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Sunday, June 22, 2014

Codex Alimentarius

O Codex Alimetarius (expressão em latim que significa código alimentar ou livro sobre alimentos) é uma coletânea de padrões reconhecidos internacionalmente, códigos de conduta, orientações e outras recomendações relativas a alimentos, desenvolvido por uma comissão estabelecida em 1963 pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) e é reconhecido pela Organização Mundial do Comércio.

Video:

 

Fonte: Dr Rima
          Codex Alimentarius
          Kero Verdade YouTube Channel

Wednesday, January 29, 2014

O Que Os Médicos Podem Aprender Uns Com Os Outros

Hospitais diferentes produzem resultados diferentes em procedimentos diferentes. Mas os pacientes não sabem desses dados, o que torna a escolha de um cirurgião um jogo de adivinhação de alta complexidade. 

Stefan Larsson observa o que acontece quando os médicos fazem medições e compartilham seus resultados na cirurgia de prótese no quadril, por exemplo, para ver quais técnicas são as mais efetivas. O sistema de saúde poderia se tornar melhor, e mais barato, se os médicos aprendessem uns com os outros em um cíirculo contínuo de feeback?

Video:



Para as legendas em português clicar, após o video iniciar, no segundo ícone à direita, primeiro em "on" para que as legendas comecem e depois escolher a língua.

Créditos: Ted
              Stefan Larsson
              ICHOM

Friday, September 20, 2013

Tratar O Problema Central dos Traumas da Infância

Video:


Créditos: Liz Mullinar
              Heal For Life


Para assistir o video com legendas em português clicar, após o video iniciar, no segundo ícone à direita, primeiro em "on" para que as legendas comecem e depois escolher a língua.

Monday, June 17, 2013

Plantástico

Verdes, frondoso e muitas vezes deliciosos. Plantas estão ao nosso redor e fazem o ecossistema funcionar.

Ouça o que o jardineiros Ron Finley tem a dizer sobre a tática de jardinagem no sul de Los Angeles. 

Video:


Para as legendas em português clicar, após o video iniciar, no segundo ícone à direita, primeiro em "on" para que as legendas comecem e depois escolher a lìngua.

Fonte: Ted
          The Guerrila Gardening


Wednesday, May 8, 2013

Impacto no DNA



Um novo estudo extenso concluiu que níveis baixos de radiação são significativamente prejudicial ao DNA, ao sistema imunológico, à fisiologia humana e aumenta a prevalência de doenças.

Mesmo os níveis extremamente baixos de radiação têm um impacto expressivo sobre o DNA, a saúde e a fisiologia dos seres humanos.




Os níveis de exposição tão baixos como aqueles recebidos de scanners de segurança nos aeroportos, a proximidade a uma usina de energia nuclear, e procedimentos médicos comuns, demonstraram provocar danos ao DNA,  aumentar a prevalência de doenças como a Síndrome de Down, danificar o sistema imunológico e afetar as taxas de mutação e a fisiologia.




Também digno de nota é que o DNA danificado é muitas vezes transmitido às gerações seguintes, potencialmente levando a efeitos cumulativos que não são vistos agora, assim como a exposição a elementos químicos faz (pesticidas).

Fonte: Planetsave
          Biological Reviews


Proteção Contra Radiação

Iodeto-Iodato de Potássio

O iodato de potássio pode ser usado para proteger contra a acumulação de iodo radioativona tireóide.

Aprovado pela Organização Mundial de Saúde, o iodato de potássio (KIO3) para proteção contra radiação é uma alternativa ao iodeto de potássio (KI), que, de acordo com estudos, causa câncer em ratos de laboratório e tem baixa durabilidade quando estocado em regiões com clima quente e úmido.

Um outro potente protetor contra a radiação tóxica é a espirulina.

Fonte: Wikipedia
          Dr Mercola

Wednesday, March 20, 2013

O Que Está Errado Com Nosso Sistema De Alimentos

Birke Baehr que saber como o nosso alimento é produzido, de onde ele vem e o que ele contém. Em 2010, aos 11 anos, ele já planejava uma carreira orgânica.


Transcrição:
"Olá, meu nome é Birke Baehr, e tenho 11 anos de idade. Vim aqui hoje para falar do que está errado com nosso sistema de alimentos. Primeiro, gostaria de dizer que fico realmente impressionado com a facilidade com que as crianças são levadas a acreditar em todo o marketing e propaganda na Tv, nas escolas públicas e praticamente em qualquer lugar para onde você olhe. Me parece que as empresas estão sempre tentando fazer crianças como eu convençam seus pais a comprarem coisas que na verdade não são boas para nós ou para o planeta. Crianças pequenas, especialmente, são atraídas por embalagens coloridas e brinquedos de plásticos. Devo admitir que costumava ser uma delas. Eu também pensava que toda nossa comida vinha dessas granjas felizes e pequenas onde os porcos rolavam na lama e as vacas pastavam na grama o dia todo.

O que descobri é que isso não era verdade. Eu comecei a buscas essas coisas na internet, em livros e em documentários, em minhas viagens com a minha família. Eu descobri o lado negro do sistema de alimentos industrializados. Primeiro, há sementes e organismos geneticamente modificados. Isso é, quando uma semente é manipulada em um laboratório para fazer algo que não era intenção da natureza - como pegar o DNA de um peixe e colocá-lo no DNA de um tomate - argh. Não me entendam mal, eu adoro peixes e tomates, mas isso é assustador. (Risos) As sementes são plantadas, então crescem.  O alimento que elas produzem comprovadamente causa câncer e outros problemas em animais de labortório. E as pessoas comem alimentos produzidos desta maneira desde os anos 90. E a maioria das pessoas sequer sabe que eles existem. Vocês sabiam que os ratos que comem milho geneticamente manipulado desenvolvem sinais de toxicidade hepática e renal? Essas incluem inflamação, lesões e aumento do peso dos rins. No entanto, quase todo o milho que comemos é alterado geneticamente de alguma maneira. E me deixem  contar a vocês, o milho está em tudo. E nem me façam começar a falar da Operação Concentrada de Alimentação Animal chamadas CAFOs.

(Risos)

Fazendeiros convencionais usam fertilizantes químicos feitos de combustíveis fósseis que eles misturam com a sujeira que faz as plantas crescerem. Eles fazem isso porque esgotaram do solo todos os nutrientes plantando as mesmas sementes sempre e sempre. Em seguida, mais produtos químicos prejudiciais são espirrados em frutas e legumes, como 
pesticidas e herbicidas para matar ervas daninhas e insetos. Quando chove, esses produtos químicos se infiltram na terra, ou vão para os canais de água, envenenando nossa água também. Então eles irradiam nossa comida, tentando fazê-la durar mais porque assim pode viajar milhares de quilômetros de onde cresceu para os supermercados.

Então me pergunto como posso mudar? Como posso mudar essas coisas? Eis o que eu descobri. Eu descobri que há um movimento para um caminho melhor. Algum tempo atrás eu queria ser jogador de futebol na NFL. Eu decidi que prefiro ser um fazendeiro orgânico. (Aplausos) Obrigado. E que dessa forma eu posso ter um impacto maior no mundo. Esse homem, Joel Salatin, eles o chamam de fazendeiro lunático porque ele planta contra o sistema. Como eu estudo em casa, eu fui ouvi-lo falar um dia. Este homem, este fazendeiro lunático, não usa pesticidas, herbicidas, ou sementes geneticamente modificadas. E por isso, ele é chamado pelo sistema de louco.

Eu quero que vocês saibam que podemos todos fazer a diferença fazendo escolhas diferentes, comprando nosso alimento direto de fazendeiros locais ou de nossos vizinhos que conhecemos a vida toda. Algumas pessoas dizem que alimentos orgânicos ou locais são mais caros, mas são mesmo?  Com todas essas coisas que aprendi sobre o sistema de alimentos me parece que ou pagamos o fazendeiro ou podemos pagar o hospital. (Aplausos) Agora, eu sei definitivamente qual eu escolheria. Quero que vocês saibam que há fazendeiros por aí - como Bill Keener na fazenda Sequachie Cove no Tennessee - cujas vacas comem grama de fato e cujos porcos rolam na lama, exatamente como eu achava.  Algumas vezes eu vou à fazenda de Bill e me voluntario para que eu possa ver de perto de onde vem a carne que eu como. Eu quero que vocês saibam que eu acredito que as crianças comeriam legumes frescos e boa comida se elas soubessem mais sobre isso e de onde vem realmente. Quero que vocês saibam que há cooperativas em cada comunidade, surgindo o tempo todo. Quero que vocês saibam que eu, meu irmão e minha irmã realmente gostamos de couve assada. Tento compartilhar isso em todos os lugares que vou.

Não muito tempo atrás, meu tio disse que ele ofereceu cereais ao meu primo de seis anos. Perguntou se ele queria " Toasted O" orgãnico ou os flocos com açúcar -- sabem, aquele com o grande personagem listrado na frente. Meu priminho dissse a seu pai que ele preferia o cereal "Toasted O" orgânico porque, Birke disse, que ele não deveria comer cereais que brilhavam. E assim, amigos, é como podemos fazer a diferença, uma criança por vez.

Então, da próxima vez que estiverem comprando verduras e legumes, pensem localmente, escolham orgânicos, conheçam seus fazendeiros e conheçam sua comida. Obrigado."

Créditos:Ted X
              Birke Baehr

Friday, February 22, 2013

H.O.T. Tráfico Humano De Órgãos

'Você ainda quer ser doador de órgãos?' artigo de Paulo Pavesi publicado em seu blog A Verdade, Nada Mais Que A Verdade  em que ele expõe o assassinato do seu filho pela máfia de tráfico de órgãos em Poços de Caldas, me fez refletir.

Lembrei que em outubro de 2012 havia postado aqui no Ser Saudável o video de uma Campanha da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - Ticket de Espera - encorajando a doação. Não tinha idéia da minha desinformação sobre a realidade por trás da doação e transplante de órgãos no Brasil e no mundo. Não é ficção, é sim um negócio muito rendável. E você, doaria?

Este documentário H.O.T (Human Organ Traffic) de  Roberto Orazi e Riccardo Neri produzido pela Universidade de Berkeley já foi premiado algumas vezes e fala do tráfico internacional de órgãos, citando Brasil, Índia, Nepal, Turquia e África do Sul.



Créditos: Paulo Pavesi

Para quem quiser se aprofundar no assunto, um outro video é Inside the Body Trade / Tráfico de Órgãos com legendas em portugês.

Friday, February 15, 2013

Tudo Que É Preciso São 10 Minutos Consciente

Quando foi a última vez que você ficou sem fazer nada por 10 minutos? Sem enviar mensagem de texto, conversar or mesmo pensar? O especialista em meditação, Andy Puddicombe, descreve o poder transformador de fazer apenas isso: Revigorar a sua mente com 10 minutos por dia, simplesmente estando consciente e experienciando o momento presente. Sem precisar de incenso ou sentar em posições estranhas.

Video: 



Transcrição:

" Nós vivemos em um mundo incrivelmente atarefado. O ritmo de vida é frenético, nossas mentes estão sempre ocupadas, e estamos sempre fazendo algo.

Por isso, gostaria que você parasse para pensar, quando foi a última vez que você não fez nada?  Somente 10 minutos, sem perturbação?  E, quando digo nada, eu digo nada mesmo. Sem emails, SMS, internet, sem tv, sem chat, sem comer, sem ler, nem mesmo sentar e ficar remoendo o passado ou planejando o futuro. Simplesmente não fazendo nada. Vejo muitos rostos pálidos. Imagino que vocês tenham que ir bem lá trás.

É algo extraordinário, certo? Estamos falando sobre nossa  mente. A mente, o nosso recurso mais valioso e precioso,  com a qual vivenciamos cada momento de nossas vidas, a mente que contamos para sermos felizes, contentes, estáveis emocionalmente como indivíduos, e ao mesmo tempo para sermos  gentis e atenciosos e termos consideração com os outros. Esta é a mesma mente que dependemos para sermos focados, criativos, espontâneos e fazermos o melhor em tudo que fazemos. Mesmo assim, nós não tiramos um tempo para cuidá-la. Na verdade, nós cuidamos mais dos nossos carros, das nossas roupas e do nosso cabelo do que nós mesmos - ok, talvez não do cabelo não conte, mas vocês sabem onde quero chegar. 

A consequência, é claro, que ficamos estressados. A mente zune como uma máquina de lavar rodando sem parar,  muitas complicações, emoções confusas, e não sabemos como lidar con isso, o pior é que nós ficamos tão distraídos que não estamos mais presentes no mundo em que vivemos. Nós deixamos de ver as coisas mais importantes para nós, e o mais engraçado é que todo mundo aceita que a vida é assim, e seguem em frente. Não é realmente assim que a vida deve ser.

Eu tinha uns 11 anos quando fui à minha primeira aula de meditação. E acredite, ela tinha todos os estereótipos que vocês imaginam, sentar no chão com as pernas cruzadas, o incenso, o chá de ervas, os vegetarianos, tudo. Minha mãe ia e fiquei curioso, então fui junto. Eu tinha visto alguns filmes de kung fu e, secretamente, eu imaginava que aprenderia a voar, mas eu era muito novo na época. Quando eu estava lá, assim como muitas pessoas, eu presumi que era apenas uma aspirina para a mente. Você está estressado, você faz meditação. Eu não imaginava que podia ser algo preventivo, até meus 20 anos, quando muitas coisas aconteceram na minha vida  em pouco tempo, coisas  sérias que viraram minha vida de pernas para o ar de repente e eu me via inundado de pensamentos, inundado de emoções  difíceis que eu não sabia lidar. Quando eu lidava com uma, outra surgia novamente. Foi um período muito estressante para mim.

Penso que cada um lida com o estresse de diferentes formas. Algumas pessoas se atolam no trabalho,  agradecendo pela distração. Outras procuram apoio nos amigos, na família. Outras caem na bebida ou tomam remédios. O meu modo de lidar com isso foi me tornar monge.  Então, larguei a faculdade e fui para o Himalaia, me tornei um monge e aprendi a meditar.

As pessoas me perguntam o que aprendi naquele tempo. Bem, é óbvio que as coisas mudaram. Vamos ser sinceros, tornar-se um monge celibatário muda muita coisa. Mas foi mas do que isso. Eu aprendi a ter um maior reconhecimento, um entendimento sobre o momento presente.  Não se perder em pensamentos, não estar distraído, não estar 
atormentado por emoções difíceis, mas aprender a estar no aqui e agora, como estar consciente, como estar presente.    

Eu acho que o momento presente é muito subestimado. Parece banal, mas passamos tão pouco tempo no momento presente que pode ser tudo, menos banal.  Uma pesquisa feita por Havard, recentemente, diz que em média nossas mentes estão distraídas em pensamentos em quase 47 por cento de tempo. Quarenta e sete por cento. Ao mesmo tempo, essa divagação da mente é também causa direta da infelicidade. Bem, não estamos aqui por muito tempo, mas desperdiçarmos metade da vida divagando em pensamentos e potencialmente infelizes, sei lá, parece trágico, especialmte quando há algo que podemos fazer a respeito, quando há algo positivo, prático atingível, uma técnica cientificamente comprovada que permite a nossa mente ser mais saudável, mais consciente e menos distraída. O mais lindo de tudo isso é que com apenas 10 minutos por dia, isso causa um impacto em toda nossa vida.

Mas temos que aprender como fazer. Precisamos exercitar. Precisamos de um sistema que nso ensine a sermos mais conscientes. Isso é basicamente o que a meditação é. Ela nos familiariza com o momento presente. Mas temos que aprender como conduzi-la ao caminho certo para aproveitarmos o melhor dela. É para isso que elas estão aqui, caso vocês se perguntem, porque muitas pessoas presumem que a meditação é apenas parar de pensar, livrar-se das emoções, de alguma forma controlar a mente, mas realmente ela é bem diferente disso. É mais sobre como dar um passo para trás, ver claramente o pensamento,  vê-lo vindo e indo, emoções vindo e indo, sem julgamento, mas com uma mente relaxada e focada.

Por exemplo, neste momento, se eu foco demais nas bolas, então não tem como eu relaxar e falar com vocês ao mesmo tempo. Se eu relaxo demais ao falar com vocês, não tem como eu focar nas bolas. Vou deixá-las cair. Assim na vida, como na meditação, há momentos em que o foco  se torna muito intenso e  a vida se torna um pouco assim. É um modo muito desconfortante de viver a vida, quando você fica tenso e estressado. Em outros momentos, se nos soltarmos demais, as coisas ficam um pouco assim.  E, é claro na meditação - nós acabamos dormindo. Por isso procuramos um equilíbrio, um relaxamento focado que permita nossos pensamentos ir e vir sem o envolvimento habitual.

O que acontece geralmente quando aprendemos a ser "mindful", é que nos distraimos com pensamentos. Vamos supor que isto é um pensamento ansioso. Tudo vai bem e então você vê o pensamento ansioso e pensa: "Ai, eu não tinha percebido que eu estava preocupado com isso."  Você repete. "Ai, eu estou preocupado. Ai, eu estou realmente preocupado.  Uau, é muita ansiedade." E antes que nós percebamos, estamos ansiosos por nos sentirmos ansiosos. Isto é uma loucura. Fazemos isso o tempo todo, todos os dias. Se você pensar na última vez que  você teve um dente solto, eu pessoalmente não lembro.  Você sabe que está solto, e sabe que dói. Mas, o que você faz a cada 20, 30 segundos? Dói. E reenforçamos a história, certo? Remoemos para nós mesmos e fazemos isso o tempo todo. É apenas aprendendo a observar a mente que podemos começar a nos livrar dessas histórias e padrões mentais. Mas, quando você sente e observa a mente desta maneira, você pode ver mutos padrões diferentes. Você pode ver uma mente que é muito inquieta o tempo todo. Não fiquei surpreso se você sentir o seu corpo um pouco agitado quando você sentar sem fazer nada e sentir sua mente assim. Você pode achar a mente lenta e entediante, quase mecãnica, parece qua você apenas acorda, vai ao trabalho, come, dorme, acorda, trabalha. Ou pode ser um pensamento incômodo que fica girando, girando e girando em sua mente. Bem, seja o que for, a meditação oferece a oportunidade de dar um passo para trás e ter uma perspectiva diferente,  para ver que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Não podemos mudar cada coisinha qua acontece na nossa vida, mas podemos mudar o modo como a vivenciamos. Este é o potencial da meditção, do raciocínio.  Você não precisa queimar nenhum incenso, e você definitivamente não precisa sentar no chão. Tudo o que você precisa são 10 minutos por dia para dar um passo para trás, familiarizar-se  com o presente para experienciar uma sensação maior de foco, calma e clareza na sua vida. Muito obrigado." 

Créditos: Ted
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Thursday, January 17, 2013

O Mundo Segundo A Monsanto

O documentário de Marie Monique Robin, renomada jornalista investigativa, traz depoimentos de cientistas, políticos e advogados sobre a maior empresa de biotecnologia do mundo. A Monsanto produz 90% dos transgênicos plantados no mundo e é líder no mercado de sementes. A obra expõe relações políticas da multinacional com o governo de Bill Clinton e com o gabinete do ex premier Tony Blair.

Maria Monique viajou à Grã Bretanha, Índia, México, Paraguay, Vietnã, Noruega e Itália buscando informações, contudo a Monsanto se negou a dar entrevista a ela.

Em 2007, já haviam mais de 100 milhões de hectares plantados com sementes modificadas, metade nos EUA e o restante em países emergentes como Argentina, China e Brasil.

A Monsanto atua fortemente no Brasil, sobretudo com a produção de transgênico. Ela tem 36 unidades distribuídas por 12 estados - Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins e Distriro Federal. São 19 unidades de pesquisa, 8 unidades de processamento de sementes, 2 unidades de produção de herbicidas, 3 unidades de vendas, 1 unidade de distribuição e 3 escritórios administrativos.



O artigo "Intoxicação E Morte Por Agrotóxicos No Brasil" da professora Larissa Bombardi publicado no Boletim Dataluta, Unesp 09/2011 traz:

"O Brasil, como é sabido, alcançou em 2009 o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos, embora não sejamos, como também é sabido, o principal produtor agrícola mundial. 

As indústrias produtoras dos chamados “defensivos agrícolas” – aliás uma expressão eufemística, que escamoteia o verdadeiro significado daquilo que produzem: veneno – tiveram, segundo o Anuário do Agronegócio 2010 (GLOBO RURAL, 2010), uma receita líquida de cerca de 15 bilhões de reais. 

 Deste total, 92% foram controlados por empresas de capital estrangeiro: Syngenta (Suíça), Dupont (Estados Unidos), Dow Chemical (Estados Unidos), Bayer (Alemanha), Novartis (Suíça), Basf (Alemanha) e Milenia (Holanda/Israel), apresentadas na seqüência por receita líquida obtida. Vale mencionar que nestes dados não estão incluídos as informações da receita da Monsanto - fabricante do glifosato “round up”, herbicida vendido em larga escala no Brasil e popularmente conhecido como “mata-mato”, o que nos permite afirmar que este número é sem dúvida muito maior. 

A Syngenta, por exemplo, que ocupa o primeiro lugar no rankeamento do setor, está instalada em 90 países, com cerca de 24 mil funcionários, dos quais, 4 mil no Brasil. Nos últimos cinco anos sua receita, em dólares, triplicou no país. (ANUÁRIO DO AGRONEGÓCIO, GLOBO RURAL, 2010). 

Estas pequenas informações dão indícios do que significa, atualmente, a internacionalização da agricultura. A agricultura brasileira é, sem dúvida, monopolizada pelo capital internacional. 

A expressão monopólio, neste caso, aparece mais vívida do que nunca: Estados Unidos, 
Suíça e Alemanha, juntos, através de suas empresas, controlam 70% da venda de agrotóxicos no Brasil. 

... Considerando que o Brasil consome 84% dos agrotóxicos vendidos à América Latina (PELAEZ, 2011) – e, considerando ainda que o setor de agroquímicos está oligopolizado por 6 grandes marcas, a saber: Monsanto, Syngenta/Astra Zeneca/Novartis, Bayer, Dupont, Basf e Dow – o que temos é um grave processo de subordinação da renda da terra ao capital internacional, melhor diríamos, ao capital oligopolista internacional."

Esclarecendo

PCBs: Bifenilos Policlorados constituem uma classe de compostos organoclorados resultantes da adição de átomos de cloro ao bifenilo.

Identificação dos Riscos

A exposição de organismos aos PCBS ocorre através da ingestão e contato direto com a água, alimentos e sedimentos contaminados e também pela inalação. A taxa de assimilação dos PCBs depende do número de número de átomos de cloro e a sua distribuição na molécula. 

O efeito mais comum de exposição aos PCBs é o cloroacne, uma escamação dolorosa que desfigura a pele, semelhante a acne. 

Essas substâncias quando dentro do organismo dos seres vivos são transportados pela corrente sanguínea até aos músculos e fígado. 

E por serem extremamente lipofílicos, tendem a acumular-se nos tecidos adiposos viscerais onde, estimulando as enzimas hepáticas, causam alterações na função do fígado. 

Nos seres humanos além do cloroacne, são observados os seguintes efeitos: hiperpigmentação, problemas oculares, elevação do índice de mortalidade por cancro do fígado e vesícula biliar, dores abdominais, tosse crónica, irregularidade menstrual, fadiga, dor de cabeça e nascimentos prematuros com deformações.

Mais Evidências da Letalidade do Glifosato Para Vertebrados:

O Departamento de Herpetologia (estudo de reptéis e anfíbios) da Sociedade Científica Arazandi, no País Basco, analisou os efeitos do herbicida glifosato (principal ingrediente ativo do Roundup, da Monsanto, usado nas lavouras transgênicas Roudup Ready - RR), sobre espécies de anfíbios que ocorrem na Europeus. 

Os resultados não deixam margem para dúvidas: doses menores do que as recomendadas pelos fabricantes produzem uma mortalidade absoluta para as 10 espécies estudadas.

O glifosato é um dos herbicidas sistêmicos não seletivo (mata qualquer tipo de planta) mais empregados no mundo e a Organização Mundial de Saúde o classifica como levemente tóxico para humanos.

No Brasil, várias das formulações registradas a base de glifosato têm classificação toxicológica IV (Pouco Tóxico), e a maioria delas tem classificação ambiental III, numa escala de I a IV em que I representa o maior perigo para o meio ambiente e IV o menor. Existe, entretanto, uma crescente controvérsia a respeito da segurança do produto tanto para a saúde como para o meio ambiente.

Fontes:










Tuesday, January 8, 2013

O Veneno Está Na Mesa

Este documentário lançado em 2011 alerta sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura brasileira, agentes químicos fornecidos por empresas como BASF, Bayer, Dupont, Monsanto entre outras. 

Muitos dos venenos produzidos por estas empresas foram banidos em vários países de todos os continentes, mas no Brasil continuam em uso, inclusive pelos pequenos agricultores, que são obrigados a usar sementes transgênicas e pesticidas para conseguir crédito junto aos bancos.

O filme de apenas 50 minutos faz parte da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Ele nos dá uma noção bem abrangente da gravidade do assunto, apontando os riscos ambientais e de saúde pública, além dos históricos interesses econômicos da iniciativa pública e  privada neste setor. Confira:



A seguir entrevista de Luiz Cláudio Meirelles publicada no site da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio ( EPSJV/Fiocruz ) em 29/11/12 feita por Viviane Tavares.

'Com a minha saída da Anvisa, o que fica de mais relevante não é a perda do cargo, mas sim que a saúde pode ficar fragilizada'

Há 12 anos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o gerente-geral Luiz Cláudio Meirelles foi exonerado no dia 14 de novembro/12 após ter denunciado irregularidades no processo de liberação de seis agrotóxicos. De acordo com Meirelles nesta entrevista, a sua saída deve ser encarada como a suscitação do debate sobre saúde e que, a partir de agora, os movimentos sociais e pessoas relacionadas à saúde em geral devem estar em estado de vigilância sobre o tema e na atuação da Agência daqui para frente.

Qual era a atuação do Sr. na Anvisa?

Fui cedido para a Anvisa em 1999 pela Fiocruz e participei da criação da Agência. Em agosto do mesmo ano assumi a gerência de análise toxicológica e, em 2008, o cargo de gerente-geral de toxicologia (GGTox). Basicamente, quando a gente pensou na organização da GGTox, era estruturar toda parte de avaliação toxicológica e fortalecer esse tipo de análise no Brasil com base no que a lei determina. Já existia uma portaria e algumas leis e o princípio maior que norteou o nosso trabalho foi exatamente dar concretude a essa legislação. O nosso objetivo principal era avaliar a segurança destes produtos, desde o trabalhador ao consumidor. O trabalhador entende-se aquele que trabalha na fábrica e o agricultor, já o consumidor os que consomem alimentos que podem estar contaminados por este tipo de produto que está sendo autorizado. O primeiro passo que foi dado foi descer o decreto 98816 - que é o decreto que regulamentava a lei de agrotóxicos - que revisamos e terminamos em 2001 e 2002 foi publicado o novo decreto 4074/02, reforçando e fortalecendo as exigências para a segurança no campo da saúde. Do ponto de vista regulatório isso foi um grande marco. De lá para cá, trabalhamos em vários outros regulamentos e com questões como os resíduos de embalagens, a coleta de dados, que é precária, a reavaliação toxicológica e muitas outras coisas. 

Como você foi descobrindo as fraudes?

Eu estava de férias e uma das minhas gerentes me ligou e falou que o pessoal do Ibama tinha falando que havia um produto sendo comercializado que nós autorizamos, mas que ainda estava na fila de autorização do Ibama. A minha gerente verificou o produto em nosso controle interno e ele constava em situação de análise. No passo a passo, o registro é feito pelo Ministério da Agricultura, mas para fazer isso ele se baseia em dois documentos : um da Anvisa - que é em forma de avaliação toxicológica - e o do Ibama - que é um parecer. A partir daí, o Ministério pode entrar com o parecer deles que é de eficácia agronômica, dar o número, fechar o processo, publicar e registrar o produto. 

Quando descobrimos essa falha fomos investigar e realmente existia um deferimento de produtos sem a necessária avaliação toxicológica. O nosso processo interno passa por várias etapas, mas vimos que algumas haviam sido puladas neste processo porque nem nota técnica tinha. Ele passou direto e foi gerado um documento de autorização, pulando a da avaliação toxicológica que é a fase mais importante, a razão de existirmos. 

Quando vimos as irregularidades, acendi o sinal vermelho porque trabalhava em confiança com todos os meus gerentes. Pedi para a gerente que mexe com toda a parte documental para levantar se haviam outros casos e encontrei mais quatro processos com situação parecida e quase perto da minha exoneração mais um. Existem processos inclusive com assinatura incompatível com a minha. A questão da falsificação da minha assinatura é grave, mas o mais grave é não ter passado pela avaliação toxicológica. 

Logo que descobrimos isso tudo no primeiro produto, congelamos o sistema interno, fizemos um backup e guardamos. A cópia está disponível agora no modo leitura. À medida que iríamos identificando o produto-problema, mandávamos um email para nossos superiores e suspendíamos o informe de avaliação toxicológica. Também encaminhei os ofícios ao Ministério da Agricultura, com cópia para o Ibama, notificando as decisões e solicitando as medidas adequadas. 

Qual foi a reação da Anvisa?

Ao descobrir, em agosto, minha primeira atitude foi encaminhar os fatos para o diretor da Coordenação de Segurança Institucional, que é diretor-adjunto do diretor-presidente, e informei também à Diretoria de Monitoramento. E a primeira atitude da Anvisa foi encaminhar para corregedoria interna que investiga as ações dos servidores. Mas, como tinha havido ente externo, com suspeita de favorecimento inclusive, tinha que ser mais rápido, o que não ocorreu. A Anvisa tomou a decisão de avisar ao Ministério Público e à Polícia Federal somente no dia 19 de novembro.

Como foi exoneração do seu gerente?

Solicitei ao diretor-presidente o afastamento do Gerente da GAVRI e isso ocorreu em 40 dias. Tomei esta atitude porque os problemas estavam relacionados às atividades de sua gerência. Mas não o acusei, apenas pedi para que me informasse o que tinha acontecido. Esse tipo de situação pode acontecer em qualquer lugar, mas o problema é não tomar atitude imediata porque isso fragiliza a instituição. A intenção era manter a credibilidade e não criar nenhum tumulto. A nossa credibilidade existe e eu não iria permitir que ela fosse abalada por uma questão pontual. 

Com a sua saída o movimento social perde?

O movimento social interage muito com a Anvisa e por isso que todo mundo nos abraçou, porque tem confiança no nosso trabalho. Sempre falei que minha gestão era compartilhada e esse comprometimento e profissionalismo as pessoas percebem. O que o movimento social veio me dizer é que com minha saída causou um sentimento de perda, porque quando você interage e ouve é diferente.

É claro que a minha saída pode ser aproveitada com o debate que suscitou. Agora é preciso ser vigilante e bem atuante lá dentro. Precisamos saber quem são as pessoas. Com a entrada do novo gerente-geral saberemos qual é o norte. Agora há coisas que temos que exigir como os processos transparentes, as reavaliações etc. É preciso entender a responsabilidade que é liberar um produto, porque uma vez liberado, as pessoas vão consumi-lo. Não adianta depois ficar só contando as vítimas. Outro fator de grande importância é saber resistir à pressão das empresas.

Como você avalia a sua exoneração e agora a Anvisa concordando com a sua denúncia?

Na minha carta está exatamente o que o diretor falou para minha gerência e para mim, já na nota dele liberada recentemente há informações contraditórias. Ele diz que minha exoneração não tem nada a ver com o caso e que eu mantive um gerente suspeito durante um tempo. Isso não é verdade. O gerente tinha capacidade técnica e gozava da minha confiança como todos os outros gerentes. No momento em que eu descobri, tomei as providências rapidamente e pedi a exoneração dele. Agora quando ele coloca isso no texto, se ele sabia que eu sabia, ele também não fez nada. Estou preparando um texto como resposta e vou juntar ao relatório de gestão para colocar no ar. Quando ele me demitiu foi alegando as razões como a denúncia ao Ministério Público e a outra é que encaminhei equivocadamente a exoneração do gerente. Mas eu procurei duas vezes o diretor-adjunto e respeitei a ordem hierárquica, com a firmeza de que nada seria negociado. 

E toda essa mobilização a seu favor?

A minha saída é pouco importante, o que fica de maior é mostrar que a saúde pode ficar fragilizada. E essa foi a leitura de todo o movimento social. A nossa gestão era compartilhada, não era um burocrata de governo. A gente interagia com universidades, com várias áreas da Fiocruz, com os movimentos sociais.

Qual será sua atuação agora na Fiocruz?

Voltarei para o Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (CESTEH) na ENSP e sei que tem um grupo muito forte e articulado dentro da Fiocruz de combate ao agrotóxicos. Vamos unir forças.


Fonte: Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida


Wednesday, December 12, 2012

Entrevista Com Dr Alberto Gonzalez

Médico cirurgião formado pela Universidade de Brasília, com mestrado e doutorado pelo Instituto de Pesquisa Cirúrgica de Universidade de Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha. É especialista em Nutracêutica pelo Hospital da Lagoa Prof. Célio Mendes, Rio de Janeiro e membro da Sociedade Alemã de Cirurgia.



Parte 2



Créditos: Dr Alberto Peribanez Gonzalez

              Videos Dr Alberto

Monday, November 5, 2012

Animais Devem Estar Fora Dos Menus

O lúcido discurso de Philip Wollen. Ex presidente do Citibank, ele faz um apelo emocionante pelos animais, pedindo às pessoas que deixem de se alimentar deles.

Video:



Monday, October 15, 2012

Precisamos Dos Pesticidas Que Ingerimos?!

Brasil é negligente no controle de agrotóxicos

(Por Vanessa Fogaça Prateano)


O Brasil, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, é uma das nações mais atrasadas no controle de agrotóxicos. Dos 50 produtos químicos mais aplicados na agricultura, 22 são proibidos pela União Européia (EU) e Estados Unidos, mas continuam sendo largamente utilizados em território brasileiro, apesar dos riscos que oferecem à saúde.

Entre eles, agentes que causam cegueira, má formação fetal, câncer ( em especial os de tireóide e mama), pubeerdade precoce, problemas respiratórios e disfunções renais, de acordo com relatórios técnicos de várias entidades lançados neste ano e que corroboram alertas feitos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em anso anteriores. 

Desde 2008, a Agência nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta para a necessidade de vetar o uso dessas substâncias, mas somente agora, com o veto de países a produtos brasileiros cultivados com alguns agrotóxicos, é que a discussão ganhou corpo. A agência estuda proibir dez substãncias, além de quatro que já tiveram sua retirada do mercado aprovada. 

Nessa relação está o endossulfam, cujos efeitos foram primeiramente notados num vilarejo na Índia, onde 6 mil pessoas (cerca de 50% dos domicílios), a maioria crianças, apresentaram graves deformações físicas e neurológicas. O produto só deve ser banido em 2013, de acordo com a agência. Na EU, ele está proibido desde 1985. 

"Após a revolução verde [disseminaçao de práticas agrícolas, entre elas o uso de produtos químicos, que permitiu o aumento da produção nos anos 70], estamos vivendo a revolução vermelha. É um modelo químico-dependente que está causando um sério problema à saúde. Há evidências científicas disso há muito tempo", afirma o pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso Wanderlei Pignati, que coordenou um estudo sobre agrotóxicos que foi apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Sustentabilidade, a Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro.

 Além do Limite

A aplicação de agrotóxicos além do Limite Máximo de Resíduos (LMR) permitido de acordo com a legislação também preocupa porque gera um série de complicações em trabalhadores do campo e consumidores. Relatório de 2010 do Programa de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), da Anvisa, revelou que 28% de 2.488 amostras de alimentos analisadas continham substâncias autorizadas, mas acima do LMR, ou proibidas. De acordo com o Ministério da Saúde, o uso indiscriminado de agrotóxicos causou 7.677 casos de intoxicação no país em 2009. 

"O Brasil é hoje o maior consumidor mundial de agrotóxicos e existe muita pressão das empresas para que esse modelo seja mantido. Há um esforço da Anvisa para controlar e proibir essas substâncias, mas as empresas entram na Justiça para barrar a discussão", explica a assessora jurídica da organização Terra de Direitos, Ana Carolina Brolo de Almeida.

Em 2008, quando as discussões para a proibiçao das 14 substâncias se iniciaram, as empresas conseguiram suspender a publicação dos resultados dos estudos por dois anos. Em 2010, o processo foi retomado, mas devido ao atraso, as discussões não avançaram. A reportagem enviou perguntas por e-mail à Anvisa, mas o órgão não se pronunciou até o fechamento desta reportagem. 

Pulverização Aérea é Ineficiente 

Além de permitir o uso de substâncias que já são proibidas em países desenvolvidos, o Brasil adota outra prática banida pela União Européia desde janiero 2009; a pulverização aérea de plantações, que, no intuito de abranger a maior área possível de cultivo, também contamina o ar, solo, mananciais, estradas e até vilarejos a quilômetros de distância.

Tática de Guerra 

"É uma prática que lembra uma guerra[Vietnã], usar avião para despejar veneno. É preciso proibir essa prática o mais rápido possível", diz o médico e pesquisador Wanderlei Pignati, um dos maiores especialistas no assunto. A pesquisadora do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Isabel Fontes Jardim concorda. Uma tese de doutorado orientada por ela em 2009 mostrou que, além de prejudiar à saúde, a prática é ineficaz. "Somente 1% do produto aplicado atinge o alvo. Os 99% vão para o ar, água e solo". 

Especialistas em agrotóxicos e sua relação com doenças, a médica e pesquisadora da Universidade Federal do Ceará Raquel Rigotto diz que as normas brasileiras que determinam limites para a prática são ineficazes - como uma distância mínima de 500 metros para povoados e de 250 para mananciais. " Num ecossistema, isso [os limites] é muito pouco. Há vários aspectos que interferem, como os ventos, a temperatura, a umidade. Não há como controlar. Portanto, a prática precisa ser abolida." 



Estudo 

Pesticidas Causam Desequilíbrio no Organismo e Diversas Doenças 

Os malefícios dos agrotóxicos no corpo humano são conhecidos há pelo menos duas décadas, embora somente nos últimos anos pesquisadores tenham conseguido juntar um número suficiente de estudos para comprovar seu efeito cumulativo na saúde ao longo de anos de esposição. São casos agudos (intoxicação por pequenas doses, num curto espaço de tempo) ou crônicos, quando ocorre manipulação prolongada de várias substâncias ou ainda no ventre materno, o que interfere no desenvolvimento fetal e causa deformações incuráveis. 

Segundo o chefe do Setor de Endocrinologia do Hospital Evangélico de Curitiba, Mirnaluci Ribeiro Gama, tais substâncias químicas, chamadas de disruptores endócrinos, têm o poder de simular ou bloquear a ação dos hormônios produzidos pelo corpo, o que gera desequilíbrio metabólico e multiplicações celulares que podem levar ao câncer. "Glândulas como a tiróide, testículos e ovários, assim como o tecido adiposo, são os mais frequentemente acometidos", explica. 

Estrogênio 

Um exemplo, cita a médica, ocorre com os hormônios sexuais, em especial o estrogênio. Meninas expostas a agrotóxicos entram na puberdade antes do tempo. Substâncias presentes nesses agentes, chamadas de xenoestrógenos, enganam o organismo e simulam o papel do hormônio, induzindo as meninas a menstruar precocemente. A exposição ao estrogênio por um período maior do que o programado pela natureza também aumenta o risco de câncer de mama, já que este hormônio alimenta os receptores de estrogênio das células mamárias. 

Nos homens, foi comprovado o aumento de casos de infertilidade, devido à redução do número de espermatozóides em indivíduos expostos aos produtos. Os agrotóxicos também são uma das causas comprovadas do Mal de Parkinson, além de alguns casos de leucemia, linfomas e mielomas múltiplos. 

Exceção 

Desde 2008, 14 substãncias químicas estão na mira da Anvisa. Destas, quatro foram ou devem ser retiradas do mercado, mas nos demais casos, a discussão pouco avançou. Confira quais são as substâncias, o que causam, a situação atual sobre sua discussão e em que países já são proibidas: 

Abamectina 

Toxicidade aguda e suspeita de toxicidade reprodutiva. Ainda não foi discutida. A substãncia não é proibida pela União Européia. 

Acefato 

Neurotoxicidade, carcinogenicidade e toxicidade reprodutiva. Já houve consulta pública para seu banimento, mas decisão não foi publicada. União Européia. 

Carbofurano 

Alta toxicidade aguda e desregulação endócrina. Ainda não houve consulta pública. União Européia e EUA. 

Cihexatina 

Alta toxicidade aguda, carcinogenicidade para seres humanos, toxicidade reprodutiva e neurotoxicidade. retirado do mercado em novembro de 2011. União Européia, Japão, EUa e Canadá. 

Endossulfam 

Alta toxicidade aguda, desregulação endócrina e toxicidade reprodutiva. Será retirado do mercado em Julho de 2013. União Européia e Índia. 

Forato 

Alta toxicidade aguda e neurotoxicidade. Já houve consulta pública, mas não foi publicada decisão. União Européia e EUA. 

Fosmete 

Neurotoxicidade. Já houve discussão e produto será mantido no mercado com restriçõe. União Européia.

Glifosato 

Intoxicação (há solicitação de revisão da Ingesta Diária Aceitável (IDA) por parte de empresa registrante, necessidade de controle de impurezas presentes no produto técnico e possíveis efeitos toxicológicos adversos). Não houve consulta pública. Em revisão pela União Européia. 

Lactofem 

Carcinogênico. Não houve consulta pública. União Européia. 

Metamidofós 

Alta toxicidade e neurotoxicidade. Foi retirado do mercado em julho deste ano. União Européia, China e Índia. 

Paraquate 

Alta toxicidade aguda e toxicidade. Não houve consulta pública. União Européia. 

Parationa Metílica 

Neurotoxicidade, desregulação endócrina, mutagenicidade e carcinogenicidade. Já houve consulta pública, mas decisão não foi publicada. União Européia e China. 

Tiram 

Mutagenicidade, toxicidade reprodutiva e desregulação endócrina. Não houve consulta pública. EUA. 

Triclorfom 

Neurotixicidade, potencial carcinogênico e toxicidade reprodutiva. Retirado do mercado em 2010. União Européia. 

            Gazeta do Povo    
            Terra de Direitos
            Relatórios da Anvisa: http://migre.me/b78c3

Mais Informações: O Veneno Está Na Mesa




Circuito de Feiras Orgânicas em Curitiba:

Mercado Municipal - Setor Mercado Orgânico

Sábados pela manhã:
Jardim Botânico - Praça Itália
Passeio Público
Santa Felicidade - Praça Piazza San Marco
Praça da Ucrânia

Terças Feiras pela manhã:
Seminário - Rua João Argemiro de Loyola
Campina do Siqueira ( ao lado do terminal de ônibus )

Quartas Feiras pela manhã:
Emater - Rua da Bandeira 391 - 585
Praça do Expedicionário
Centro Cívico - Prefeitura

Quintas Feiras pela manhã:
Praça do Japão
Igreja do Cabral - Praça São Paulo da Cruz
Jardim das Américas - Rua Alcides Vieira Arcoverde 1225 ( das 8h às 17h )