada em 90 países, com cerca de 24 mil funcionários, dos quais, 4 mil no Brasil. Nos últimos cinco anos sua receita, em dólares, triplicou no país. (ANUÁRIO DO AGRONEGÓCIO, GLOBO RURAL, 2010). 

Estas pequenas informações dão indícios do que significa, atualmente, a internacionalização da agricultura. A agricultura brasileira é, sem dúvida, monopolizada pelo capital internacional. 

A expressão monopólio, neste caso, aparece mais vívida do que nunca: Estados Unidos, 
Suíça e Alemanha, juntos, através de suas empresas, controlam 70% da venda de agrotóxicos no Brasil. 

... Considerando que o Brasil consome 84% dos agrotóxicos vendidos à América Latina (PELAEZ, 2011) – e, considerando ainda que o setor de agroquímicos está oligopolizado por 6 grandes marcas, a saber: Monsanto, Syngenta/Astra Zeneca/Novartis, Bayer, Dupont, Basf e Dow – o que temos é um grave processo de subordinação da renda da terra ao capital internacional, melhor diríamos, ao capital oligopolista internacional."

Esclarecendo

PCBs: Bifenilos Policlorados constituem uma classe de compostos organoclorados resultantes da adição de átomos de cloro ao bifenilo.

Identificação dos Riscos

A exposição de organismos aos PCBS ocorre através da ingestão e contato direto com a água, alimentos e sedimentos contaminados e também pela inalação. A taxa de assimilação dos PCBs depende do número de número de átomos de cloro e a sua distribuição na molécula. 

O efeito mais comum de exposição aos PCBs é o cloroacne, uma escamação dolorosa que desfigura a pele, semelhante a acne. 

Essas substâncias quando dentro do organismo dos seres vivos são transportados pela corrente sanguínea até aos músculos e fígado. 

E por serem extremamente lipofílicos, tendem a acumular-se nos tecidos adiposos viscerais onde, estimulando as enzimas hepáticas, causam alterações na função do fígado. 

Nos seres humanos além do cloroacne, são observados os seguintes efeitos: hiperpigmentação, problemas oculares, elevação do índice de mortalidade por cancro do fígado e vesícula biliar, dores abdominais, tosse crónica, irregularidade menstrual, fadiga, dor de cabeça e nascimentos prematuros com deformações.

Mais Evidências da Letalidade do Glifosato Para Vertebrados:

O Departamento de Herpetologia (estudo de reptéis e anfíbios) da Sociedade Científica Arazandi, no País Basco, analisou os efeitos do herbicida glifosato (principal ingrediente ativo do Roundup, da Monsanto, usado nas lavouras transgênicas Roudup Ready - RR), sobre espécies de anfíbios que ocorrem na Europeus. 

Os resultados não deixam margem para dúvidas: doses menores do que as recomendadas pelos fabricantes produzem uma mortalidade absoluta para as 10 espécies estudadas.

O glifosato é um dos herbicidas sistêmicos não seletivo (mata qualquer tipo de planta) mais empregados no mundo e a Organização Mundial de Saúde o classifica como levemente tóxico para humanos.

No Brasil, várias das formulações registradas a base de glifosato têm classificação toxicológica IV (Pouco Tóxico), e a maioria delas tem classificação ambiental III, numa escala de I a IV em que I representa o maior perigo para o meio ambiente e IV o menor. Existe, entretanto, uma crescente controvérsia a respeito da segurança do produto tanto para a saúde como para o meio ambiente.

Fontes:










Tuesday, January 8, 2013

O Veneno Está Na Mesa

Este documentário lançado em 2011 alerta sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura brasileira, agentes químicos fornecidos por empresas como BASF, Bayer, Dupont, Monsanto entre outras. 

Muitos dos venenos produzidos por estas empresas foram banidos em vários países de todos os continentes, mas no Brasil continuam em uso, inclusive pelos pequenos agricultores, que são obrigados a usar sementes transgênicas e pesticidas para conseguir crédito junto aos bancos.

O filme de apenas 50 minutos faz parte da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Ele nos dá uma noção bem abrangente da gravidade do assunto, apontando os riscos ambientais e de saúde pública, além dos históricos interesses econômicos da iniciativa pública e  privada neste setor. Confira:



A seguir entrevista de Luiz Cláudio Meirelles publicada no site da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio ( EPSJV/Fiocruz ) em 29/11/12 feita por Viviane Tavares.

'Com a minha saída da Anvisa, o que fica de mais relevante não é a perda do cargo, mas sim que a saúde pode ficar fragilizada'

Há 12 anos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o gerente-geral Luiz Cláudio Meirelles foi exonerado no dia 14 de novembro/12 após ter denunciado irregularidades no processo de liberação de seis agrotóxicos. De acordo com Meirelles nesta entrevista, a sua saída deve ser encarada como a suscitação do debate sobre saúde e que, a partir de agora, os movimentos sociais e pessoas relacionadas à saúde em geral devem estar em estado de vigilância sobre o tema e na atuação da Agência daqui para frente.

Qual era a atuação do Sr. na Anvisa?

Fui cedido para a Anvisa em 1999 pela Fiocruz e participei da criação da Agência. Em agosto do mesmo ano assumi a gerência de análise toxicológica e, em 2008, o cargo de gerente-geral de toxicologia (GGTox). Basicamente, quando a gente pensou na organização da GGTox, era estruturar toda parte de avaliação toxicológica e fortalecer esse tipo de análise no Brasil com base no que a lei determina. Já existia uma portaria e algumas leis e o princípio maior que norteou o nosso trabalho foi exatamente dar concretude a essa legislação. O nosso objetivo principal era avaliar a segurança destes produtos, desde o trabalhador ao consumidor. O trabalhador entende-se aquele que trabalha na fábrica e o agricultor, já o consumidor os que consomem alimentos que podem estar contaminados por este tipo de produto que está sendo autorizado. O primeiro passo que foi dado foi descer o decreto 98816 - que é o decreto que regulamentava a lei de agrotóxicos - que revisamos e terminamos em 2001 e 2002 foi publicado o novo decreto 4074/02, reforçando e fortalecendo as exigências para a segurança no campo da saúde. Do ponto de vista regulatório isso foi um grande marco. De lá para cá, trabalhamos em vários outros regulamentos e com questões como os resíduos de embalagens, a coleta de dados, que é precária, a reavaliação toxicológica e muitas outras coisas. 

Como você foi descobrindo as fraudes?

Eu estava de férias e uma das minhas gerentes me ligou e falou que o pessoal do Ibama tinha falando que havia um produto sendo comercializado que nós autorizamos, mas que ainda estava na fila de autorização do Ibama. A minha gerente verificou o produto em nosso controle interno e ele constava em situação de análise. No passo a passo, o registro é feito pelo Ministério da Agricultura, mas para fazer isso ele se baseia em dois documentos : um da Anvisa - que é em forma de avaliação toxicológica - e o do Ibama - que é um parecer. A partir daí, o Ministério pode entrar com o parecer deles que é de eficácia agronômica, dar o número, fechar o processo, publicar e registrar o produto. 

Quando descobrimos essa falha fomos investigar e realmente existia um deferimento de produtos sem a necessária avaliação toxicológica. O nosso processo interno passa por várias etapas, mas vimos que algumas haviam sido puladas neste processo porque nem nota técnica tinha. Ele passou direto e foi gerado um documento de autorização, pulando a da avaliação toxicológica que é a fase mais importante, a razão de existirmos. 

Quando vimos as irregularidades, acendi o sinal vermelho porque trabalhava em confiança com todos os meus gerentes. Pedi para a gerente que mexe com toda a parte documental para levantar se haviam outros casos e encontrei mais quatro processos com situação parecida e quase perto da minha exoneração mais um. Existem processos inclusive com assinatura incompatível com a minha. A questão da falsificação da minha assinatura é grave, mas o mais grave é não ter passado pela avaliação toxicológica. 

Logo que descobrimos isso tudo no primeiro produto, congelamos o sistema interno, fizemos um backup e guardamos. A cópia está disponível agora no modo leitura. À medida que iríamos identificando o produto-problema, mandávamos um email para nossos superiores e suspendíamos o informe de avaliação toxicológica. Também encaminhei os ofícios ao Ministério da Agricultura, com cópia para o Ibama, notificando as decisões e solicitando as medidas adequadas. 

Qual foi a reação da Anvisa?

Ao descobrir, em agosto, minha primeira atitude foi encaminhar os fatos para o diretor da Coordenação de Segurança Institucional, que é diretor-adjunto do diretor-presidente, e informei também à Diretoria de Monitoramento. E a primeira atitude da Anvisa foi encaminhar para corregedoria interna que investiga as ações dos servidores. Mas, como tinha havido ente externo, com suspeita de favorecimento inclusive, tinha que ser mais rápido, o que não ocorreu. A Anvisa tomou a decisão de avisar ao Ministério Público e à Polícia Federal somente no dia 19 de novembro.

Como foi exoneração do seu gerente?

Solicitei ao diretor-presidente o afastamento do Gerente da GAVRI e isso ocorreu em 40 dias. Tomei esta atitude porque os problemas estavam relacionados às atividades de sua gerência. Mas não o acusei, apenas pedi para que me informasse o que tinha acontecido. Esse tipo de situação pode acontecer em qualquer lugar, mas o problema é não tomar atitude imediata porque isso fragiliza a instituição. A intenção era manter a credibilidade e não criar nenhum tumulto. A nossa credibilidade existe e eu não iria permitir que ela fosse abalada por uma questão pontual. 

Com a sua saída o movimento social perde?

O movimento social interage muito com a Anvisa e por isso que todo mundo nos abraçou, porque tem confiança no nosso trabalho. Sempre falei que minha gestão era compartilhada e esse comprometimento e profissionalismo as pessoas percebem. O que o movimento social veio me dizer é que com minha saída causou um sentimento de perda, porque quando você interage e ouve é diferente.

É claro que a minha saída pode ser aproveitada com o debate que suscitou. Agora é preciso ser vigilante e bem atuante lá dentro. Precisamos saber quem são as pessoas. Com a entrada do novo gerente-geral saberemos qual é o norte. Agora há coisas que temos que exigir como os processos transparentes, as reavaliações etc. É preciso entender a responsabilidade que é liberar um produto, porque uma vez liberado, as pessoas vão consumi-lo. Não adianta depois ficar só contando as vítimas. Outro fator de grande importância é saber resistir à pressão das empresas.

Como você avalia a sua exoneração e agora a Anvisa concordando com a sua denúncia?

Na minha carta está exatamente o que o diretor falou para minha gerência e para mim, já na nota dele liberada recentemente há informações contraditórias. Ele diz que minha exoneração não tem nada a ver com o caso e que eu mantive um gerente suspeito durante um tempo. Isso não é verdade. O gerente tinha capacidade técnica e gozava da minha confiança como todos os outros gerentes. No momento em que eu descobri, tomei as providências rapidamente e pedi a exoneração dele. Agora quando ele coloca isso no texto, se ele sabia que eu sabia, ele também não fez nada. Estou preparando um texto como resposta e vou juntar ao relatório de gestão para colocar no ar. Quando ele me demitiu foi alegando as razões como a denúncia ao Ministério Público e a outra é que encaminhei equivocadamente a exoneração do gerente. Mas eu procurei duas vezes o diretor-adjunto e respeitei a ordem hierárquica, com a firmeza de que nada seria negociado. 

E toda essa mobilização a seu favor?

A minha saída é pouco importante, o que fica de maior é mostrar que a saúde pode ficar fragilizada. E essa foi a leitura de todo o movimento social. A nossa gestão era compartilhada, não era um burocrata de governo. A gente interagia com universidades, com várias áreas da Fiocruz, com os movimentos sociais.

Qual será sua atuação agora na Fiocruz?

Voltarei para o Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (CESTEH) na ENSP e sei que tem um grupo muito forte e articulado dentro da Fiocruz de combate ao agrotóxicos. Vamos unir forças.


Fonte: Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida


Wednesday, December 12, 2012

Entrevista Com Dr Alberto Gonzalez

Médico cirurgião formado pela Universidade de Brasília, com mestrado e doutorado pelo Instituto de Pesquisa Cirúrgica de Universidade de Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha. É especialista em Nutracêutica pelo Hospital da Lagoa Prof. Célio Mendes, Rio de Janeiro e membro da Sociedade Alemã de Cirurgia.



Parte 2



Créditos: Dr Alberto Peribanez Gonzalez

              Videos Dr Alberto

Monday, October 15, 2012

Precisamos Dos Pesticidas Que Ingerimos?!

Brasil é negligente no controle de agrotóxicos

(Por Vanessa Fogaça Prateano)


O Brasil, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, é uma das nações mais atrasadas no controle de agrotóxicos. Dos 50 produtos químicos mais aplicados na agricultura, 22 são proibidos pela União Européia (EU) e Estados Unidos, mas continuam sendo largamente utilizados em território brasileiro, apesar dos riscos que oferecem à saúde.

Entre eles, agentes que causam cegueira, má formação fetal, câncer ( em especial os de tireóide e mama), pubeerdade precoce, problemas respiratórios e disfunções renais, de acordo com relatórios técnicos de várias entidades lançados neste ano e que corroboram alertas feitos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em anso anteriores. 

Desde 2008, a Agência nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta para a necessidade de vetar o uso dessas substâncias, mas somente agora, com o veto de países a produtos brasileiros cultivados com alguns agrotóxicos, é que a discussão ganhou corpo. A agência estuda proibir dez substãncias, além de quatro que já tiveram sua retirada do mercado aprovada. 

Nessa relação está o endossulfam, cujos efeitos foram primeiramente notados num vilarejo na Índia, onde 6 mil pessoas (cerca de 50% dos domicílios), a maioria crianças, apresentaram graves deformações físicas e neurológicas. O produto só deve ser banido em 2013, de acordo com a agência. Na EU, ele está proibido desde 1985. 

"Após a revolução verde [disseminaçao de práticas agrícolas, entre elas o uso de produtos químicos, que permitiu o aumento da produção nos anos 70], estamos vivendo a revolução vermelha. É um modelo químico-dependente que está causando um sério problema à saúde. Há evidências científicas disso há muito tempo", afirma o pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso Wanderlei Pignati, que coordenou um estudo sobre agrotóxicos que foi apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Sustentabilidade, a Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro.

 Além do Limite

A aplicação de agrotóxicos além do Limite Máximo de Resíduos (LMR) permitido de acordo com a legislação também preocupa porque gera um série de complicações em trabalhadores do campo e consumidores. Relatório de 2010 do Programa de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), da Anvisa, revelou que 28% de 2.488 amostras de alimentos analisadas continham substâncias autorizadas, mas acima do LMR, ou proibidas. De acordo com o Ministério da Saúde, o uso indiscriminado de agrotóxicos causou 7.677 casos de intoxicação no país em 2009. 

"O Brasil é hoje o maior consumidor mundial de agrotóxicos e existe muita pressão das empresas para que esse modelo seja mantido. Há um esforço da Anvisa para controlar e proibir essas substâncias, mas as empresas entram na Justiça para barrar a discussão", explica a assessora jurídica da organização Terra de Direitos, Ana Carolina Brolo de Almeida.

Em 2008, quando as discussões para a proibiçao das 14 substâncias se iniciaram, as empresas conseguiram suspender a publicação dos resultados dos estudos por dois anos. Em 2010, o processo foi retomado, mas devido ao atraso, as discussões não avançaram. A reportagem enviou perguntas por e-mail à Anvisa, mas o órgão não se pronunciou até o fechamento desta reportagem. 

Pulverização Aérea é Ineficiente 

Além de permitir o uso de substâncias que já são proibidas em países desenvolvidos, o Brasil adota outra prática banida pela União Européia desde janiero 2009; a pulverização aérea de plantações, que, no intuito de abranger a maior área possível de cultivo, também contamina o ar, solo, mananciais, estradas e até vilarejos a quilômetros de distância.

Tática de Guerra 

"É uma prática que lembra uma guerra[Vietnã], usar avião para despejar veneno. É preciso proibir essa prática o mais rápido possível", diz o médico e pesquisador Wanderlei Pignati, um dos maiores especialistas no assunto. A pesquisadora do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Isabel Fontes Jardim concorda. Uma tese de doutorado orientada por ela em 2009 mostrou que, além de prejudiar à saúde, a prática é ineficaz. "Somente 1% do produto aplicado atinge o alvo. Os 99% vão para o ar, água e solo". 

Especialistas em agrotóxicos e sua relação com doenças, a médica e pesquisadora da Universidade Federal do Ceará Raquel Rigotto diz que as normas brasileiras que determinam limites para a prática são ineficazes - como uma distância mínima de 500 metros para povoados e de 250 para mananciais. " Num ecossistema, isso [os limites] é muito pouco. Há vários aspectos que interferem, como os ventos, a temperatura, a umidade. Não há como controlar. Portanto, a prática precisa ser abolida." 



Estudo 

Pesticidas Causam Desequilíbrio no Organismo e Diversas Doenças 

Os malefícios dos agrotóxicos no corpo humano são conhecidos há pelo menos duas décadas, embora somente nos últimos anos pesquisadores tenham conseguido juntar um número suficiente de estudos para comprovar seu efeito cumulativo na saúde ao longo de anos de esposição. São casos agudos (intoxicação por pequenas doses, num curto espaço de tempo) ou crônicos, quando ocorre manipulação prolongada de várias substâncias ou ainda no ventre materno, o que interfere no desenvolvimento fetal e causa deformações incuráveis. 

Segundo o chefe do Setor de Endocrinologia do Hospital Evangélico de Curitiba, Mirnaluci Ribeiro Gama, tais substâncias químicas, chamadas de disruptores endócrinos, têm o poder de simular ou bloquear a ação dos hormônios produzidos pelo corpo, o que gera desequilíbrio metabólico e multiplicações celulares que podem levar ao câncer. "Glândulas como a tiróide, testículos e ovários, assim como o tecido adiposo, são os mais frequentemente acometidos", explica. 

Estrogênio 

Um exemplo, cita a médica, ocorre com os hormônios sexuais, em especial o estrogênio. Meninas expostas a agrotóxicos entram na puberdade antes do tempo. Substâncias presentes nesses agentes, chamadas de xenoestrógenos, enganam o organismo e simulam o papel do hormônio, induzindo as meninas a menstruar precocemente. A exposição ao estrogênio por um período maior do que o programado pela natureza também aumenta o risco de câncer de mama, já que este hormônio alimenta os receptores de estrogênio das células mamárias. 

Nos homens, foi comprovado o aumento de casos de infertilidade, devido à redução do número de espermatozóides em indivíduos expostos aos produtos. Os agrotóxicos também são uma das causas comprovadas do Mal de Parkinson, além de alguns casos de leucemia, linfomas e mielomas múltiplos. 

Exceção 

Desde 2008, 14 substãncias químicas estão na mira da Anvisa. Destas, quatro foram ou devem ser retiradas do mercado, mas nos demais casos, a discussão pouco avançou. Confira quais são as substâncias, o que causam, a situação atual sobre sua discussão e em que países já são proibidas: 

Abamectina 

Toxicidade aguda e suspeita de toxicidade reprodutiva. Ainda não foi discutida. A substãncia não é proibida pela União Européia. 

Acefato 

Neurotoxicidade, carcinogenicidade e toxicidade reprodutiva. Já houve consulta pública para seu banimento, mas decisão não foi publicada. União Européia. 

Carbofurano 

Alta toxicidade aguda e desregulação endócrina. Ainda não houve consulta pública. União Européia e EUA. 

Cihexatina 

Alta toxicidade aguda, carcinogenicidade para seres humanos, toxicidade reprodutiva e neurotoxicidade. retirado do mercado em novembro de 2011. União Européia, Japão, EUa e Canadá. 

Endossulfam 

Alta toxicidade aguda, desregulação endócrina e toxicidade reprodutiva. Será retirado do mercado em Julho de 2013. União Européia e Índia. 

Forato 

Alta toxicidade aguda e neurotoxicidade. Já houve consulta pública, mas não foi publicada decisão. União Européia e EUA. 

Fosmete 

Neurotoxicidade. Já houve discussão e produto será mantido no mercado com restriçõe. União Européia.

Glifosato 

Intoxicação (há solicitação de revisão da Ingesta Diária Aceitável (IDA) por parte de empresa registrante, necessidade de controle de impurezas presentes no produto técnico e possíveis efeitos toxicológicos adversos). Não houve consulta pública. Em revisão pela União Européia. 

Lactofem 

Carcinogênico. Não houve consulta pública. União Européia. 

Metamidofós 

Alta toxicidade e neurotoxicidade. Foi retirado do mercado em julho deste ano. União Européia, China e Índia. 

Paraquate 

Alta toxicidade aguda e toxicidade. Não houve consulta pública. União Européia. 

Parationa Metílica 

Neurotoxicidade, desregulação endócrina, mutagenicidade e carcinogenicidade. Já houve consulta pública, mas decisão não foi publicada. União Européia e China. 

Tiram 

Mutagenicidade, toxicidade reprodutiva e desregulação endócrina. Não houve consulta pública. EUA. 

Triclorfom 

Neurotixicidade, potencial carcinogênico e toxicidade reprodutiva. Retirado do mercado em 2010. União Européia. 

            Gazeta do Povo    
            Terra de Direitos
            Relatórios da Anvisa: http://migre.me/b78c3

Mais Informações: O Veneno Está Na Mesa




Circuito de Feiras Orgânicas em Curitiba:

Mercado Municipal - Setor Mercado Orgânico

Sábados pela manhã:
Jardim Botânico - Praça Itália
Passeio Público
Santa Felicidade - Praça Piazza San Marco
Praça da Ucrânia

Terças Feiras pela manhã:
Seminário - Rua João Argemiro de Loyola
Campina do Siqueira ( ao lado do terminal de ônibus )

Quartas Feiras pela manhã:
Emater - Rua da Bandeira 391 - 585
Praça do Expedicionário
Centro Cívico - Prefeitura

Quintas Feiras pela manhã:
Praça do Japão
Igreja do Cabral - Praça São Paulo da Cruz
Jardim das Américas - Rua Alcides Vieira Arcoverde 1225 ( das 8h às 17h )



Monday, September 24, 2012

Howard Shapiro

Howard Saphiro nos diz que devemos potencializar a nutrição vegetal  para combater a desnutrição e nos ajudar a resolver as crescentes necessidades alimentares.

Video:



Créditos:Ted Med
              Howard Shapiro

Wednesday, January 18, 2012

OGM : Jantando No Escuro : Comercial Americano

Video: Transcrição abaixo.




" Então, como está indo o wrestling ( estilo de luta ) Jeff?
  Eu sou a Katheling.
  Você deu o melhor de si querida. Isto está realmente muito bom!
  Sem rótulos em alimentos geneticamente modificados, você não tem como saber o que está comendo no jantar.
  Você tem o direito de saber o que tem na sua comida.
  Diga ao FDA ( Food and Drug Administration =  Administração Federal de Alimentos e Medicamentos nos Estados Unidos ) para rotular o GMO ( Organismo Geneticamente Modificado ).
  Querida, você deixou o forno ligado ?  "



          What´s on my food? Site que informa os resíduos de pesticidas nos alimentos

Wednesday, December 14, 2011

A Verdade Sobre As Vitaminas

Produzido pela BBC em parceria com alguns laboratórios e instituições médicas, o documentário "A Verdade Sobre as Vitaminas" (The Truth About Vitamins) mostra o que as vitaminas realmente fazem ao corpo. E revela ainda recentes pequisas mostrando que, longe de ser um inofensivo remédio natural, a vitamina pode se tornar uma droga poderosa com a capacidade de causar grandes estragos.

O video foi apresentado em Portugal portanto observe que a palavra 'constipação' é usada ao invés de 'resfriado'.


OBS:Constipação (Resfriado Comum): A palavra constipação significa na gíria médica obstrução, entupimento. Pode portanto ser corretamente aplicada tanto a um entupimento nasal como a um intestinal. 


Video Parte 1



Video Parte 2




Video Parte 3




Video Parte 4




Video Parte 5




Fonte:CognoscereNew

Tuesday, October 4, 2011

Importantes Questões Alimentares

Documentário "Food Matters" 


O documentário apresenta entrevistas com especialistas da area de saúde, que revelam as melhores escolhas de terapias naturais que voce pode fazer para a sua saude e a da sua familia. No filme voce descobrirá o que funciona, o que não funciona e o que está nos matando.


Video Parte 1


 


Video Parte 2


  


Video Parte 3


  


Video Parte 4


  


Video Parte 5


  


Video Parte 6






Creditos: Food Matters Tv         
                      
                   Food Matters YouTube
                 
                  CognoscereNew

Wednesday, September 28, 2011

Só Dieta A Base De Vegetais Reverte Doenças Cardíacas



Diga adeus a bifes, peixes, arroz branco e açúcar. Farinha e grãos, so integrais. Azeite de oliva, nem pensar.


Para o cirurgião americano Caldwell Esselstyn, 77, uma alimentação baseada em folhas, frutas, legumes e grãos integrais e o único jeito de evitar, deter e reverter doenças cardiovasculares.

Seu método, que vem sendo aperfeiçoado nos últimos 30 anos, e o tema do documentário "Forks over Knives" (trocadilho que quer dizer tanto "garfos sobre facas" quanto "garfos no lugar de bisturis"), lançado nos EUA e ainda inédito no Brasil.

O filme conta a história de pacientes de Esselstyn, médico da Cleveland Clinic (Ohio). Eles venceram problemas cardíacos e evitaram cirurgias ao adotar a dieta.


Para o cirurgião, que falou a Folha por telefone, a dieta extrema não e a que ele propoe, e sim a adotada pela maioria dos ocidentais. "Ela garante que milhões de pessoas serão submetidas a cirurgias de peito aberto. Vamos comer vegetais. E para isso que fomos criados."

Folha - O sr. diz que os problemas cardíacos se devem a alimentação. Não há outros fatores de risco envolvidos, como genética?
Caldwell Esselstyn - Se voce come a dieta tipica ocidental, cheia de carne, óleo e laticínios, você vai ver que, entre mil pessoas, algumas terao infarto aos 40, outras aos 50, outras aos 60, 70 ou 80. Voce pode dizer que, geneticamente, quem tem o infarto so aos 80 e mais forte para resistir a essa dieta extrema. Por outro lado, se todo mundo comer uma dieta baseada em vegetais, todos sao poupados.

Controlar os níveis de colesterol não e suficiente?
Ao pensar so em números, prestamos atenção a coisa errada. As pessoas tomam remédios para o colesterol mas ainda querem comer frango frito. O que funciona e o que entra pela sua boca.

Toda vez que voce come azeite, óleo, leite, manteiga, queijo, sorvete, iogurte e carne, voce machuca o delicado revestimento das artérias, o endotélio. Ele é um tapete mágico que produz uma molécula incrível chamada óxido nítrico, que e vasodilatadora e protege a parede dos vasos sanguíneos.

Autópsias de soldados que morreram na Guerra da Coreia e no Vietna, dos anos 50 a 70, revelaram que 80% dos jovens de 20 anos já tinham problemas coronários visíveis. As obstruções não eram suficientes para causar um infarto, mas estavam lá. Hoje, todos os jovens tem isso.

Sua dieta exclui o azeite de oliva, base da dieta mediterrânea. Ela está toda errada?
Está errada em recomendar azeite. Em Creta, ha 60 anos, as pessoas eram magras, comiam muitos legumes e frutas e um pouco de azeite. As desvantagens do azeite eram compensadas pela quantidade de vegetais.
Quando voce estuda o efeito do azeite com um teste de ultrassom da arteria braquial (no braco), que mede os danos ao endotélio, vemos que o óleo machuca os vasos.


Você chama as cirurgias e angioplastias de soluções mecânicas para um problema biológico. Esses procedimentos não adiantam nada?
Eles não chegam a ser soluções. A medicina tem evoluído no sentido de criar uma lista cara de remédios e de procedimentos perigosos, como a colocação de stents ["molas" inseridas em vasos obstruídos] e pontes de safena. Com o tempo, e preciso colocar outro stent, fazer outra ponte, tomar mais remédios, e, no fim, a pessoa morre do coração assim mesmo.

Os médicos, não sei o porque, passaram a acreditar que as pessoas não são capazes de mudar seu estilo de vida. Mas o problema e que eles não sabem como transmitir essa mensagem.

Quando trato alguém com doença cardíaca, fazemos um curso de cinco horas. O paciente vai entender o que causou a doença e o que ele deve fazer para reverte-la. No fim, oferecemos uma refeição a base de vegetais e uma apresentação de 1h15 sobre como comprar e preparar alimentos, ler rótulos e lidar com restaurantes e viagens.

A revolução da sauúe nunca vai acontecer por causa da descoberta de um remédio. Nunca vai ser por causa de um novo procedimento cirúrgico. A revolução vai acontecer quando as pessoas estiverem informadas do ponto de vista nutricional, para evitar as comidas que vao faze-las perecer por uma doença.

Qual percentual dos seus pacientes tem melhora?
Quase todos. Quando começamos o programa, e as pessoas ainda não sabiam se ia funcionar, 70% se recuperavam. Agora estamos em 90%. O que torna esse tratamento tão poderoso e que posso mostrar raios-X de artérias do nosso primeiro grupo. Os pacientes percebem que, se os outros conseguiram, eles também vão.

O sr. diz que moderação mata. Por que não dá para comer carne com moderação?

Moderação é dizer: qual a quantidade de um alimento que ( sei que vai me prejudicar) eu posso comer e conseguir escapar das doenças? Isso é loucura. Quantos bifes posso comer? Quantas batatas fritas engorduradas? Como assim? É a mensagem errada.

O sr. acredita que sua dieta pode ser adotada globalmente?
O Brasil está destruindo a atmosfera e o mundo ao queimar as florestas que são ótimas para capturar o CO2. Por que? Para produzir carne, que vai fazer as pessoas morrerem cedo e ter vidas miseráveis e infelizes. Se toda essa área for substituida por vegetais, e possível produzir muito mais. Vamos comer plantas, e para isso que fomos criados.

Confira no site: 



Sunday, April 24, 2011

Dieta Mediterrânea Reduz Fatores de Risco Cardíaco

A dieta mediterrânea inclui uma abundancia de frutas, legumes, feijões, nozes, azeite, aves, peixes e muito pouca carne vermelha. Os cientistas acreditam que o consumo desta dieta tem efeitos antioxidantes e anti inflamatório no corpo. 

A síndrome metabólica é um balaio de gatos recente para as características não saudáveis e uma má notícia para o coração, como a gordura na barriga, a pressão arterial  alta,  os níveis baixos do bom colesterol HDL e  os níveis elevados de gordura (triglicerídeos) e açúcar no sangue. A condição é diagnosticada quando a pessoa tem pelo menos tres desses fatores de risco.


Em uma revisão de 35 estudos clínicos, o Dr Demosthenes B. Panagiotakos e sua equipe do Harokopia University em Athenas, Grécia, confirmaram que fazer fielmente uma dieta mediterrânea pode reduzir tais fatores.



"Por exemplo, aqueles que fizeram a dieta mediterrânea, e não as suas dietas normais ou dietas de baixa gordura, reduziram em média 0.43 cm suas cinturas. Eles também mostraram que baixaram 2.35 pontos na leitura da pressão arterial e 3.89 miligramas por decilitro de açúcar no sangue em jejum.

Fonte e para mais informações:  Dr Mercola
                                                 Reuters