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Friday, September 20, 2013

Tratar O Problema Central dos Traumas da Infância

Video:


Créditos: Liz Mullinar
              Heal For Life


Para assistir o video com legendas em português clicar, após o video iniciar, no segundo ícone à direita, primeiro em "on" para que as legendas comecem e depois escolher a língua.

Tuesday, January 29, 2013

Hábitos Da Felicidade

O que é a felicidade e como podemos conquistá-la? Matthieu Ricard, bioquímico que se tornou monge budista, a firma que podemos treinar nossa mente nos hábitos do bem estar para gerar um verdadeiro sentimento de serenidade e realização.


Video:

 

Créditos: Matthieu Ricard

              Ted

Monday, July 16, 2012

A Ciência Da Mágoa

É o coração apenas um músculo para o bombeamento do sangue, ou algo mais que isto? 

Pode uma pessoa realmente morrer de um coração partido? Este documentário vai tentar encontrar respostas a estas perguntas.


Video 1:


Video 2:


Video 3:


Video 4:


Créditos: YouTube Channel

Monday, June 25, 2012

O Resgate Do Inconsciente Ecológico


Palestra ministrada pelo teósofo e psicólogo Marco Aurelio Bilibio, no programa 'Em Busca do Autoconhecimento', que passa na Tv Supren. 

Créditos: Tv Supren

              EsotericaLux YouTube Channel

Friday, May 11, 2012

Desintoxicando-se Das Emoções Venenosas

O psicólogo Marco Aurélio Bilibio fala sobre a função psicológica das emoções e seu papel na autorealização e no adoecimento psíquico a partir da abordagem budista. Emoções dão colorido à vida, mas tornam-se tóxicas quando se transformam em feridas afetivas de que não sabemos mais nos libertar. Emoções tóxicas estão na raiz de vidas insatisfatórias e de pouca realização. Quando se tornam epidemias sociais levam à desorganização familiar e comunitária. Na vida profissional podem gerar prejuízos grandes à carreira, levando à relações conflitivas e desmotivação. Além da compreensão da dinâmica emocional, Marco Aurélio focaliza também atitudes e posturas que podemos aprender para nos desintoxicarmos dessas fixações e recobrarmos o fluxo natural de emoções nutritivas, tanto na vida pessoal como na profissional.

Video:


Créditos: Miccunha2 YouTube Channel

Tuesday, March 6, 2012

Entrevista com Jose Angelo Gaiarsa



Irreverente e pioneiro!  Autor de mais de 35 livros, formado em medicina e especializado em psiquiatria foi introdutor das técnicas corporais em psicoterapia no Brasil.

Video: Parte 1



Video: Parte 2



Outros videos com Gaiarsa:
Conversa Ações
Educação Infantil por Gaiarsa

Sunday, January 29, 2012

Mentes Cada Vez Mais Doentes

A julgar pelo número de pessoas que têm suas vidas afetadas por transtornos mentais – cerca de 400 milhões em todo o mundo – e pelas projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), o futuro não será leve para o nosso cérebro: uma em cada cinco pessoas, em algum momento da vida, terá uma alteração psiquiátrica que necessite de acompanhamento especializado. 


O crescimento do número de pessoas diagnosticadas com depressão e outros transtornos mentais, como ansiedade e pânico, acontece por uma combinação de fatores: de alterações biológicas à herança genética, passando pelo estilo de vida excessivamente atarefado, pela queda de preconceitos diante das doenças mentais e pelas técnicas mais avançadas de diagnóstico. 

“É simplista dizer que a causa é [somente] biológica, psicológica ou social. Esses termos não levam em conta a interação entre esses mundos. Acredita-se que exista uma propensão biológica que, aliada a fatores estressantes e precipitadores [situações de trauma], pode levar ao desenvolvimento de doenças mentais”, explica o assessor do Mi­­nistério da Saúde e da OMS Neu­ry José Botega, professor do departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Uni­versidade Estadual de Cam­­pinas (Unicamp).


Dados mostram que 18,4% dos brasileiros têm pelo menos um episódio  depressivo durante a vida, o que coloca o país na terceira colocação  no ranking de mais deprimido do mundo (ver infográfico) – em primeiro lugar vem a França (21%) e, em segundo, os Estados Unidos (19,2%). Apesar dos números alarmantes, os profissionais da saúde explicam que interpretá-los como um sinal de epidemia de doenças mentais é incorreto. 

"De  fato cresce o número de certos  problemas mentais, como   depressão e dependência química. Mas, além do  aumento da  incidência,  as pessoas estão mais conscientes sobre esse tipo de situação eprocuram atendimento", avalia Botega.

O professor explica  que não  sofremos apenas dos males do corpo ou de "doenças físicas", mas  também somos  acometidos  pelos males da mente  que, apesar de  serem menos palpáveis,  demadam cuidados  médicos. "Dizer com  certo desprezo 'você não tem nada, isso é coisa da sua cabeça', só faz aumentar o sofrimento de uma pessoa que tem um problema para o qual a medicina não tem remédio fácil", alerta o professor da Unicamp.


Detecção tem seus prós e contras
Nos consultórios, duas listas de de classificação de doenças, o Código Internacional de Doenças (CID-10) e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais (DSM-IV), na sigla em inglês) permitem aos psiquiatras avaliar os sintomas de seus pacientes. Apesar de serem úteis para o diagnóstico de transtornos mentais, porém, os manuais não estão livres de críticas. "Ambos tentam encaixar os pacientes em categiorias, em vez de trabalhar os problemas de forma individual. Eles não levam em consideração o todo, a história das pessoas", analisa o psiquiatra e presidente da Sociedade Para­­naense de Psiquiatria (SPP)André Rotta Burkiewicz.
O americano DSM, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria, é alvo de críticas porque a cada edição, ao revisar os critérios de transtornos mentais, coloca novos comportamentos nessa categoria. A quinta edição do DSM, a ser lançada em 2013, poderá incluir o luto – considerado um período de tristeza normal que dura cerca de dois a três meses – como uma situação característica da depressão. Isso levaria milhares de pessoas a serem diagnosticadas com a doença. Em sua primeira edição, em 1952, o DSM listava 106 doenças, contra 297 da última publicação, feita em 1994.
“A padronização ajudou a melhorar o processo de atendimento, pois antigamente as pessoas sofriam de depressão a vida toda e não recebiam o tratamento adequado, mas ela também pode levar a um excesso de diagnósticos”, pondera o supervisor do Ambulatório de Psiquiatria da Infância e Ado­lescência do Hospital de Clí­nicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Gustavo Ma­­noel Schier Dória.
“É um erro confundir tristezas normais da vida, como reações após perdas ou frustrações, com a depressão. O diagnóstico deve ser feito com cuidado, com avaliação da história clínica, registro dos principais sinais e sintomas e sua persistência ao longo do tempo, além do impacto do quadro na rotina da pessoa”, exemplifica o professor Neury José Botega, do departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Uni­­ver­­sidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Monday, December 5, 2011

Como A Meditação Pode Tratar Distúrbios Psiquiátricos



Em um novo estudo, exames de ressonância magnética mostram que meditadores podem ser capazes de 'desligar' áreas do cérebro associadas ao autismo e a esquizofrenia. 


Problema: A meditção pode auxiliar a lidar com o cancer, a conter a vontade de fumar e prevenir a psoríase. Além disto, sua capacidade de ajudar as pessoas a manter o foco tem sido associada com aumento da felicidade. Pode o entendimento do que acontece no cérebro, quando nós nos sentamos e focamos, nos levar também a pistas de como tratar distúrbios psiquiátricos?


Metodologia: Pesquisadores de Yale dirigidos pelo professor assistente de psiquiatria Judson A. Brewer utilizaram exames de ressonância magnética para escanear meditadores experientes e novatos enquanto eles praticavam diferentes técnicas de meditação.

Resultados: Meditadores experientes tiveram diminuição da atividade na rede neural em modo padrão do cérebro - áreas que estão associadas a distúrbios como ansiedade, déficit de atenção, hiperatividade e doença de Alzheimer. Quando esta rede estava ativa, regiões do cérebro associadas com a automonitoramento e controle cognitivo também estavam ativadas em meditadores experientes, mas não em novatos. Isto sugere que os meditadores treinados podem ser capazes de simultaneamente monitorar  e suprimir o surgimento de pensamentos sobre o 'eu' e a vontade de sonhar acordado. Em formas patológicas, esses estados são ligados a doenças como autismo e esquizofrenia.


Conclusão: Meditadores experientes parecem ser capazes de 'desligar' áreas do cérebro associadas com devaneios e distúrbios psiquiátricos - tais como autismo e esquizofrenia.

Implicações: Meditadores experientes podem ter desenvolvido uma rede em modo padrão menos autocentrada a qual potencialmente poderia ser explorada em aplicações clínicas. "A preocupação com os pensamentos sobre si é uma marca registrada de muitas formas de doença mental , e a a meditação parece afetar esta condição", disse Brewer em um comunicado. "Isso nos da algumas pistas boas de como os mecanismos neurais nesta situação poderiam estar trabalhando clinicamente."

Fonte: O estudo completo, "A Experiência da Meditação Está Associada a Diferenças de Atividade e Conectividade na Rede em Modo Padrão" (tradução literal), foi publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences, November 23, 2011.





Obs: DMN – Default Mode Network – Rede em Modo Padrão ou Rede neural em estado padrão. A DMN e conhecida como uma rede de regiões do cérebro que são ativadas conjuntamente quando o indivíduo não está focado no mundo exterior  e o cérebro está em repouso vigilante ( ou em Alerta durante o repouso) . Pensava-se que o cérebro simplesmente “desligava”. Sabe-se, hoje, através de estudos de ressonância funcional que este “repouso” e um processo ativo com participação de estruturas cerebrais específicas. 

Video Meditação: Observing



Mosen on Vimeo

Sunday, December 4, 2011

Por Que Somos Felizes?

Dan Gilbert, autor de " Stumbling on Happiness" (Tropeçando na Felicidade), contesta a idéia de que seremos infelizes se não tivermos o que queremos. Nosso 'sistema imunológico psicológico' permite que sejamos felizes mesmo quando as coisas não são como planejamos.


Video Filmado em 2004 é muito elucidativo.




Legendado em português


Fonte: TED
Daniel Gilbert

Tuesday, November 15, 2011

Álcool





Campanha de informação sobre o álcool  da  Inglaterra que traz como pano de fundo "a invencibilidade". É de alguns anos atrás, mas super atual!




Video: 



Fonte: YouTube


Para mais 

Cisa Centro de Informações sobre Saúde e Álcool

Tuesday, July 26, 2011

Quebre o Silêncio Pelos Suicidas Sobreviventes

Mesmo quando nossas vidas parecem boas do lado de fora, trancado do lado de dentro pode estar um mundo silencioso de sofrimento, levando alguns a decisão de acabar com suas vidas. No TEDYou, JD Schramm nos pede para quebrar o silêncio em torno do suicídio e das tentativas de suicídio, e para criar recursos mais do que necessários para ajudar as pessoas que recuperam suas vidas depois de escaparem da morte.


O que as aparências mostravam era que tudo estava dando certo para o Johm. Ele tinha acabado de assimar o contrato para vender seu apartamento em Nova York com um lucro de seis dígitos, e ele só tinha sido proprietário por cinco anos. A faculdade onde ele havia feito seu mestrado tinha acabado de oferecer-lhe uma vaga de professor, o que significava não somente um salário mas também benefícios pela primeira vez em anos. Mas, mesmo com tudo parecendo super bem para o John, ele estava lutando contra o vício e a depressão profunda.

Video:


Fonte: Ted

Sunday, July 17, 2011

Genética e Crime



Cuidadosamente, criminologos voltam a estudar até que ponto características que induzem a criminalidade podem ser transmitidas de pai para filho.


O uso da biologia para explicar o comportamento de criminosos tem sido rejeitado por criminólogos que preferem ignorar a genética e se concentrar em causas sociais: miséria, vícios corrosivos, armas. Agora que o genoma humano foi sequenciado e cientistas estão estudando a genética de áreas tão variadas como alcoolismo e afiliação política, os criminologos estão cuidadosamente retornando ao assunto. Um pequeno quadro de especialistas está explorando como os genes podem aumentar o risco de se cometer um crime e se tal traço pode ser herdado.

“Durante os ultimos 30 ou 40 anos, a maioria dos criminólogos não podia dizer a palavra ‘genética’ sem cuspir”, diz Terrie E. Moffit, cientista comportamental da Universidade de Duke. “Hoje as teorias modernas mais convincentes sobre crime e violência envolvem ambos os temas sociais e biológicos”.

John H. Laub, diretor de um instituto de criminologia, que ganhou o Premio Esto­­colmo de Criminologia esse mês, se esforça para enfatizar que os genes são governados pelo ambiente, que pode ou amenizar ou agravar impulsos violentos. Muitas pessoas com a mesma tendência à agressão jamais darão um soco em alguém, enquanto outros sem ele podem ter uma carreira no crime.

O assunto ainda levanta questões éticas e políticas sensíveis. Será que uma predisposição genética deveria influenciar os vereditos? Será que testes genéticos poderiam ser usados para adaptar os programas de reabilitação a criminosos individuais? Será que adultos e crianças com um marcador biológico para violência deveriam ser identificados?

Todo mundo na área concorda que não existe um “gene do crime”. O que a maioria dos pesquisadores está procurando são traços herdados relacionados a agressão e comportamentos antissociais, que podem, por sua vez, levar ao crime violento. Não espere que alguém vá descobrir como o DNA de alguém pode identificar o próximo Ber­nard L. Madoff [um dos maiores fraudadores da história dos EUA].

Um gene que foi ligado a violência regula a produção da monoamina oxidase Aenzima, que controla a quantidade de serotonina no cérebro. Pessoas com uma versão do gene que produz menos dessa enzima tendem a ser significativamente mais impulsivas e agressivas, mas, como Moffitt e seu colega Avshalom Caspi descobriram, o efeito do gene e ativado por experiências estressantes.


Steven Pinker, professor de psicologia de Harvard cujo próximo livro, “The Better Angels of Our Nature” [“Os melhores anjos de nossa natureza”, em tradução livre] defende que seres humanos se tornaram menos violentos ao longo dos milênios, sugere que o me­­lhor modo de se pensar sobre genética e crime e começar pela natureza humana e en­­tão observar o que causa a ati­­vação ou não de um traço em particular.

Ele mencionou um dos maiores fatores de risco que levam ao crime: permanecer solteiro em vez de casar-se, uma ligação descoberta por Laub e Robert J. Sampson, um sociólogo de Harvard que foi covencedor do Prêmio Es­­tocolmo. O casamento pode servir como uma chave que redireciona as energias masculinas para serem investidas nu­­ma família em vez de em competição com outros ho­­mens, Pinker afirmou.

Novas pesquisas tem se focado no autocontrole, além da frieza e falta de empatia, traços regularmente en­­volvidos na decisão de se cometer um crime. Como com outros traços de personalidade, crê-se que eles tenham componentes ambientais e genéticos, embora o grau de herdabilidade seja discutível.

Entre os achados de um estudo a longo prazo com 1.000 bebês, em 1972, numa cidade da Nova Zelendia, Moffit e seus colegas recentemente relataram que quanto menor o autocontrole exibido aos 3 anos de idade, maior a probabilidade de que ele ou ela cometa um crime mais de 30 anos depois. Entre as criancas, 43% das que obtiveram uma avaliação abaixo de 20% em autocontrole foram mais tarde condenadas por algum crime. Já entre as que tiveram avaliações mais altas, o indice ficou em 13%.

Mas uma predisposição não é predestinação. “Saber que algo e herdado de modo algum nos diz qualquer coisa sobre se isso pode melhorar mudando ou nao o ambiente,” diz Moffit. “Por exemplo, o auto-controle e muito parecido com a altura, variando amplamente ao longo da po­­pulação humana e sendo altamente herdável, mas se uma intervenção eficaz como uma melhor alimentação for aplicada a toda a população, en­­tão todo mundo se torna mais alto que a geração anterior”, explica o pesquisador.

Sampson insiste que as ques­­tões mais interessantes sobre crime, sobre o porque de algumas comunidades terem uma criminalidade maior que ou­­tras, não são nem um pouco rastreáveis pela genética. “Quanto mais sofisticada a pesquisa genética, mais ela apontará para a importância do contexto social”.

            Gazeta do Povo : Mundo

Monday, May 30, 2011

Nancy Etcoff Sobre A Surpreendente Ciência Da Felicidade

A pesquisadora cognitiva Nancy Etcoff analisa a felicidade, os meios que usamos para alcanca-la e aumenta-la, como esta ligada a nossas circunstancias reais e seu surpreendente efeito em nossos corpos.



Legendado em espanhol e italiano
Fonte: Ted

Sunday, May 22, 2011

Martin Seligman Fala Sobre a Psicologia Positiva

Uma palestrra envolvente e esclarecedora com o professor Seligman. Ele fala sobre psicologia, como uma area de estudo e como funciona face a face entre cada paciente e cada profissional. Conforme ela ultrapassa o foco em doenca, o que pode a psicologia moderna fazer por nos?


Video:




Legendado em português.


Fonte: Ted


Mais sobre o assunto: 

Questionários com materiais pra medir aspectos da felicidade: Authentic Happiness

Sunday, August 1, 2010

Bebês Mimados Tornam-se Adultos Menos Estressados

A afeição maternal transbordante dada aos bebês de alguns meses torna-os mais bem preparados para enfrentar os problemas da vida na idade adulta, segundo um estudo publicado na terca-feira (27) no "Jornal de Epidemiologia e Saude Comunitaria", uma revista americana.


Na pesquisa realizada durante vários anos com 482 pessoas no Estado americano de Rhode Island, os cientistas compararam dados sobre a relação dos bebês de 8 meses com sua mãe e seu desempenho emocional, medido por testes, aos 34 anos de idade.


Eles queriam verificar a noção segundo a qual os vínculos afetivos fortes a partir da primeira infância fornecem uma base sólida para se sair bem ante os problemas da vida.
Até então, os estudos sobre o assunto eram baseados em relatos de lembranças da infância, sem um acompanhamento.
























A qualidade da interação dos bebês com suas mães aos 8 meses foi avaliada por um psicólogo, que anotou as reações de afeto e atenção da mãe. A classificação - datando dos anos 60 - ia de "negativa" a "excessiva", passando por "calorosas".


Em cerca de um caso em dez, o psicólogo notou um baixo nível de afeto maternal em relação ao bebê. Em 85% dos casos, o nível de afeição era normal, e elevado em 6% dos casos.


Essas pessoas acompanhadas foram testadas, depois, aos 34 anos, sobre uma lista de sintomas reveladores de ansiedade e hostilidade e mal-estar em relação ao mundo.


Qualquer que fosse o meio social, ficou constatado que os que foram objeto de mais carinhos aos 8 meses tinham os níveis de ansiedade, hostilidade e mal-estar mais baixos. A diferença chegava a 7 pontos no item ansiedade em relação aos outros; de mais de 3 pontos para hostilidade e de 5 pontos para o mal-estar.


Curiosamente, não havia diferença entre os que receberam um nível de afeto baixo e o normal. Isso poderia ser explicado, principalmente, segundo os pesquisadores, pela falta de interações verdadeiramente negativas na mostra observada.


Segundo eles, isto confirma que as experiências, mesmo as mais precoces, podem influenciar na vida adulta. As memórias biológicas construidas cedo podem "produzir vulnerabilidades latentes", dia o estudo.

Fonte: Folha.com

Sunday, May 9, 2010

O Enigma Da Experiência x Memória

Com exemplos que vão desde férias até colonoscopias, o vencedor do premio Nobel e fundador da economia comportamental Daniel Kahneman revela como nossas duas individualidades, o "eu da experiência" e o "eu das lembranças" percebem a felicidade de forma diferente. Essa revelação tem implicações profundas na economia, na política pública e em nossas consciências.

Video: (clique em subtitles para escolher legendas em português)


Entrevista com Daniel Kahneman no site do Gallup Organization (em inglês)

Fonte: Ted

Monday, October 12, 2009

A Humanidade É Bipolar, Entrevista Com Wolfgang Sperling

Segundo o psiquiatra alemão Wolfgang Sperlinga humanidade é bipolar.Para ele a recessao e a pandemia são só sintomas de uma doença coletiva global.


O vírus da gripe suína surgiu num momento auspicioso – para o vírus, é claro. O agente causador da pandemia iniciou seu assalto a humanidade em abril, no México. Seis meses antes, a quebra do banco americano Lehman Brothers aprofundou a maior crise econômica em 80 anos. Se o mundo não estivesse em recessão, talvez o surto de gripe não tivesse virado pandemia, diz o psiquiatra alemão Wolfgang Sperling, na revista Medical Hypothesis. Sperling culpa os novos meios de comunicação. A rapidez com que a imprensa noticiou a falência do Lehman e o surto no México gerou ondas globais de pânico, só comparáveis a alegria gerada pelos primeiros sinais de retomada. Esse fenômeno faz a população oscilar entre a euforia e a depressão. “Se a humanidade fosse um paciente, ela seria bipolar.”


Wolfgang Sperling, de 45 anos, e psiquiatra e professor na Clínica Psiquiátrica e de Psicoterapia da Universidade de Erlangen-Nurnberg, em Erlangen, na Alemanha.


Sperling pesquisa os efeitos epidemiologicos do alcoolismo e dos distúrbios de comportamento, como a síndrome do pânico, a desordem bipolar e a esquizofrenia.

E autor e coautor de 70 artigos em mais de 20 publicações científicas como Alcohol and Alcoholism, Medical Hypothesis e Neuropsychobiology.

Como o senhor vê a reação global a quebra do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008?

Wolfgang Sperling – O que houve foi um efeito dominó. A quebra do Lehman Brothers desencadeou uma reação em cadeia global de pânico nos mercados financeiros, levando a quebra de outros bancos, e assim por diante. Tudo se deu muito rápido. Em questão de minutos, a onda de pânico deu a volta ao mundo, atingindo praticamente todas as pessoas com conexão a internet. Quando se analisa aquela reação em cadeia global, percebe-se que as novas mídias tiveram papel crucial na crise. O Lehman Brothers foi apenas a primeira pedra. A culpa da crise e dos meios de comunicação.

O senhor diz que a pandemia é uma consequência da crise. Como assim?
Sperling – Eu enxergo a pandemia como um efeito indireto da crise global. O novo vírus influenza A(H1N1) surgiu no México, em abril. Apesar de não ser mais perigoso que o vírus da gripe comum, o H1N1 deu origem a uma pandemia. O que explica a eclosão da pandemia e a existência de uma conexão entre o surgimento do H1N1 e a crise mundial. Essa conexão são os meios de comunicação.


É uma hipótese muito ousada.
Sperling – Não, não é. Há precedentes. Esta não é a primeira vez que uma pandemia sucede a uma crise econômica. Quem se lembra da síndrome respiratória aguda grave (Sars, de suas iniciais em inglês), uma forma letal de resfriado que matou 800 pessoas na China e no Canadá, em 2003? A Sars foi a primeira pandemia do século XXI. Ela ocorreu após o estouro da bolha da internet, em 2000, e os ataques de 11 de setembro de 2001. Hoje, temos a gripe suína.

Mas qual e o papel dos meios de comunicação nessa história?
Sperling – Eu não conseguia entender como podiamos ter duas pandemias num espaço tão curto de tempo. A resposta veio quando analisei os aspectos econômicos e tecnológicos da questão. No mundo globalizado, as pessoas viajam de um continente para outro em menos de um dia. Elas estão conectadas 24 horas por dia. As condições estavam dadas para que os meios de comunicação pudessem incendiar o planeta com a notícia da quebra do Lehman. Fizeram o mesmo com o H1N1. Não importa o lugar, Alemanha, Brasil ou Fiji, todos sabem o que e a gripe suína. Há cem anos, ninguém saberia.


Ainda não está clara qual seria a conexão entre a crise e a pandemia.
Sperling – A primeira vez que uma crise mundial e uma pandemia ocorreram em sucessão não foi em 2009, com o H1N1, nem em 2003, com a Sars. Foi no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o pior conflito que a humanidade viveu até então. A Grande Guerra foi o primeiro evento global, que conectou todo o planeta. Em 1918, após quatro anos de conflito e 10 milhões de mortos, as pessoas estavam cansadas, famintas, sem esperança. Os milhões de soldados nas trincheiras da Europa tinham vindo de todos os cantos do mundo e não queriam mais lutar. Não viam sentido no conflito. Foi quando eclodiu a Gripe Espanhola de 1918. Ela deu a volta ao mundo em seis semanas, mas a população só soube disso muito depois. A diferença entre 1918 e 2009 e que hoje, graças as telecomunicações, nossa sociedade é transparente. Sabemos o que ocorre do outro lado do mundo em tempo real. A crise bancária foi um produto dessa sociedade transparente.


O crash da Bolsa de Nova York, em 1929, não antecedeu a uma pandemia.
Sperling – É, mas o crash de 1929 talvez tenha sido mais localizado. Não foi uma crise global que contaminou todos os mercados financeiros, pois eles não eram interligados como hoje. Em tempos de globalização, se um banco alemão tem problemas de caixa, isso pode refletir imediatamente em bancos no Brasil. Não foi assim em 1929. Por isso, aquela crise não pode ser comparada a de hoje.

Mas recessões e guerras são eventos independentes de uma pandemia.
Sperling – o, não são. Graças às telecomunicações, todo o mundo sabe tudo o que acontece o tempo todo. Esse bombardeio de informações cria sentimentos de euforia e de depressão. Na medicina, um paciente que alterna estados de euforia e depressão sofre de síndrome bipolar. Emoções semelhantes estão por trás dos movimentos de alta e baixa do mercado acionário. Não é novidade. Em 1996, Alan Greenspan, o então presidente do Federal Reserve (o banco central americano), alertava para o risco do que chamou de “exuberância irracional dos mercados”. Era o periodo de euforia da bolha da internet. Quando ela estourou, em 2000, a euforia deu lugar a depressão. É o que vemos hoje. O incrível é que o sentimento de depressão que se alastrou pelo mundo há um ano já esta sumindo. As Bolsas voltaram a subir – sem razão aparente alguma. É o mesmo processo. Ninguém pode detê-lo. O mesmo se da com a pandemia. Não se pode contê-la. Essa é a conexão entre dois eventos muito diferentes, um na esfera econômica, o outro na esfera da saúde. A humanidade sofre de síndrome bipolar global.

"A humanidade começa a manifestar claramente momentos

Síndrome bipolar global (SBG)?!?
Sperling – A síndrome bipolar e a alternância brusca entre dois sentimentos muito diferentes que causam ansiedade. De um lado, temos as emoções ligadas ao estado de depressão. De outro, aquelas ligadas ao estado de euforia, o que chamamos de manias. Para mim, a humanidade começa a manifestar claramente momentos de alternância emocional entre a euforia e a depressão.


A humanidade está doente?
Sperling – A psicose bipolar é uma forma de doença psiquiátrica. Se olharmos os acontecimentos dos últimos anos, veremos que a SBG e o fator definidor de tudo o que vem acontecendo no mundo – não só na órbita da economia. Esse fenomeno faz parte das transformações causadas na sociedade pelo advento dos novos meios de comunicação.


Quais são os sintomas da SBG?
Sperling – Os principais sintomas são uma ansiedade incontrolável e a dificuldade de reagir de modo adequado aos problemas. No limite, os sintomas se assemelham aos de um paciente com síndrome do pânico. Quem sofre de panico escolhe fugir dos problemas, deixar tudo para trás. Jamais enfrenta a situação que causa o pânico para buscar uma solução. Na SBG acontece o mesmo. Quando um banco quebra, todos saem correndo.

Então, a SBG seria a conexao entre a crise global e a pandemia?
Sperling – Sim, mas de forma indireta. O sentimento global de depressão age como um facilitador para o advento da pandemia. Há uma relação clara entre os humores da economia e a saúde pública. Vivemos numa sociedade de consumo, materialista. Todos sabemos como a falta de dinheiro pode fazer mal a saúde. Ela atrapalha nossos relacionamentos, causa tensão, ansiedade e insônia. Esta provado que o aumento dos níveis de estresse está relacionado a uma redução na capacidade de defesa do sistema imune. Logo, é razoável supor que uma crise economica mundial afete o sistema imune de centenas de milhões de pessoas. E é quando a humanidade está com a saúde fragilizada que eclodem as pandemias.


Há cura para a SBG?
Sperling – Precisamos criar alguma forma de terapia global. Por analogia, há vários meios para tratar um paciente com pânico. Usam-se remédios com a função de acalmá-lo. Não por acaso, acalmar os mercados e a prescrição usada pelas autoridades para deter o efeito manada nos momentos de pânico. O mesmo se aplica aos meios de comunicação. Acalmar a mídia significa dizer: “Nao reajam tão rapido, alardeando o mundo de que há uma nova crise. Esperem!”.

Isso é censura.
Sperling – Se quisermos interromper esse comportamento irracional coletivo, será preciso agir com despotismo. Esse e o problema que devemos enfrentar.

Fonte: Revista Epoca

Monday, September 28, 2009

Mensagens Subliminares Negativas Funcionam

As pessoas podem perceber mensagens subliminares, em especial se a mensagem for negativa, de acordo com um estudo britânico.

Em três experimentos na University College de Londres, palavras disfarçadas foram brevemente mostradas aos participantes para que classificassem-nas como emocional ou neutral.

O estudo, publicado na revista Emoção, diz que sermos capazes de reagir a estímulos extremamente pequenos nos ajuda a evitar o perigo e pode ser proveitoso em marketing .

Mas os críticos dizem que não há provas de que isto funcionaria fora de um laboratório.

Professora Nilli Lavie, do University College London, mostrou aos 50 participantes uma serie de palavras em uma tela de computador.

Cada palavra apareceu na tela por apenas uma fração de segundo - tempo muito rápido para que os participantes pudessem ler a palavra conscientemente.

As palavras eram positivas (por exemplo, alegre, flores, paz), negativas (por exemplo, agonia, desespero, homicídio) ou neutras (por exemplo,caixa, orelha, chaleira).

Depois de cada palavra, os participantes tiveram de escolher se a palavra era neutra ou emocional (positiva ou negativa) e o modo de como eles estavam confiantes de suas decisões.

Os pesquisadores descobriram que os participantes responderam mais corretamente quando responderam a palavras negativas, mesmo quando se acreditava que eles estavam apenas adivinhando a resposta.

Eles foram capazes de classificar com precisao 66% das palavras negativas, em comparação a 50% das positivas.

"Vantagens Evolutivas"

Professor Lavie disse: "Nós mostramos que as pessoas podem perceber o valor emocional de mensagens subliminares e demonstramos conclusivamente que as pessoas estão muito mais sintonizados com palavras negativas.

"Claramente, há vantagens evolutivas ao responder rapidamente a informação emocional.

"Nós não podemos esperar que a nossa consciência comece a ter um efeito se vermos alguem correndo em nossa direção com uma faca ou se dirigirmos sob condições de chuva ou nevoeiro e vermos um sinal alertando 'perigo '.

A propaganda subliminar não é permitida na televisão no Reino Unido.

Mas o professora Lavie disse que seu trabalho poderia ser aplicado a campanhas de marketing: "As palavras negativas podem ter um impacto mais rápido -"Kill Your Speed " ( neutralize sua velocidade ) deve funcionar melhor do que " Slow Down " (diminua a velocidade )".

"As qualidades negativas de um concorrente podem agir em um nível subconsciente e produzir um efeito muito mais real do que gritar sobre seus próprios pontos de venda, e isto e mais controversal."

Mas o psicólogo de marketing, Paul Buckley, da Cardiff School of Management, disse que não havia provas de que as mensagens subliminares funcionassem no mundo real: "De um ponto de vista prático, isso provavelmente não reflete o que aconteceria na vida real.

"Certamente muitos países ao redor do mundo tem legislação para proibir que mensagens subliminares sejam utilizadas na televisão e ninguem ainda foi capaz de apontar qualquer situacao em particular em que uma mensagem subliminar funcionou."

O estudo foi financiado pelo Wellcome Trust.

Fonte : BBC Health

Wednesday, November 26, 2008

Chefes Ruins Podem Prejudicar A Saúde Dos Funcionários



Chefes arbitrários e insensíveis não apenas elevam o estresse no ambiente de trabalho, mas podem tambem aumentar o risco de doenças cardíacas em seus funcionários, sugere a pesquisa sueca.


Uma equipe do Instituto Karolinska e da Universidade de Estocolmo encontrou uma forte ligação entre mau gerenciamento e risco de distúrbios cardíacos graves e até ataques do coração nos empregados.


Os pesquisadores monitoraram a saúde de mais de 3 mil funcionários do sexo masculino, com idades entre 19 e 70 anos, na região de Estocolmo, por um periodo de quase dez anos.

Foram registrados 74 casos fatais e não fatais de ataques cardíacos ou angina instável (dor ou desconforto no peito ou areas adjacentes causados por fluxo inadequado de sangue no coração).


Foi pedido aos participantes do estudo que avaliassem o estilo de liderança de seus gerentes em áreas como a clareza no estabelecimento de objetivos para seu pessoal e a habilidade de comunicar e dar um retorno ao funcionário da avaliação do desempenho pessoal.


Quanto mais competentes os funcionários consideravam seus gerentes, mais baixo seu risco de sofrer problemas cardíacos graves.


Os funcionários que consideravam seus chefes menos competentes apresentaram um risco 25% maior de problema cardíaco grave.

Longa duração

A pesquisa revelou ainda que quanto mais tempo um funcionário trabalhava em uma empresa sob um mau gerente, maior a ameaça à saúde. Os que trabalhavam por quatro anos ou mais nessas condições apresentaram um risco 64% maior de desenvolver doenças cardíacas.


Os especialistas acreditam que ao se sentirem pouco valorizados e sem apoio no trabalho, os funcionários sofrem de estresse que, com frequência alimenta comportamentos insalubres como a adoção do hábito de fumar que pode causar males cardíacos.


Os pesquisadores sugerem que as empresas devem tomar medidas para melhorar o desempenho dos gerentes levando em conta a avaliação que fazem dele os seus subordinados, para afastar a possibilidade de graves distúrbios cardíacos em seus funcionários.


O estudo foi divulgado no site Occupational and Environmental Medicine.

Fonte : BBC Brasil Ciência e Saúde